Roberto Farias

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Roberto Farias
O cineasta em 2012
Nome completo Roberto Figueira de Farias
Nascimento 27 de março de 1932 (85 anos)
Nova Friburgo,  Rio de Janeiro
Nacionalidade brasileiro
Ocupação cineasta
IMDb: (inglês)

Roberto Figueira de Farias (Nova Friburgo, 27 de março de 1932) é um diretor brasileiro de cinema e televisão.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Irmão do ator Reginaldo Faria, teve um "s" adicionado ao seu sobrenome por erro do cartório. A mãe dele levava-o ainda bebê quando ia ao cinema. Entre uma mamadeira e outra, foi seu primeiro contato com o que se passava na tela. Aos 8 anos montava um "cineminha" na sua casa usando caixas de sapatos. Do cinema para a fotografia foi um pulo fácil e ele veio de Friburgo para cursar Belas Artes no Rio de Janeiro ou fazer Arquitetura, mas seu destino e preferência sempre foi o cinema. Em toda a sua carreira, Roberto foi assistente, montador, roteirista, produtor e distribuidor, mas nunca foi ator.

O começo foi na Companhia Atlântida para onde foi levado por Watson Macedo para ser assistente de direção. A estreia foi no drama Maior que o Ódio, dirigido por José Carlos Burle. Fez quase 10 filmes como assistente de direção ou de produção até estrear como diretor em 1957 com Rico Ri à Toa, uma chanchada estrelada por Zé Trindade onde além de dirigir ele também foi o autor do roteiro e dos diálogos.

Em 1960, com o policial Cidade Ameaçada, ganhou vários prêmios e se tornou um dos mais respeitados cineastas brasileiros, posição que ele viria a sacramentar com Assalto ao Trem Pagador, em 1962.

Na década de 1960 fundou com os irmãos a produtora R.F.Farias, uma das mais importantes do país. Ele se tornou um diretor popular ao filmar a trilogia de filmes com Roberto Carlos, que começou em 1968 com Roberto Carlos em Ritmo de Aventura e terminou em 1971 com A 300 km por hora.

Roberto também foi presidente do Sindicato Nacional da Indústria Cinematográfica e o primeiro cineasta a dirigir a Embrafilme. Na TV Globo fez, em 1965, "Câmara Indiscreta"; mais tarde dirigiu as minisséries A Máfia no Brasil, As Noivas de Copacabana, Contos de Verão e Memorial de Maria Moura, além dos programas "Você Decide", "Brava Gente", "Sob Nova Direção" e "Faça a Sua História"

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • Homenagem ao realizador e actor Roberto Farias no VI Festival Internacional de Cinema do Funchal[1], 2011
  • Kikito de melhor filme no Festival de Gramado por Pra Frente, Brasil, em 1982.
  • Kikito de melhor montagem no Festival de Gramado por Pra Frente, Brasil, em 1982.
  • Prêmio Ofício Católico Internacional no Festival de Berlim por Pra Frente, Brasil, em 1982.
  • Prêmio C.I.C.A.E. de melhor filme, no Festival de Berlim por Pra Frente, Brasil.
  • Prêmio da Crítica no Festival Íbero-Americano de Huelva, por Pra Frente, Brasil.
  • Prêmio do Centro Cine Alex Vianny por Pra frente, Brasil, em 1982.
  • Prêmio de melhor filme no Festival de Goiânia por Toda donzela tem um pai que é uma fera, em 1966.
  • Prêmio de melhor filme no Festival de Arte Negra do Senegal, por Assalto ao trem pagador, em 1962.
  • Prêmio de melhor filme no Festival da Bahia por Assalto ao trem pagador, em 1962.
  • Prêmio Saci de melhor roteiro, conferido pelo jornal O Estado de S. Paulo, por Assalto ao trem pagador, em 1962.
  • Prêmio Valores Humanos no II Festival de Arte Cinematográfica de Lisboa, por Assalto ao trem pagador, em 1962.
  • Prêmio de melhor filme e melhor diretor no Festival de Marília, por Cidade ameaçada, em 1960.
  • Prêmio Tribunascope e Prêmio Governador do Estado de São Paulo de melhor filme por Cidade ameaçada, em 1960.
  • Prêmio Governador do Estado de São Paulo de melhor diretor, por Cidade ameaçada, em 1960.
  • Homenagem no 14º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2015

Referências

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