Rio Tinto (Esposende)

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Portugal Rio Tinto 
—  Freguesia portuguesa extinta  —
Rio Tinto está localizado em: Portugal Continental
Rio Tinto
Localização de Rio Tinto em Portugal Continental
Coordenadas 41° 38' N 8° 24' O
Concelho primitivo Esposende
Concelho (s) atual (is) Esposende
Freguesia (s) atual (is) Fonte Boa e Rio Tinto
Extinção 2013
Área
 - Total 4,26 km²
População (2011)
 - Total 618
    • Densidade 145,1 hab./km²
Gentílico: Riotintense
Orago Santa Marinha
Localização da Freguesia de Fonte Boa

Rio Tinto é uma localidade portuguesa do concelho de Esposende, com 4,26 km² de área e 618 habitantes (2011)[1]. Densidade: 145,1 hab/km². Altura 12 - 88 metros.

Foi sede de uma freguesia extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, para, em conjunto com Fonte Boa, formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Fonte Boa e Rio Tinto com a sede em Fonte Boa.[2]

O nome da localidade provém do ribeiro que a atravessa, denominado Rio Tinto.

Trata-se de uma povoação muito antiga que remonta às origens da nacionalidade, e em 1059, diz-se que se encontrava "sub o mistério de Faria…". Surge também Inquirições Gerais de 1220 com a designação de "Santo Martino de Rio Tinto".[3] Passou a pertencer ao concelho de Esposende desligando-se de Barcelos após a reforma administrativa de D. Maria II, assinada em 6 de Novembro 1836.[3]

População[editar | editar código-fonte]

População da freguesia de Rio Tinto (1864 – 2011) [4]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
390 395 430 360 433 423 549 549 647 680 632 651 657 676 618
     Evolução da População Entre 1864 e 2011                   Os Grupos Etários Em 2001 e 2011     

Evolução da  População  1864 / 2011; Variação da População  1864 / 2011; A População em 2001; A População em 2011

Lenda[editar | editar código-fonte]

Reza a tradição que nesta localidade terá havido uma sangrenta batalha entre cristãos e mouros por volta do século VIII. Os mouros teriam sido dizimados junto a um pequeno ribeiro chamado Zarague. O sangue foi tanto que encheu o leito deste riacho e tornou as águas vermelhas. Passou-se assim a chamar Rio Tinto. Mas a explicação mais correcta para o nome prende-se com a exploração aurífera que os romanos desenvolveram nas suas mediações.[3]

Limites[editar | editar código-fonte]

  • Norte: rio Cávado
  • Poente: Fonte Boa (Esposende)
  • Nascente: Vila Seca e Fornelos (Barcelos)
  • Sul: Barqueiros (Barcelos)

Ordenação heráldica do Brasão, Bandeira e Selo[editar | editar código-fonte]

Publicada no Diário da República, III Série, nª 295, de 21 de dezembro de 1999.

Armas:

  • 1.BANDEIRA

De vermelho. Cordão e borlas de prata e vermelho, haste e lança de ouro;

  • 2.Selo:

Escudo de prata, faixa ondeada de azul; em chefe, duas espigas de milho de vermelho, folhadas de verde e, em ponta, um cadinho, de negro. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda a negro, em maiúsculas: " RIO TINTO - ESPOSENDE".[3]

Explicação: A Banda ondulada azul representa a ideia básica do topónimo Rio Tinto, figurando o Ribeiro de Zaregue ou de Santa Marinha, quer mesmo o Rio Cávado. O cadinho representa a mineração aurífera que em tempos romanos terá sido praticada no povoado. E finalmente as Espigas de milho-rei, referem-se à forte actividade agrícola, com predomínio para a produção de milho.

Geologia[editar | editar código-fonte]

Quase todo o território está inserido no sistema silúrico, correspondente ao paleozóico. Os afloramentos são na sua base constituídos por arenitos, xistos e grauvaques, pertencentes ao silúrico.[5] Depósitos modernos, da Era Quaternária, compostos por aluviões actuais, areias e cascalho de praia ou rio, e ainda areias de antigas dunas.[6] Grande parte do território preenchido por aluviões actuais, nomeadamente areais e cascalheiras de praia ou rio, estas com areias mais finas. Também do período Plio-plistocénico, constituído por terraços fluviais, com calhaus rolados, evidenciam o antigo leito do rio Cávado, até 40m acima do nível das águas.[3]

Grande parte dos solos classificados em Cambissolos Húmicos (58Bh1-1,2 b) e resultam de uma meteorização do subsolo granítico, apresentando algumas manchas de depósitos de areias,principalmente junto às linhas de água. São fáceis de trabalhar, por apresentarem uma textura ligeira..[3]

Agricultura[editar | editar código-fonte]

Pelos solos serem fáceis de trabalhar, por apresentarem uma textura ligeira, destinam-se a culturas arvenses de regadio, consorciadas com vinha de bordadura e com outras espécies arbóreas e arbustivas.[3]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Narcissus e nenúfares no Marachão.[7]

Padroeiro (Orago)[editar | editar código-fonte]

Santa Marinha, comemora-se a festa no 2º Domingo de Julho.

Actividades económicas[editar | editar código-fonte]

Agricultura, pecuária, indústria têxtil e transformação de madeira.

