Rio Santo Antônio (Minas Gerais)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Rio Santo Antônio
Rio Santo Antônio em Naque MG.jpg

Rio Santo Antônio em Naque

Localização
País
Dimensões
Comprimento
228.44 km
Hidrografia
Tipo
Bacia hidrográfica
Área da bacia
10400 km²
Nascente
Altitude da nascente
1037 m
Afluente
principal
Rios Preto do Itambé e Tanque pela margem direita; rios do Peixe e Guanhães pela margem esquerda.
Foz
Altitude da foz
213 m

O rio Santo Antônio é um curso de água do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do Brasil, pertencente à bacia do rio Doce. Nasce na serra do Espinhaço, no distrito de Santo Antônio do Cruzeiro, em Conceição do Mato Dentro, percorrendo 228,44 km até sua foz no rio Doce entre Naque e Belo Oriente.[1][2]

Sua bacia hidrográfica conta com área total de 10 400 km² e abrange 41 municípios, sendo alguns banhados pelo rio: Conceição do Mato Dentro, Morro do Pilar, Santo Antônio do Rio Abaixo, São Sebastião do Rio Preto, Ferros, Braúnas, Joanésia, Açucena, Mesquita, Naque e Belo Oriente.[3]

O leito foi utilizado por bandeirantes, a exemplo de Borba Gato, como via de penetração em busca de ouro e, aos poucos, os exploradores foram povoando as suas margens.[4] Em seus primeiros quilômetros é interrompido por várias quedas, algumas propícias para banhos e apreciação da paisagem como a cachoeira da Bahia. Certos trechos do rio também são utilizados para lazer e pesca de subsistência pelos moradores próximos.[5]

Embora o rio tenha contribuído para a vida das pessoas, o leito tem sido fortemente afetado pela extração de areia e pela mineração, atividades que têm acarretado a modificação do seu curso, assoreamento, poluição das águas e redução da quantidade de peixes.[5][6][7] A carência de tratamento de esgoto nas cidades agrava o quadro de degradação.[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Marcuzzo, Francisco F. N.; Romero, Vanessa; Cardoso, Murilo R. D.; Filho, Ricardo Pinto (novembro de 2011). «Detalhamento hidromorfológico da bacia do rio Doce» (PDF). Semantic Scholar. XIX Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos: 11–13. Consultado em 25 de julho de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 25 de julho de 2019 
  2. Oliveira, Gilcimar Pires Cabral (2015). «Modelagem hidrológica apoiada por sistema de informações geográficas» (PDF). Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Biblioteca Digital UFMG: 11–13. Consultado em 25 de julho de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 25 de julho de 2019 
  3. Gregório, Elcílio (março de 2007). «Bacia Hidrográfica do Rio Doce» (PDF). Ipatinga-MG: 3º Fórum das Águas do Rio Doce: 12. Consultado em 25 de julho de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 25 de julho de 2019 
  4. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Santo Antônio do Rio Abaixo - História». Consultado em 25 de julho de 2019. Cópia arquivada em 25 de julho de 2019 
  5. a b Jornal Estado de Minas (10 de julho de 2012). «Poluição na bacia do Rio Doce obriga municípios ribeirinhos a buscar alternativas de captação». Consultado em 25 de julho de 2019. Cópia arquivada em 25 de julho de 2019 
  6. a b Jornal Estado de Minas (9 de abril de 2014). «Último reduto dos peixes Andirás, alto do Rio Santo Antônio é ameaçado por projetos». Consultado em 25 de julho de 2019. Cópia arquivada em 25 de julho de 2019 
  7. De Fato (23 de julho de 2015). «Polícia realiza operação de combate ao garimpo no rio Santo Antônio». Consultado em 25 de julho de 2019. Cópia arquivada em 25 de julho de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre hidrografia do Brasil é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.