Roberto Luna

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Roberto Luna, nome artístico de Valdemar Farias (Serraria, 1 de dezembro de 1929), é um cantor brasileiro. Recebeu seu nome artístico do locutor Afrânio Rodrigues.[1]

Tem no currículo mais de 60 LPs e ganhou vários prêmios importantes. Antes da fama, foi crooner de várias casas noturnas cariocas e um dos seus maiores sucessos, esta "Molambo" (que fez parte da trilha sonora da minissérie Hilda Furacão), "O Relógio" e a versão de "El dia que me Quieras".

História[editar | editar código-fonte]

Roberto trabalhou no teatro de revista e no final da década de 1940, foi crooner nas boates do Rio de Janeiro e estreou no rádio em 1951, no programa "Transatlântico Guanabara", da Rádio Guanabara. Trabalhou também na Rádio Globo.[1]

Fez sucesso em 1952 com o bolero "Por quanto tempo" e o samba-canção "Linda" e no ano seguinte, gravou "Pode voltar" e "Minha casa é meu chapéu", além do sucesso "Hás de lembrar". Em 1953, participou dos programas "Caderno de Melodias", "Ciranda dos Bairros" e das "Audições Roberto Luna", todos na Rádio Clube.[1] Gravou "Contigo" em 1954, um bolero, e o samba-canção "Você" e no ano seguinte, o bolero "Roga por nós", a valsa "Folhas soltas" e o samba-canção "Falsas palavras".[1] O samba-canção "O pior dos homens" é de 1956, assim como o samba "Pois é...", de Ataulfo Alves, e o samba-canção "É tão tarde". Continuou gravando em 1957, com "Vergonha" e "Taberna", além do clássico samba-canção "Se todos fossem iguais a você", de Vinicius de Moraes e Tom Jobim. Em 1958, foi a vez de "Serenata do adeus", também de Vinicius, do samba-canção "Castigo", de Dolores Duran e do samba "Por causa de você", de Tom Jobim e Dolores Duran.[1] No ano seguinte, começou gravando uma versão de Edith Piaf na balada "Hino do Amor", além disso, lançou o bolero "Arrependimento" e o samba canção "Longe de ti". A lista de sucessos continuou em 1960, quando lançou o samba-canção "Rotina" e a guarânia "Onde está o amor" e neste mesmo ano, compôs e gravou "Suplício da saudade" e, de Lupicínio Rodrigues, o samba-canção "Exemplo". Em 1961, gravou a seresta "Ninho antigo" e o samba-choro "Fingimento", além de lançar o LP "Adiós, pampa mia e outros tangos famosos" pela RGE. Dois anos depois, gravou o bolero "Falemos com ternura" e lançou o LP "Tangos famosos", que trazia "O dia em que me queiras" e "Cristal".[1]

Em 1964, gravou "Os grandes sucessos de Roberto Luna" e no ano seguinte, "O Luna que eu gosto", com destaques para "Tudo é magnífico" e "Senhor saudade". Em 1968, participou do filme "O Bandido da Luz Vermelha[2]", de Rogério Sganzerla.[1]

Na década de 1970, já passado o auge, começou a apresentar-se em boates e em 1972, lançou, pela Chantecler, o LP "Roberto Luna", com a música "Gaivota e véu negro". Nos anos 1990, teve o repertório completo lançado pela RGE.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h «Roberto Luna». Dicionário MPB. Consultado em 23 de março de 2012 
  2. Machado, Leandro. «Restaurado, palacete dos anos 1910 vira 'casa dos artistas' da velha guarda». Folha de S.Paulo. Consultado em 1 de dezembro de 2014 
Ícone de esboço Este artigo sobre um(a) cantor é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.