Rio Itapecuru

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes fiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde março de 2017). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Rio Itapecuru
Comprimento 1.041 km
Posição: sul–norte
Nascente serra da Crueira[1]
Altitude da nascente 480 m
Foz baía de São José[2]
Altitude da foz 0 m
Área da bacia 52.972,1 km²
Afluentes
principais
rios Alpercatas, Corrente, Pucumã, Santo Amaro, Itapecuruzinho, Peritoró, Tapuia, Pirapemas, Gameleira, Codó, Timbiras e Coroata[3]
País(es)  Brasil
Rio Itapecuru, nas proximidades da cidade Itapecuru-mirim

O rio Itapecuru é um curso d'água brasileiro que banha o estado do Maranhão. Com 1.450 km de extensão e largura que varia de 50 a 120 metros, o rio nasce no sul do estado e flui no sentido nordeste–norte até deságuar na baía de São José, golfão Maranhense.[1]

Com 52.972,1 km² e ocupando 16% do território estadual, a bacia do Itapecuru é genuinamente maranhense e abastece 60% da população de São Luís, além de outras cidades através do estado.[1]

Seu curso pode ser caracterizado fisicamente em três regiões: alto, médio e baixo Itapecuru[2][3] Dentre os principais fatores que determinam essa caracterização pode-se citar a rede de drenagem, o relevo da bacia e a navegabilidade.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo Itapecuru provém do tupi ita (pedra) pe (caminho) e curu (influência) e sua etimologia significa “água caminha entre as pedras”. Já o historiador Teodoro Sampaio sugeriu que os termos itapé-curú significavam "a laje formada de cascalhos ou seixos" ou "a laje áspera".[4]

História[editar | editar código-fonte]

Rio Itapecuru

A relevância do rio Itapecuru para o desenvolvimento dos municípios localizados na bacia configurou-se desde o Período Colonial, desempenhando importante papel no povoamento da área abrangida pela bacia, sendo a via mais acessível para o interior da região.[5]

O rio funcionou, ao longo do tempo, como via de circulação para barcos que abasteciam as comunidades ribeirinhas e adquiriam a produção local. [5]

A economia do Maranhão, no século XIX, era baseada na exportação do algodão, realizada por meio do transporte fluvial por companhias de navegação à vapor, no rio Itapecuru, que banhava as regiões produtoras, como o município de Caxias, até o porto de São Luís. A capital do estado também desenvolvia um parque industrial têxtil, mas era necessário uma forma de transporte mais eficiente.[5]

A atividade e navegação é reduzida após a construção da Estrada de Ferro São Luís-Teresina, cujo traçado acompanha praticamente o curso do rio, interligando os municípios que se localizam às suas margens, da cidade de Caxias até a foz.[5]

Com a importância do rio para o desenvolvimento econômico da região, surgiram, em suas margens, importantes cidades como Mirador, Colinas, Caxias, Codó, Timbiras, Coroatá, Pirapemas, Cantanhede, Itapecuru-Mirim e Rosário, além de outras situadas na área da bacia.[5]

Bacia hidrográfica[editar | editar código-fonte]

Características gerais[editar | editar código-fonte]

Com 1.450 quilômetros desde a nascente, nos contrafortes das serras da Crueira, Itapecuru e Alpercatas, até a desembocadura na baía do Arraial, ao sul da ilha de São Luís, o Itapecuru passa por 55 municípios e favorece uma população de 1.622.875 pessoas, de acordo com o IBGE.[2]

Desses municípios, 20 estão totalmente dentro da bacia, e os demais 35 estão parcialmente inseridos no vale – ou seja, parte de seus territórios extrapola os limites da bacia hidrográfica.[2]

A bacia do Itapecuru se estende a leste do estado, ocupando considerável área de sul a norte, em terrenos relativamente baixos e de suaves ondulações.

Sua bacia constitui-se num divisor entre as bacias do Parnaíba, a leste, e a do Mearim, a oeste, sendo seus principais afluentes os rios Alpercatas, Correntes, Pucumã, Santo Amaro, Itapecuruzinho, Peritoró, Tapuio, Pirapemas, Gameleira, Codozinho, Timbiras e Coroatá.[3]

O rio Itapecuru compreende três cursos:

  • Alto Itapecuru - das nascentes até Colinas;
  • Curso Médio do Itapecuru - entre Colinas e Caxias;
  • Baixo Itapecuru - de Caxias até o oceano Atlântico.

