Rio Teles Pires

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Rio Teles Pires
Rio Teles Pires.JPG
Localização
País
Localização
Coordenadas
Dimensões
Comprimento
1457 km
Hidrografia
Tipo
Bacia hidrográfica
Área da bacia
141 442 km2Visualizar e editar dados no Wikidata
Nascente
Primavera do Leste
Afluente
principal

margem direita os rios: Caiapó, Tabatinga, Parado, Peixoto de Azevedo e Cururu-Açú; margem esquerda: Verde, Paranaíba, Apiacás e

Santa Rosa.
Caudal médio
3 978 m3/sVisualizar e editar dados no Wikidata
Foz
Rio Tapajós
Fim de tarde no rio Teles Pires

O rio Teles Pires (ou rio São Manoel) é um curso de água que banha os estados de Mato Grosso e Pará (sendo seu divisor natural), no Brasil.

Sua nascente fica localizada no município de Primavera do Leste (embora outras nascentes também sejam consideradas), tendo uma extensão de 1457 km até o encontro com o rio Juruena, formando o rio Tapajós, em Barra de São Manoel. Atravessa os biomas do Cerrado e da Floresta Amazônica.[1]

Sua bacia de drenagem possui aproximadamente 141.483 km². No período das secas, suas águas são cristalinas e de rara beleza, enquanto no período das cheias (outubro a maio), tornam-se escuras e altas. São seus afluentes pela margem direita os rios: Caiapó, Tabatinga, Parado, Peixoto de Azevedo e Cururu-Açú; e pela margem esquerda os rios: Verde, Paranaíba, Apiacás e Santa Rosa.[1]

Em seu curso, está sendo construído o Complexo Hidrelétrico Teles Pires, formado por 6 usinas: UHE São Manoel (700 MW), UHE Teles Pires (1820 MW), Usina Hidrelétrica de Colíder (300 MW, em construção), UHE Sinop (401 MW, em construção), UHE Magessi (53 MW, planejada) e UHE Foz do Apiacás, no rio Apiacás, seu principal afluente (275 MW, planejada).[2]

Em suas águas existem diversas espécies de peixes: jaús, pintados, matrinxãs, piraíbas e pirararas, sendo um rio muito procurado pela pesca esportiva. Nele também ficava localizada a Cachoeira 7 Quedas (inundada pela construção da UHE Teles Pires), próximo à cidade de Alta Floresta, e que era um local sagrado para os índios mundukurus. [2][3]

Os principais Municípios drenados pelo rio Teles Pires e seus afluentes são Sinop, Colíder, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Alta Floresta, Matupá, Carlinda e Paranaíta, em Mato Grosso, atravessando um dos principais polos produtores de soja do mundo, além do município de Jacareacanga, no Pará.[4]

Encontra-se em estudo a implantação da hidrovia Tapajós-Teles Pires para escoamento da produção agrícola de Mato Grosso.[5]

O rio Teles Pires tem sido afetado pela degradação ambiental, sendo ameaçado por desmatamento, processos erosivos, assoreamento e contaminação das águas por agrotóxicos e fertilizantes, provocados pela atividade agrícola e pelo garimpo, além da construção de hidrelétricas. [4][6]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b Souza, Danilo Ferreira (19 de dezembro de 2016). «UHE TELES PIRES: UM ESTUDO DE CASO DE GERAÇÃO HIDROELÉTRICA NA AMAZÔNIA». Revista Geoaraguaia. 6 (2). ISSN 2236-9716 
  2. a b www.ceicom.com.br, Ceicom ®. «Destino - Amazônia - Rio Teles Pires». www.personalpesca.com.br. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  3. «O mapa dos Munduruku que explica locais importantes para seu modo de vida». Nexo Jornal 
  4. a b «Parque Nacional do Juruena» (PDF) 
  5. «Hidrovia do Tapajós». DNIT 
  6. «Teles Pires: um rio perfeito, com sentença de morte decretada. (Parte 1) - Pesca & Prosa». Pesca & Prosa. 12 de janeiro de 2014