Rio Negro (Amazonas)

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Rio Negro
Vista do pôr do sol no rio na altura de Manaus
Bacia Amazônica com a localização do rio Negro
Bacia Amazônica com a localização do rio Negro
Comprimento 1 700 km
Nascente Departamento de Guainía, na Colômbia
Foz Manaus, no rio Amazonas
Afluentes
principais
Rio Branco e rio Vaupés
País(es)  Venezuela
 Colômbia
 Brasil

O rio Negro é o maior afluente da margem esquerda do rio Amazonas, na Amazônia, na América do Sul. É o mais extenso rio de água negra do mundo, e o segundo maior em volume de água — atrás somente do Amazonas, o qual ajuda a formar. Tem sua origem entre as bacias do rio Orinoco e Amazônica. Conecta-se com o Orinoco através do canal de Casiquiare. Na Colômbia, onde tem a sua nascente, é chamado de rio Guainia. Seus principais afluentes são o rio Branco e o rio Vaupés. Disputa ser o começo do rio Orinoco junto com o rio Guaviare. Drena a região leste dos Andes na Colômbia. Após passar por Manaus, une-se ao rio Solimões e, a partir dessa união, este último passa a chamar-se rio Amazonas.

Todo ano, com o degelo nos Andes e a estação das chuvas na região Amazônica, o nível do rio sobe vários metros, alcançando sua máxima entre os meses de junho e julho. O pico coincide com o "verão amazônico". O nível do rio abaixa até meados de novembro, quando novamente inicia o ciclo da cheia. Em Manaus, a máxima do Rio Negro vem sendo registrado há mais de cem anos, e há um quadro no Porto de Manaus[1] com todos os registros históricos, inclusive o da maior cheia de todos os tempos, ocorrida em 2012, alcançando, até 21 de maio (antes do início da vazante), a cota de 29,87 metros acima do nível do mar. Todos os rios da Bacia Amazônica sofrem o mesmo fenômeno de subidas e baixas em seus níveis, comandados pelos dois maiores rios: o Rio Negro e o Rio Solimões (que, ao se encontrarem, abaixo da cidade de Manaus, formam o Rio Amazonas).

História[editar | editar código-fonte]

Povos nativos e colonização[editar | editar código-fonte]

O rio Negro era chamado pelos indígenas de rio Quiary, Guriguacurú ou Ueneyá.[2][3]

Descoberto em 1541, pelo espanhol Francisco Orellana, o rio Negro foi utilizado pelos espanhóis como acesso de suas colônias ao Oceano Atlântico. A partir do fim do século 16, expedições da Holanda e da Inglaterra chegaram ao Norte do Brasil e colonizaram territórios ribeirinhos. Ciente das atividades dos dois países na região, a Coroa Portuguesa enviou tropas à Amazônia e expulsou os outros colonizadores, em meados do século seguinte.

Posse portuguesa e capitania[editar | editar código-fonte]

Após tomar posse das terras, os lusitanos realizaram campanhas para o reconhecimento da área. Durante as viagens, os navegantes enfrentaram a resistência de tribos indígenas, que defendiam o território com afinco.

No século 18, com a presença dos jesuítas, que catequizaram os índios e ampliaram a agricultura no local, a dominação da região por Portugal foi facilitada. Em 1755, o controle foi consolidado com a criação da Capitania de São José do Rio Negro.[4]

Geografia[editar | editar código-fonte]

O rio Negro visto de Manaus.

O rio Negro começa no Peru e ao entrar no Brasil, no município de Tabatinga, recebe o nome de Solimões. Tem como afluentes da margem direita os rios Javari, Jutaí, Juruá e Purus na margem esquerda os rios Içá e Japurá e percorre as cidades de São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá, Tonantins, Jutaí, Fonte Boa, Tefé, Coari, Codajás, Anamã, Anori, Manacapuru, totalizando aproximadamente 1.700 km até chegar a Manaus, onde ao encontrar o Rio Negro, recebe o nome de Rio Amazonas. Detém vital importância para a Região Norte, pois é fonte de alimento, transporte, comércio, pesquisas científicas e lazer.

