Prati (rione de Roma)

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Mapa do Rione XXII - Prati.

Prati é o nome de um dos vinte e dois riones de Roma, oficialmente numerado como Rione XXII, localizado no Municipio I, na margem ocidental do Tibre. Até 1913, Prati, juntamente com os quartieri Trionfale e Della Vittoria (à volta da Piazza Mazzini) eram parte do Municipio XVII. É uma das vizinhanças mais ricas de Roma. A movimentada Via Cola di Rienzo, uma das mais famosas ruas de Roma, é frequentemente ranqueada entre as mais importantes ruas comerciais da cidade.

História[editar | editar código-fonte]

Brasão de Prati: o Mausoléu de Adriano azul em fundo prata[1]. Apesar de tecnicamente ser parte do rione Borgo, o mausoléu (moderno Castelo de Santo Ângelo), é um dos marcos de Prati.

Na época romana, o território do moderno rione Prati era inteiramente coberto de vinhedos e juncos, parte das propriedades de Domícia, esposa do imperador romano Domiciano, o que deu à região o nome de "Jardins dos Domícios" (Horti Domitii) e, depois, "Prados de Nero" (Neronis Prata). Na Idade Média, a área foi rebatizada de "Prados de São Pedro" (Prata Sancti Petri) em homenagem à Antiga Basílica de São Pedro, nas imediações. Até pelo menos 1883, era uma vasta extensão de campos de cultivo, prados, pastagens naturais e até pântanos, pontilhado, especialmente na área das encostas do Monte Mário, quase desabitada, conhecida como Pianella Prati ou Pianella Oltretevere ou ainda Prati di Castello (uma referência ao Castelo de Santo Ângelo). Depois desta data, começaram as primeiras campanhas de urbanização e construção, a realização de antigos planos papais jamais realizados.

Durante o longo governo de Giolitti (1903–1921) e com a administração comunal de Roma, presidida pelo prefeito Ernesto Nathan (1907–1914), houve intervenções administrativas e de planejamento destinadas a resolver os problemas que surgiram com o excepcional crescimento de Roma. Nathan favoreceu o crescimento da cidade para bairros, unidades urbanas auto-suficientes separadas entre si por áreas verdes.

Em 1873, sob pressão de Francisco De Merode, dono de vastas áreas da região, a comuna firmou um acordo para a construção de um novo rione; no entanto, o plano ficou de fora do planejamento regulatório (1873, Viviani - Pianciani) e só voltou para a pauta em 1883. A região, periférica, continuou marginalizada devido a falta de ligações de infra-estrutura: De Merode construiu uma ponte ferro até o Porto de Ripetta, que permaneceu em operação até a inauguração da Ponte Umberto I, em frente ao Palazzo di Giustizia, na Piazza Cavour. Em 20 de agosto de 1921 foi criado o rione Prati, o último dos 22 riones de Roma, nascido com o objetivo de abrigar as estruturas administrativas do Reino da Itália e como área residencial para os funcionários do Estado.

Rione Prati
Palazzo di Giustizia (Il Palazzaccio), visto a partir da Ponte Umberto I.
Ponte Umberto I, que liga Prati ao rione Ponte.

O planejamento das ruas foi realizado de tal forma que nenhuma das novas ruas tivesse como pano de fundo a cúpula da Basílica de São Pedro, um testemunho das relações tensas entre o novo estado italiano e a Santa Sé antes da assinatura dos Tratados de Latrão. Por esta razão, os nomes das ruas do novo bairro foram escolhidos entre figuras históricas da Roma republicana e imperial, líderes e estudiosos clássicos latinos e pagãos e um dos heróis do Risorgimento, a quem foi dedicada a praça principal. Rua principal do distrito foi batizada em 1911 em homenagem ao tribuno e senador romano Nicola Gabrini, filho de Lorenzo, chamado Cola di Rienzo, um nobre romano que, no século XIV, tentou restaurar a república em Roma contra o poder papal.

A urbanização de Prati terminou na primeira metade do sséculo XX, embora alguns edifícios mais modernos tenham sido construídos mais tarde, à custa da demolição de casas existentes. Prati é hoje caracterizado por ruas largas e regulares, com palácios geometricamente regulares e elegantes de estilo umbertino e liberty.

Vias e monumentos[editar | editar código-fonte]

Edifícios[editar | editar código-fonte]

Palácios e villas[editar | editar código-fonte]

Museus[editar | editar código-fonte]

Igrejas[editar | editar código-fonte]

Templos não-católicos

Referências

  1. Carlo Pietrangeli, p. 190.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Giuseppe Cuccia (2007). Gangemi editor, ed. Roma. Prati di Castello. Dai Romani ai Barbari ai Piemontesi (em italiano). Roma: [s.n.] ISBN 978-88-492-1144-3 
  • Nicoletta Fattorosi Barnaba (2010). Palombi Editori, ed. Prati e Della Vittoria. Un rione e un quartiere da amare (em italiano). Milano: [s.n.] ISBN 978-88-6060-317-3 
  • Alberto Manodori (1990). Newton Compton Editori, ed. I Rioni e i Quartieri di Roma (em italiano). 5. Roma: [s.n.]  Parâmetro desconhecido |capitolo= ignorado (ajuda)
  • Carlo Pietrangeli (1953). Tumminelli - Istituto Romano di Arti Grafiche, ed. «Insegne e stemmi dei rioni di Roma». Roma. Capitolium. Rassegna di attività municipali (em italiano). ano XXVIII (6)  Parâmetro desconhecido |cid= ignorado (ajuda)
  • Claudio Rendina; Donatella Paradisi (2004). Newton Compton Editori, ed. Le strade di Roma (em italiano). 1. Roma: [s.n.] ISBN 88-541-0208-3  Parâmetro desconhecido |wkautor= ignorado (ajuda); Parâmetro desconhecido |cid= ignorado (ajuda)
  • Riccardo Rosati (2004). Starrylink Editrice, ed. Nel quartiere (em italiano). Brescia: [s.n.] ISBN 978-88-88847-66-5 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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