Rio Itararé

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Rio Itararé
Nascente Serra de Paranapiacaba
Foz Rio Paranapanema
Afluentes
principais
Rio Três Barras, Rio Caiçara, Rio Jaguaricatu, Rio Jaguariaíva, Rio Verde
País(es)  Brasil

O rio Itararé é um curso de água que atravessa os estados de São Paulo e Paraná. Nasce na Serra de Paranapiacaba, ao sul de São Paulo. Tem vários afluentes mas os seus maiores são o Jaguaricatu e o Jaguariaíva.[1]

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Itararé" é um termo tupi que significa "pedra escavada". Designa rios subterrâneos, que correm no interior de pedras calcárias.[1][2] O rio Itararé divide os estados de São Paulo e Paraná na altura das cidades paulistas de Bom Sucesso de Itararé, Itararé, Riversul, Itaporanga, Barão de Antonina, Fartura, Timburi e Chavantes com as cidades paranaenses de Sengés, São José da Boa Vista, Santana do Itararé, Salto do Itararé, Siqueira Campos, Carlópolis e Ribeirão Claro.[3] É um rio que em certa altura torna-se subterrâneo, apresentando várias grutas; daí seu nome.[1] Às margens do rio Itararé já viveram muitos índios "bugres", designação generalista para indígenas.[4] Em certo ponto é possível atravessar do estado de São Paulo para o Paraná de balsa, esta já existente há décadas no mesmo lugar. O rio apresenta várias quedas d'água no seu curso e uma beleza ímpar, mas por sua geografia acidentada não apresenta muita navegabilidade.

Mapa da Região compreendida entre as Cabeceiras do Rio Itararé e o Oceano Atlântico (1919), acervo Museu Paulista.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Em todo seu percurso podemos ver o vale do Itararé, grandes morros e pedras esculpidas pela água. Seu primeiro ponto turístico que chama atenção é a cachoeira do Corisco em Itararé e Sengés, uma cascata em forma de coração que cai no rio Itararé, uma queda de 106 metros de altura.[5] Depois o percurso se fecha formando um enorme buraco escuro, já perto de da zona urbana de Itararé tem o Parque Ecológico da Barreira,[6]lugar com grutas e cachoeiras.[7] A foz do Rio Itararé acontece na represa de Chavantes onde se tem muito lazer por conta das prainhas de água doce, a principal é a prainha de Alemoa, em Siqueira Campos.[8] Entre Carlópolis e Fartura encontra-se a terceira maior ponte fluvial do Brasil.[9]

Referências

  1. a b c *Diário do Campos. «No centro e ao norte os rios da fertilidade». 22 de outubro de 2012. Consultado em 3 de maio de 2020 
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.975
  3. *Governo do Estado do Paraná. «Angra Doce é valorizada como área especial de interesse turístico». Consultado em 3 de maio de 2020 
  4. *Prefeitura de Itararé. «História». Consultado em 3 de maio de 2020 
  5. *Jornal Cruzeiro do Sul. «Vale do Itararé». 11 de fevereiro de 2020. Consultado em 3 de maio de 2020 
  6. *Prefeitura de Itararé. «Turismo de Itararé (SP) disponibiliza roteiro de atrativos para aproveitar o feriado prolongado». 25 de maio de 2018. Consultado em 3 de maio de 2020 
  7. *Prefeitura de Sengés. «GRUTA DA BARREIRA». 2 de agosto de 2019. Consultado em 3 de maio de 2020 
  8. *O Londrinense. «Um paraíso com jeito de praia chamado Alemoa». 11 de novembro de 2019. Consultado em 3 de maio de 2020 
  9. *Mídia News. «Após quatro décadas, ponte que liga SP/PR é liberada». 13 de abril de 2011. Consultado em 3 de maio de 2020 
Ícone de esboço Este artigo sobre hidrografia do Brasil é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.