Rio Uemê

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País(es)  Benim

Uemê[1] (em francês: Ouémé; em fom: Weme) é um rio do Benim. É de longe o rio mais importante do país depois do rio Níger (que para o Benim é um rio fronteiriço). O Uemê nasce a 465 m de altitude nas montanhas Togo (no Benim designadas como "Atakora") no noroeste do país, no departamento de Atakora. O seu comprimento varia consoantes as fontes consideradas, entre 480 km e 510 km.[2][3][4] Atravessa importantes zonas agrícolas do Benim. Tem um declive médio de 0,9 m/km, salvo na cabeceira da bacia, onde passa de 2%, e onde tem rápidos e quedas de água.[5]

Flui em direção ao sul, direção que mantém durante todo o seu percurso. No final do percurso divide-se em dois ramos, um desaguando no lago Nocué, que faz parte do Delta do Níger, perto de Cotonou, o outro na lagoa de Porto Novo, formando um delta junto do golfo da Guiné. Nas suas margens o bioma é de floresta tropical. Os seus afluentes principais são o rio Opara (pela margem esquerda, e que define a fronteira Benim-Nigéria) e o rio Zu (pela margem direita).[2]

O delta do Uemê compreende três partes essenciais:

  • o alto delta representado por um corredor escavado nas formações argilosas do Cretáceo e Eoceno numa largura de 20 a 30 km. Estende-se até o limite de Bonu, onde começa o delta médio;
  • o delta médio, numa planície com cerca de 50 km de comprimento que se estende de Bonu até depois de Ajorrum (Adjohoun).
  • o baixo delta que começa depois de Ajorrum e termina na fachada sul, onde o Uemê desagua no complexo lagunar Lago Nokoué-lagoa de Porto Novo.[5]

O rio tem uma grande diversidade de espécies de peixes. Um estudo realizado entre 1998 e 2001 permitiu identificar 122 espécies de 87 géneros e 50 famílias.[5] Os Mormyridae eram os mais numerosos com 12 espécies, seguidos pelos Cichlidae, Characidae, Cyprinidae e Gobiidae, com 10, 8, 7 e 6 espécies, respetivamente.[5]

O caudal do Uemê foi observado durante 45 anos (1948-1992) em Bonu, localidade a 167 km da sua foz, na lagoa de Porto Novo. Aí, o caudal médio foi de 170 m3/s.[6]

Referências

  1. Silva 2002, p. 535.
  2. a b J. Colombani, J. Sircoulon, F. Moniod e J. Rodier (1972). Monographie du Delta de l'Ouémé. [S.l.]: Rapport ORSTOM. 200 páginas 
  3. waterbodies.org. «Oueme River». Consultado em 20 de março de 2019 
  4. Zhixin Deng. Vegetation Dynamics in Oueme Basin, Benin, West Africa. [S.l.: s.n.] 
  5. a b c d Philippe Lalèyè, Antoine Chikou, Jean-Claude Philippart, Guy Teugels e Pierre Vandewalle, Cybium (2004). «Etude de la diversité ichtyologique du bassin du fleuve Ouémé au Bénin» (PDF). 28 (4): 329-339 
  6. GRDC. «L'Ouémé à Bonou» (em francês). Consultado em 31 de março de 2019 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Silva, Alberto da Costa e (2002). A Manilha e o Libambo - A África e a Escravidão, de 1500 a 1700. Rio de Janeiro: Nova Fronteira