Sena

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Rio Sena
Pont Suresnes Defense.JPG

Sena com o centro financeiro La Défense ao fundo, em Paris

Localização
País
Localização
Coordenadas
Dimensões
Comprimento
776 km
Hidrografia
Tipo
Bacia hidrográfica
Área da bacia
75000 km²
Nascente
Meseta de Langres, em Côte-d'Or
Altitude da nascente
470 m
Afluentes
principais
Rio Yonne, Rio Oise, Rio Loing, École (d), Rio Andelle, Rio Essonne, Rio Aube, Arce (d), Ardusson (d), Laigne (d), Auxence (d), Rio Barse, Bièvre, Rio Orge, Rio Risle, Rio Epte, Cailly (en), Voulzie (d), Melda (d), Hozain (d), Rio Yerres, Vaucouleurs (en), Ource, Mauldre (en), Orvin (d), Sarce (d), Almont (en), Aubette (en), Aubette de Meulan (en), Austreberthe (en), Brévon (d), Châtelet (d), Commerce (en), Source de la Douix (d), Faverolle (d), Lézarde (en), Mare aux Evées (d), Noxe (d), Oison (en), Resson (d), Revinson (d), Robec (en), Ru d'Orgeval (d), Ru de Marivel (d), Ru de Buzot (d), Sainte-Gertrude (d), Vallée Javot (d), Vieille Mer (d), Q17640213, Q21619268, Gambon (d), ru du canal (d), Morelle (d), Q48636271, Rio Eure, Rio MarneVisualizar e editar dados no Wikidata
Inclui
Banks of the Seine (d)Visualizar e editar dados no Wikidata
Caudal médio
500 m3/sVisualizar e editar dados no Wikidata
Foz
Sena em Paris.

O rio Sena (em francês: la Seine) é um rio do norte de França que banha a capital, Paris e que deságua no Oceano Atlântico. Tem uma extensão de 776 km.

Nasce a 470 metros de altitude, na Meseta de Langres, em Côte-d'Or. O seu curso tem uma orientação geral de sudeste a noroeste. Deságua no canal da Mancha, perto de Le Havre. A área da sua bacia hidrográfica é aproximadamente de 75 000 km².

A fonte do Sena é propriedade da cidade de Paris desde 1864. Uma cova artificial foi construída um ano depois, para controlar a fonte principal.

O entulho proveniente das demolições, assim como o transporte de materiais para construção, areia, pedra, cimento e concreto, além de terra de escavação, são produtos que navegam pelas águas do Sena. O carvão que abastece as usinas termoelétricas também é transportado por esse meio, para evitar congestionamento e poluição ambiental e sonora causada pelos caminhões, assim como o transporte de peças volumosas. O trigo, da famosa baguete francesa, também utiliza a hidrovia, pois os importantes moinhos estão localizados nas margens do Sena.

O transporte turístico de passageiros pelo Sena é uma atividade tradicional em Paris, com seus bateaux mouches, barcos moscas. O número de turistas na França supera os 80 milhões, e a grande maioria visita Paris. Como as principais atrações turísticas de Paris estão localizadas junto as margens do Rio Sena ou nas suas proximidades, de 200 a 500 metros, a Prefeitura de Paris está elaborando um projeto de interligação dos diversos trechos das margens do rio.

Os principais afluentes do Sena são, desde a sua nascente:

Bacia hidrográfica do Sena.
Um bateau mouche, barco de turismo no Sena.
Vista noturna do Sena.

Curiosidades do Sena[editar | editar código-fonte]

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  • Após ter sido queimada em 1431, Joana d'Arc teve suas cinzas atiradas no Rio Sena.
  • Napoleão Bonaparte que morreu em 1821, manifestou em seu testamento o desejo de ser enterrado às margens do Rio Sena, fato que nunca chegou a se concretizar.
  • Em 1991 as margens do rio foram classificadas como patrimônio da humanidade pela UNESCO
  • Desde 2002 as margens do rio têm sido usadas para abrigar, a cada verão, o evento Paris-Plage, onde determinados espaços das margens pavimentadas do rio são preenchidos por areia de praia, e beneficiados com instalações para banhos de ducha, lazer, e banhos de sol
Evento de Verão Paris-Plage.
Regatta in Argenteuil, de Claude Monet.
Prova de natação das Olimpíadas de 1900, realizada no Rio Sena.

Poluição[editar | editar código-fonte]

No início da década de 1960, os cientistas consideravam o rio Sena quase como biologicamente morto, existindo apenas três das 32 espécies de peixes nativos identificáveis.[1] Desde então, leis de proteção têm sido criadas ao longo das décadas, assim como milhões de euros têm sido investidos em infraestrutura e estações de depuração, de forma que uma recuperação progressiva do ecossistema das águas do rio seja alcançada. Como resultado, a qualidade das águas melhora de maneira contínua, sobretudo em Paris, que já abriga vinte espécies endêmicas de peixes. Em 2009 foi anunciado que o Salmão do Atlântico havia retornado ao rio.[2]

Hoje em dia a poluição do rio é ligada à agricultura e às águas de chuva que carregam poluentes das zonas urbanas para o leito do rio. De acordo com análises recentes, 70 % das espécies de peixes do rio são impróprias para o consumo, em razão da contaminação das águas por bifenilpoliclorado, cuja proibição de uso existe há mais de 20 anos, mas que ainda encontra-se acumulado no meio ambiente. O Rio Sena é o rio Europeu mais poluído pelo bifenilpoliclorado. Essa poluição se estende até a baía do Sena, onde a pesca da sardinha foi proibida em 2010.[3]

Foto aérea da Baía do Sena em Le Havre, mostrando as águas do rio desaguando no Oceano Atlântico (Canal da Mancha) , local onde a pesca da Sardinha foi interditada em 2010 em virtude dos níveis de Bifenilpoliclorado.

Referências

Commons
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