Artesanato[editar | editar código-fonte]

Mantas de Retalhos

Rede viária[editar | editar código-fonte]

  • Estrada N.º 205-1 – liga Barcelos a Esposende
  • Estrada Nacional n.º 13
  • Estrada n.º 205
  • Caminhos Municipais 1032 e 1033.

Toponímia (Lugares)[editar | editar código-fonte]

  • Igreja
  • Aldeia de Baixo
  • Aldeia de Cima
  • Paço
  • Talhos
  • Santa Marinha
  • Jouve
  • Rio Tinto
  • Estrada
  • Capela
  • Castro
  • Marachão
  • Figueiredo
  • Cabejo
  • Carela
  • Rajó

Património[editar | editar código-fonte]

  • Ponte em cavalete
  • Capela de S. Pedro / Rajó
  • Capela de Nossa Senhora da Alegria ou Capela dos Três Reis Magos
  • Capela de S. João Baptista
  • Alminhas de Santa Marinha
  • Alminhas de Armanda Cruz
  • Alminhas do Miguel, Cruzeiro ou do Marachão
  • Alminhas de Rio Tinto ou da Ponte
  • Alminhas da Capela ou da Casa dos Pinta
  • Alminhas de Caveiros
  • Alminhas do Balazeiro
  • Igreja Paroquial [MAPA]
  • Forno de Cal [MAPA]
  • Cruzeiro Paroquial [MAPA]
  • Cruzeiro Velho
  • Cruzeiro da Independência
  • Cais/porto do rio Cávado
  • Fonte da Mina
  • Cais/porto
  • Fonte da Cachada
  • Fonte da Mina
  • Fonte do Alto do Basal
  • Marco do Curadoiro
  • Marco na bouça do Paço
  • Marco da Luz
  • Pedra do Requeixo
  • Muro do Marachão (da autoria do Brigadeiro Custódio Villas Boas)[MAPA]
  • Azenha do Caetano [MAPA]
  • Azenha e engenho da família Vieira
  • Azenha ou moinho das Pedreiras
  • Forno de Cal

Festividades[editar | editar código-fonte]

Festa de Santa Marinha, comemora-se a festa no 2º Domingo de Julho.

Associações[editar | editar código-fonte]

  • Associação de pais e Encarregados de Educação da EB1/JI Sta Marinha Rio Tinto.
  • Rancho Folclórico "As Lavradeiras de Rio Tinto".
  • Associação Desportiva e Cultural de Rio Tinto.
  • Grupo de Jovens de Rio Tinto (em construção)

Equipamentos[editar | editar código-fonte]

  • Equivau — Centro Hípico Quinta do Vau.
  • Parque Desportivo de Rio Tinto.
  • Escola Básica do 1º Ciclo /JI de Santa Marinha

Referências

  1. «População residente, segundo a dimensão dos lugares, população isolada, embarcada, corpo diplomático e sexo, por idade (ano a ano)». Informação no separador "Q601_Norte". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 7 de Março de 2014. Cópia arquivada em 4 de Dezembro de 2013 
  2. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro (Reorganização administrativa do território das freguesias). Acedido a 2 de fevereiro de 2013.
  3. a b c d e f g NEIVA, Manuel Albino Penteado, Rio Tinto: Sua Terra – Sua Gente, Ed. Autor, 2001. Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "multipla" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  4. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  5. TEIXEIRA, Medeiros, Carta Geológica de Barcelos e da Póvoa de Varzim, 1965/1969.
  6. SOUSA, Manuela de, Litostratigrafia e Estrutura do Paleozóico de Esposende, Esposende, 1989.
  7. NEIVA, Manuel Albino Penteado, Rio Tinto: Sua Terra – Sua Gente, Ed. Autor, 2001, pág. 16.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Junta de freguesia de Rio Tinto [1].
  • Página na Câmara Municipal de Esposende [2].
  • Página sobre Rio Tinto [3], consultada em 10 de março de 2010.
  • Portal de Turismo da CME [4].

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ALMEIDA, Carlos A. Ferreira de, Póvoa de Varzim e o seu aro de antiguidade, in "Póvoa de Var4zim: Boletim Cultural", Vol. XI, n.º 1.
  • ALMEIDA, Carlos A. Brochado de, Via Veteris: Antiga Via Romana?, in "Actas do Seminário de Arqueologia do Noroeste Peninsular", Vol. XIII, Guimarães, 1980.
  • ALMEIDA, Carlos A. Brochado de, Carta Arqueológica do Concelho de Esposende, "Boletim Cultural de Esposende", Vol. 13/14, Esposende, 1988.
  • FONSECA, Teotónio da, Espozende e o seu Concelho, Espozende, 1936.
  • GOMES, Paulino e SILVA, João Belmiro P. Esposende – A Terra e o Homem… Ed. Anégia, Paços de Ferreira, 1998.
  • LOSA, António, Terras de Esposende em 1758:Segundo os manuscritos da Torre do Tombo, 1985.
  • NEIVA, Manuel A. Penteado, Esposende, Páginas de Memórias, Esposende, 1991.
  • NEIVA, Manuel A. Penteado, Rio Tinto: Sua Terra – Sua Gente, Ed. Autor, 2001.
  • SOARES, Franquelim Neiva, Rio Tinto no Inquérito Paroquial de 1845, in "Nascer de Novo", n.º 29 – Ano 3, Maio de 1982.

Referências