Localizado na Mata dos Cocais, prevalece uma vegetação transicional entre o cerrado, a Floresta Amazônica e a Caatinga, rica em palmeiras, em especial o babaçu.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Rio Itapecuru, na cidade de Timbiras-MA

O Alto Itapecuru vai da nascente no município de Mirador, onde ainda continua bem preservado e resguardado pelo Parque Estadual do Mirador, onde a Coopermira, Cooperativa dos Técnicos em Proteção Ambiental do Parque Estadual do Mirador, exerce a responsabilidade de gerir a unidade com um trabalho de fiscalização e educação ambiental.[1]

Nesta área predominam chapadões, chapadas e encostas, com um relevo fortemente ondulado, atingindo altitudes de 350 metros nas serras do Itapecuru, Crueiras e Boa Vista.[2] É uma região de difícil navegabilidade, a qual é possível apenas em pequenas canoas até o seu mais importante afluente, o rio Alpercatas, em Colinas.

O Curso Médio do Itapecuru localiza-se entre os municípios de Colinas e Caxias.[3] Aqui prevalece o relevo de chapadas baixas, com ondulações de graus suave a expressiva, sendo a diferença de altitude da ordem de 60 metros.

Babaçu, palmeira característica do vale do rio Itapecuru

O Baixo Itapecuru estende-se de Caxias até a foz, situada na baía de São José.[3]

Caracteriza-se por um relevo suave a ondulado. É o trecho de maior navegabilidade que é, contudo, prejudicada pela baixa declividade do terreno, o que acaba formando bancos de areia a partir de Itapecuru-Mirim até a foz.[3]

Sistema Italuís[editar | editar código-fonte]

O Sistema Italuís é utilizado para o abastecimento da cidade de São Luís. A água é captada a 56 km da capital, no Sistema Produtor Italuís, nas proximidades do povoado Timbotiba, no município de Rosário.

Após a captação, a água recebe tratamento para se adequar ao consumo humano e, em seguida, vai para São Luís, onde abastece cerca de 60% das casas da capital maranhense, como os bairros Renascença, São Francisco, Vinhais, área Itaqui-Bacanga, Coroadinho, Vila Palmeira, Cohama, Angelim, Bequimão, dentre outros, em um total de 159 bairros e atendendo em torno de 600 mil pessoas.[6]

Degradação ambiental[editar | editar código-fonte]

O rio Itapecuru está com sua bacia hidrográfica muito modificada em razão do uso incorreto de seu solo e da poluição de suas águas, levando à diminuição da quantidade dos peixes. [7]

O desmatamento das margens do rio é um dos fatores responsáveis pela degradação da bacia, o que contribui para o processo de assoreamento.O processo de poluição da água, o assoreamento, a destruição das matas ciliares e a retirada ilegal de areia já fizeram o rio perder 73% do seu volume.[7]

A degradação do solo altera a estrutura física e também a capacidade do solo de produzir, devido ao assoreamento dos elementos nutritivos e das partículas de sedimentos, ocasionando a deposição no leito do rio, reduzindo o seu volume e profundidade.[7]

Referências

  1. a b c d Raimundo N.M. da Silva (2000). «Caracterização dos impactos ambientais no rio Itapecuru (...)» (PDF). Associação Brasileira de Recursos Hídricos. Consultado em 18 de setembro de 2015. 
  2. a b c d e Adm. do sítio web (5 de agosto de 2014). «Formações rochosas e cachoeiras são marcas do Vale do rio Itapecuru». Portal Brasil. Consultado em 17 de setembro de 2015. 
  3. a b c d e f Vera Lúcia L. de Barros; et al. (2015). [file:///C:/Users/F%C3%A1bio/Downloads/2-%20Humanas%20-%20RIO%20ITAPECURU.pdf «Rio Itapecuru: uma visão geoambiental, em Caxias (MA)»] Verifique valor |URL= (ajuda) (PDF). Revista Humana Et Al 
  4. Consuelo Pondé de Sena (1979). Introdução ao estudo de uma comunidade do agreste baiano: Itapicuru, 1830-1892. [S.l.]: Fundação Cultural do Estado da Bahia. 242 páginas 
  5. a b c d e «A DEGRADAÇÃO AMBIENTAL DO RIO ITAPECURU NA SEDE DO MUNICÍPIO DE CODÓ-MA Antonio Cordeiro Feitosa' Eulina Paz de Almeida"» (PDF)  line feed character character in |titulo= at position 72 (ajuda)
  6. «Como funciona o sistema de abastecimento de água de São Luís». Imirante 
  7. a b c «A DEGRADAÇÃO DO RIO ITAPECURU E SUAS CONSEQÜÊNCIAS AMBIENTAIS, CAXIAS, MARANHÃO. MARIA EDIANE CONRRADO 1 EDIANE SOARES MARTINS 1 ELAINE DA SILVA LIMA 1 TATIANE DA SILVA BACELAR 1 GONÇALO MENDES DA CONCIEÇÃO 2 MARGARITA VALDESPRIETO ROCHE 3»  line feed character character in |titulo= at position 81 (ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre hidrografia do Brasil é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.