Rio Piracicaba (rio de Minas Gerais)

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Rio Piracicaba
Rio Piracicaba entre Coronel Fabriciano e Timóteo
Comprimento 240 km
Nascente Serra do Caraça, em Ouro Preto
Foz Rio Doce, entre Timóteo e Ipatinga
Área da bacia 6 000 km²
Afluentes
principais
Rio Santa Bárbara, Rio Prata, Rio Peixe e Rio Maquiné
País(es)  Brasil

O rio Piracicaba é um curso de água do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do Brasil, pertencente à bacia hidrográfica do rio Doce. Nasce a 1 680 metros de altitude, em uma das vértices da serra do Caraça, no distrito ouro-pretano de São Bartolomeu, percorrendo cerca de 240 km até desaguar no rio Doce, entre os municípios de Ipatinga e Timóteo.[1]

Tem como principais afluentes o rio Santa Bárbara, rio Prata, rio Peixe e o rio Maquiné.[2] Seu nome é de origem tupi-guarani e significa "lugar onde o peixe para".[3]

Bacia do rio Piracicaba[editar | editar código-fonte]

Rio Piracicaba na zona rural de Nova Era.

A ocupação da região teve início no século XVIII, com a exploração dos bandeirantes. Sua sub-bacia está inserida na bacia do rio Doce, contando com 6 mil km² e abrangendo 21 municípios, sendo os principais Alvinópolis, Barão de Cocais, Coronel Fabriciano, Ipatinga, Itabira, João Monlevade, Mariana, Nova Era, Ouro Preto, Rio Piracicaba, Santa Bárbara e Timóteo. A população é estimada em cerca de 800 mil habitantes, sendo a maior parte residente em João Monlevade, Itabira ou na Região Metropolitana do Vale do Aço.[2]

Abrange parte de duas unidades de conservação; a serra do Caraça e o Parque Estadual do Rio Doce, uma das principais reservas de Mata Atlântica do país. Da área total da bacia, cerca de 30% do total são compostos de lavouras, cidades, minas e cursos d'água, enquanto que 25% são pastagens, em 25% há presença do reflorestamento com eucalipto, em 20% há capoeiras e em 0,2% encontra-se Mata Atlântica original. O rio e seus afluentes têm sido muito castigados pela poluição gerada por dejetos oriundos da atuação das indústrias locais, como a Cenibra (papel e celulose), Vale S.A. (antiga Companhia Vale do Rio Doce), Gerdau (em Barão de Cocais), Aperam South America (em Timóteo), ArcelorMittal Aços Longos (em João Monlevade) e Usiminas (em Ipatinga).[2][1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Minas Sustentável (28 de agosto de 2009). «Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba lança site com informações ambientais». Arquivado desde o original em 11 de novembro de 2013. Consultado em 11 de novembro de 2013. 
  2. a b c Cláudio Bueno Guerra (9 de junho de 1999). «Expedição Piracicaba 300 anos depois: De Ouro Preto a Ipatinga, revendo a história e pensando o futuro». Arquivado desde o original em 11 de novembro de 2013. Consultado em 11 de novembro de 2013. 
  3. Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba (CBH Piracicaba). «Informações gerais sobre a Bacia do Rio Piracicaba». Arquivado desde o original em 11 de novembro de 2013. Consultado em 6 de abril de 2010. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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