Rio Vermelho (Salvador)

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Rio Vermelho
—  Bairro do Brasil  —
Vista da praia do Rio Vermelho.
Vista da praia do Rio Vermelho.
Mapa de Salvador detalhado no entorno do Rio Vermelho.
Mapa de Salvador detalhado no entorno do Rio Vermelho.
Unidade federativa Bahia
Região administrativa Prefeitura-Bairro VI, Barra/Pituba
Município Salvador
Fonte: Não disponível
O bairro à noite, ao fundo o acarajé de Dinha.

O Rio Vermelho é um bairro nobre localizado na orla marítima da cidade de Salvador, na Bahia, no Brasil.[1] Pelo plano diretor de 2007, o bairro estava situado na região administrativa denominada Região Rio Vermelho, RA VII,[2] até quando em 2016 passou a vigorar outro plano, que situou o bairro na Prefeitura-Bairro VI, Barra/Pituba.[3]

Localização e descrição[editar | editar código-fonte]

Localizado entre os bairros de Ondina e Amaralina, tendo ao norte o Engenho Velho da Federação, Santa Cruz e o Nordeste de Amaralina.

Neste bairro estão situados luxuosos hotéis e pousadas, sendo intensa sua vida noturna.

Conhecido pelo clima boêmio, pelos acarajés de Cira, de Regina e de Dinha, e pela colônia de pescadores, seus moradores comemoram anualmente, no dia 2 de fevereiro, a Festa de Iemanjá, rainha do mar.

Em razão de suas estreitas vias, mesmo as principais (ruas Oswaldo Cruz e Odilon Santos) possuem tráfego de veículos difícil.

Confluindo para o Largo de Santana — onde a capela dedicada a esta santa situa-se bem ao meio do caminho, a Rua da Paciência (que recebe o intenso tráfego da Avenida Oceânica), a Avenida Cardeal da Silva e Rua João Gomes — o trânsito sofre ali um afunilamento que em certos horários fica praticamente estagnado. Nas imediações do Largo há outro templo dedicado a Santana.

O Rio Vermelho, que dá nome ao bairro mas também é conhecido como Rio Lucaia, margeia a Avenida Juracy Magalhães Júnior. Próximo a sua foz, existe uma estação de condicionamento prévio de esgotos domésticos, onde resíduos sólidos e partículas em suspensão são separadas do efluente final, que é lançado a 2,7 quilômetros da costa pelo emissário submarino do Rio Vermelho, evitando a contaminação da praia.

Apesar do grande crescimento vertical verificado noutras áreas da capital, o Rio Vermelho ainda conserva-se um bairro essencialmente de casas. As estreitas vias mais antigas receberam nomes que homenageiam importantes cidades baianas, como Caetité, Itabuna, Ilhéus, etc.

Na rua Alagoinhas está a casa que foi a residência do falecido escritor Jorge Amado e de sua esposa Zélia Gattai, e onde estão guardadas as cinzas do imortal.

Outro importante logradouro do bairro é o Largo da Mariquita, onde está situado o Mercado do Rio Vermelho (também conhecido como Mercado do Peixe), antiga e tradicional feira livre.

História[editar | editar código-fonte]

O Rio Vermelho tem sua história iniciada no século XVI, com o naufrágio de Caramuru ao seu território. Aqui viviam os tupinambás e Caramuru foi o elo de comunicação entre os nativos e os europeus. Quando o primeiro governador-geral chegou a Salvador, as terras a uma légua para o norte e duas léguas para o sertão do Rio Camarajipe foram doadas a Antônio de Ataíde. E assim nasceu o Rio Vermelho. Inicialmente a região tinha poucos habitantes, com uma paisagem de currais, armação de pesca e jesuítas.

Com a invasão holandesa de 1624, muito moradores vieram para o Rio Vermelho, pela distância do local invadido. Aproveitando o clima tenso e a desorganização dos brancos, alguns escravos fugiram para as matas frondosas, formando em 1629 um quilombo no Rio Vermelho. Este quilombo foi esmagado três anos depois pelos capitães-do-mato Francisco Dias de Ávila e João Barbosa Almeida. Os pescadores, que tem presença marcante até hoje, dominavam o lugar no século XVII. Nas palavras do visitante francês Tollenare:

é um povoado de pescadores, de umas 100 cabanas, na foz de um pequeno rio que se lança no mar a uma légua a leste do Cabo de Santo Antônio. Os arredores são encantadores e um forte muito arruinado contribui para o pitoresco da paisagem

Com o passar dos anos, em meados do século XIX, o Rio Vermelho tinha três núcleos de povoamento definidos: Paciência, Mariquita e Santana. No último havia a igreja velha da matriz, e atraía pessoas de todos os cantos da cidade devido aos festejos religiosos.

Cultura e religiosidade[editar | editar código-fonte]

Festa de Iemanjá no Rio Vermelho, em 2008.

O bairro é referido em algumas canções, tais como:

E agora estamos aqui
Do outro lado do espelho
Com o coração na mão
Pensando em jamelão no Rio Vermelho

Onde o Rio é mais baiano, de Caetano Veloso

Havia rosas no mar
Havia ondas na areia
Vá brincar no Rio Vermelho
A festa de Iemanjá

Janaína, de Otto[4]

O bairro concentrou as festas de devoção a Santana e, com a mística da religiosidade afrodescendente, também reuniu o culto a Iemanjá, divindade protetora dos pescadores, ambas com festejos anuais bastante populares na Capital.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. G1 Bahia (17 de abril de 2012). «Artistas baianos realizam mostra coletiva no bairro do Rio Vermelho». G1 
  2. «PDDU 2007». www.cms.ba.gov.br. Consultado em 13 de agosto de 2016 
  3. «Prefeitura implanta Conselhos Comunitários nos bairros de Salvador». G1 Bahia. 5 de agosto de 2013. Consultado em 24 de agosto de 2015 
  4. Hornhardt, Nathalie (2 de fevereiro de 2012). «Rosas ao mar». cmais+. Consultado em 1 de abril de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]