Rio Itapecuru

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Rio Itapecuru
Comprimento 1.041 km
Posição: sul–norte
Nascente serra da Crueira[1]
Altitude da nascente 480 m
Foz baía de São José[2]
Altitude da foz 0 m
Área da bacia 52.972,1 km²
Afluentes
principais
rios Alpercatas, Corrente, Pucumã, Santo Amaro, Itapecuruzinho, Peritoró, Tapuia, Pirapemas, Gameleira, Codó, Timbiras e Coroata[3]
País(es)  Brasil
Babaçu, palmeira muito comum na bacia do Itapecuru

O rio Itapecuru é um curso d'água brasileiro que banha o estado do Maranhão. Com 1.450 km de extensão e largura que varia de 50 a 120 metros, o rio nasce no sul do estado e flui no sentido nordeste–norte até deságuar na baía de São José, golfão Maranhense.[1] Com 52.972,1 km² e ocupando 16% do território estadual, a bacia do Itapecuru é genuinamente maranhense e abastece 75% da população de São Luís, além de outras cidades através do estado.[1]

Seu curso pode ser caracterizado fisicamente em três regiões: alto, médio e baixo Itapecuru[2] [3] Dentre os principais fatores que determinam essa caracterização pode-se citar a rede de drenagem, o relevo da bacia e a navegabilidade.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo Itapecuru provém do tupi ita (pedra) pe (caminho) e curu (influência) e sua etimologia significa “água caminha entre as pedras”. Já o historiador Teodoro Sampaio sugeriu que os termos itapé-curú significavam "a laje formada de cascalhos ou seixos" ou "a laje áspera".[4]

Bacia hidrográfica[editar | editar código-fonte]

Características gerais[editar | editar código-fonte]

Com 1.450 quilômetros desde a nascente, nos contrafortes das serras da Crueira, Itapecuru e Alpercatas, até a desembocadura na baía do Arraial, ao sul da ilha de São Luís, o Itapecuru passa por 55 municípios e favorece uma população de 1.622.875 pessoas, de acordo com o IBGE.[2] Desses municípios, 20 estão totalmente dentro da bacia, e os demais 35 estão parcialmente inseridos no vale – ou seja, parte de seus territórios extrapola os limites da bacia hidrográfica.[2]

A bacia do Itapecuru se estende a leste do estado, ocupando considerável área de sul a norte, em terrenos relativamente baixos e de suaves ondulações. Sua bacia constitui-se num divisor entre as bacias do Parnaíba, a leste, e a do Mearim, a oeste, sendo seus principais afluentes os rios Alpercatas, Correntes, Pucumã, Santo Amaro, Itapecuruzinho, Peritoró, Tapuio, Pirapemas, Gameleira, Codozinho, Timbiras e Coroatá.[3]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

O alto Itapecuru vai da nascente no município de Mirador, onde ainda continua bem preservado e resguardado pelo Parque Estadual do Mirador, onde a Coopermira, Cooperativa dos Técnicos em Proteção Ambiental do Parque Estadual do Mirador, exerce a responsabilidade de gerir a unidade com um trabalho de fiscalização e educação ambiental.[1] Nesta área predominam chapadões, chapadas e encostas, com um relevo fortemente ondulado, atingindo altitudes de 350 metros nas serras do Itapecuru, Crueiras e Boa Vista.[2] É uma região de difícil navegabilidade, a qual é possível apenas em pequenas canoas até o seu mais importante afluente, o rio Alpercatas, em Colinas.

O curso médio do Itapecuru localiza-se entre os municípios de Colinas e Caxias.[3] Aqui prevalece o relevo de chapadas baixas, com ondulações de graus suave a expressiva, sendo a diferença de altitude da ordem de 60 metros.

O baixo Itapecuru estende-se de Caxias até a foz, situada na baía de São José.[3] Caracteriza-se por um relevo suave a ondulado. É o trecho de maior navegabilidade que é, contudo, prejudicada pela baixa declividade do terreno, o que acaba formando bancos de areia a partir de Itapecuru-Mirim até a foz.[3]

Referências

  1. a b c d Raimundo N.M. da Silva (2000). «Caracterização dos impactos ambientais no rio Itapecuru (...)» (PDF). Associação Brasileira de Recursos Hídricos. Consultado em 18 de setembro de 2015. 
  2. a b c d e Adm. do sítio web (5 de agosto de 2014). «Formações rochosas e cachoeiras são marcas do Vale do rio Itapecuru». Portal Brasil. Consultado em 17 de setembro de 2015. 
  3. a b c d e f Vera Lúcia L. de Barros; et al. (2015). [file:///C:/Users/F%C3%A1bio/Downloads/2-%20Humanas%20-%20RIO%20ITAPECURU.pdf «Rio Itapecuru: uma visão geoambiental, em Caxias (MA)»] Verifique |url= (Ajuda) (PDF). Revista Humana Et Al. 
  4. Consuelo Pondé de Sena (1979). Introdução ao estudo de uma comunidade do agreste baiano: Itapicuru, 1830-1892 Fundação Cultural do Estado da Bahia [S.l.] p. 242. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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