O rio Negro é navegável por 720 quilômetros acima de sua foz e pode chegar a ter um mínimo de 1 metro de profundidade em tempo de seca, com muitos bancos de areia e outras dificuldades menores. Na estação das chuvas, transborda, inundando as regiões ribeirinhas em distâncias que vão de 32 km até 640 km.

Afluentes[editar | editar código-fonte]

Os principais afluentes pela margem esquerda são :

Os principais afluentes pela margem direita são:

Encontro das Águas[editar | editar código-fonte]

Imagem de satélite da cidade de Manaus mostrando o encontro das águas escuras do rio Negro com as águas barrentas do rio Solimões.
Ver artigo principal: Encontro das Águas

O Encontro das Águas é um fenômeno que acontece na confluência entre o rio Negro, de água preta, e o rio Solimões, de água barrenta, onde as águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturar por uma extensão de mais de 6 km. É uma das principais atrações turísticas da cidade de Manaus.

Esse fenômeno acontece em decorrência da diferença entre a temperatura e densidade das águas e, ainda, à velocidade de suas correntezas: o Rio Negro corre cerca de 2 km/h a uma temperatura de 28°C, enquanto que o Rio Solimões corre de 4 a 6 km/h a uma temperatura de 22°C.[5]

Importância econômica[editar | editar código-fonte]

Com a independência do Brasil, em 1822, o curso d’água manteve sua importância. Além de delimitar o território nacional, o rio foi fundamental para a criação de uma identidade nacional entre as populações indígenas que vivem nos seus arredores.

Nas décadas seguintes, foi implantada a navegação a vapor, otimizando o transporte dos produtos extraídos na floresta.

Parte estaiada da Ponte Rio Negro.

o Rio Negro mantém papel crucial na infraestrutura e no desenvolvimento da Região Norte. O curso d’água também é utilizado para o transporte de passageiros e é destino turístico, principalmente para os praticantes da pesca esportiva.

Ponte Rio Negro[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Ponte Rio Negro

Inaugurada em 24 de outubro de 2011, é a única ponte que atravessa o trecho brasileiro do rio Negro, sendo considerada como a maior ponte fluvial e estaiada do Brasil, com 3,6 quilômetros de extensão (3.595 metros). Liga a Manaus ao município de Iranduba e tem significativa importância econômica e social para os municípios da Região Metropolitana de Manaus.[6]

Rio Negro e sociedade[editar | editar código-fonte]

Vista aérea do rio junto com a imensidão da Floresta Amazônica.

O rio Negro é muito admirado pelas suas paisagens, principalmente pelo seu pôr do sol. Também influenciou o nome de muitas organizações, agremiações e prédios comerciais na cidade.

Palácio Rio Negro

Foi a residência do governador do estado do Amazonas de 1917 a 1997, quando tornou-se um centro cultural.

Atlético Rio Negro Clube

É um dos mais tradicionais clubes da Região Norte do Brasil, considerado um gigante do futebol manauara ao lado do Nacional. Além do nome, as cores oficiais do Rio Negro também são em homenagem ao rio.

TV Rio Negro

Canal aberto de televisão, filiada à rede Bandeirantes, é o segundo canal mais visto no Amazonas.

Referências

  1. «Porto de Manaus - O Coração da Amazônia». Consultado em 16/05/2012. 
  2. Macedo, L. (1906). Amazonia: repositorio alphabetico de termos, descripções de localidades, homens notaveis, animaes. Typ. Adolpho Mendonça, [1].
  3. Cardoso, A.L. (1961). Toponímia brasílica. Editora Biblioteca de Exército, [2].
  4. http://brasilimperdivel.tur.br/historia-navegacao-rio-negro/
  5. «Encontro das Águas:Uma das mais espetaculares atrações turísticas da Cidade de Manaus». Municipality of Manaus. 2007-09-21. Consultado em 2008-08-23. 
  6. http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2011/10/ponte-rio-negro-e-um-marco-na-integracao-da-regiao-metropolitana.html
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