Ponte (rione de Roma)

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Mapa do Rione V - Ponte.

Ponte é o nome de um dos vinte e dois riones de Roma, oficialmente numerado como Rione V, localizado no Municipio I. Seu nome é uma referência à Ponte de Santo Ângelo, que liga Ponte com o rione Borgo e foi construída pelo imperador romano Adriano (chamada originalmente de Ponte Élio) em 134 para ligar seu mausoléu (o moderno Castelo de Santo Ângelo) ao resto da cidade. Apesar de o papa Sisto V ter alterado os limites do rione de modo que a ponte agora seja parte do Borgo, a área manteve seu nome.

História[editar | editar código-fonte]

Brasão de Ponte: obviamente, uma ponte.

Na Roma Antiga, a área era parte da Região IX - Circo Flamínio entre as 14 regiões de Augusto, no vasto Campo de Marte. Nero construiu outra ponte, a Ponte Neroniana (em latim: Pons Neronianus) ou Ponte Triunfal (Pons Triumphalis), pois a via Triunfal (Via Triumphalis) passava sobre ela. A partir de Tito, todos os imperadores romanos vitoriosos que celebraram triunfos passaram a entrar na cidade marchando por ela.

A ponte de Nero era também chamada de Ponte Vaticana (Pons Vaticanus), pois ligava o Campo Vaticano (Ager Vaticanus) à margem esquerda do Tibre. Na Idade Média, esta ponte já estava em ruínas e passou a ser chamada de Ponte Quebrada (Pons Ruptus). Na Roma Antiga, havia ainda no local um porto fluvial destinado ao fluxo de materiais de construção para os templos e monumentos do Campo de Marte.

A região continuou bastante ativa durante a Idade Média e depois, o que praticamente eliminou os sinais da antiga Roma deste Roma. A população cresceu pois a população se mudou das colinas vizinhas, onde era difícil obter água depois que os aquedutos romanos pararam de funcionar, para Ponte, de onde se podia obtê-la diretamente no Tibre. Além disso, o rione estava perto da Ponte de Santo Ângelo, bem no caminho dos milhares de peregrinos que iam visitar o Vaticano.

No século XVI, este rione era muito importante por causa de suas ruas, como a Via Giulia e a Via dei Coronari, o que atraía a atenção das grandes famílias romanas, que passaram a construir residências no local com base em projetos de grandes artistas, o que só aumentou a fama do local.

Um evento comum na área eram as procissões lideradas por pessoas vestidas de preto, com o rosto coberto e levando um crucifixo nos ombros. Ele vinha na frente de uma carroça à qual estava acorrentado um condenado que beijava incessantemente uma imagem de Jesus. O destino da procissão era a praça em frente à Ponte de Santo Ângelo, onde ficava o patíbulo para enforcar o condenado.

Embora o rione Ponte fosse uma região rica, era também a região mais afetada pelas frequentes enchentes do Tibre.

A aparência do rione Ponte mudou completamente depois que Roma se tornou a capital da Itália unificada em 1870: as margens do rio foram alteradas para acabar com as enchentes e novas pontes foram construídas para ligar o Vaticano e o rione Prati ao resto de Roma. Todas as ruelas que levavam ao rio foram demolidas para abrir espaço para as obras à beira do rio, mas ainda é possível encontrar, no interior do rione, locais onde ainda é possível imaginar como a região se parecia antes das obras.

Vias e monumentos[editar | editar código-fonte]

Rione Ponte
Ponte de Santo Ângelo, construída para ligar o Mausoléu de Adriano (à esquerda) ao resto da cidade, do outro lado do Tibre. Atualmente é parte do rione Borgo.

Edifícios[editar | editar código-fonte]

Palácios[editar | editar código-fonte]

Igrejas[editar | editar código-fonte]

Igrejas desconsagradas
Igrejas demolidas
Templos não-católicos

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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