Roberto Romano

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Roberto Romano
Roberto Romano (foto:Fábio Pozzebon/ABr)
Nome completo Roberto Romano da Silva
Nascimento 1946 (74–75 anos)
Jaguapitã
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Professor
Página oficial
www.unicamp.br/ifch/romano/

Roberto Romano da Silva (nasc. 1946 em Jaguapitã - Paraná) é um acadêmico brasileiro e professor títular aposentado de Ética e Filosofia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (IFCH-UNICAMP). Obteve doutorado na "École des Hautes Études en Sciences Sociales" - EHESS, França[1].

Biografia[editar | editar código-fonte]

Quando jovem, mudou-se com família para Marília (São Paulo), onde cursou o ginásio e o ensino médio. Nessa época, entrou em contato professor Ubaldo Pupi e ingressou na Juventude Estudantil Católica, quando tinha entre 16 e 17 anos. Pouco tempo depois, eclodiu o Golpe Militar de 1964. Nos dias seguintes ao golpe, o professor Ubaldo foi preso e perdeu o emprego.

Quando tinha quase 20 anos de idade, ingressou no Convento dos Dominicanos em Juiz de Fora (Minas Gerais), onde permaneceu até 1967. Depois ingressou no Instituto de Filosofia e Teologia de São Paulo.

Em 1969, fez vestibular para o curso de filosofia na Universidade de São Paulo (USP), mas, não pode iniciar pois durante o noviciado, não podia sair do convento, em dezembro de 1969, após o final do noviciado, foi preso, por agentes da Ditadura militar brasileira, e encaminhado, inicialmente, para o Centro de Informações da Marinha (Cenimar), depois foi levado levado para a sede do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), em São Paulo, onde encontrou, em uma cela, o dominicano Ivo Lesbaupin com o rosto totalmente esfacelado, devido às torturas sofridas. Nesse período, também se encontrou com Frei Beto, outro dominicano, que tinha sido preso no Rio Grande do Sul e levado para São Paulo. Ficou cerca de dois meses no Dops, onde foi torturado, o sofrimento da situação o levou a tentar suicídio. Em decorrência da tentativa, foi internado no Hospital Militar, onde recebeu a visita de Dom Paulo Evaristo Arns, que o demoveu de novas tentativas de suicídio.

Depois, foi transferido para o Presídio Tiradentes. No final de 1970, depois de ouvido pela Auditoria Militar, foi libertado, mas era obrigado a comparecer, semanalmente, para assinar um livro. Desse modo, pode iniciar o curso de filosofia na USP. Depois, foi absolvido por falta de provas.

Posteriormente, deixou a vida religiosa, após 12 anos como dominicano, e casou-se com a socióloga, Maria Sylvia de Carvalho Franco, autora do livro "Os homens livres na ordem dos escravocratas" (1969) e egressa da turma de Florestan Fernandes. Tem dois enteados, Luíza Moreira, que é professora nos Estados Unidos, e Roberto Moreira, cineasta e professor na USP[2] [3].

Vida Acadêmica[editar | editar código-fonte]

Publicações[editar | editar código-fonte]

  • Moral e Ciência - A Monstruosidade do Século XVIII,
  • O Caldeirão de Medéia,(São Paulo, Imprensa Oficial),
  • Cidadania – Verso e Reverso,(Ed. Guanabara),
  • Lux in Tenebris(Meditações sobre Filosofia e Cultura),(Cortez Editora),
  • Silêncio e Ruído,(Ed. da Unicamp),
  • Silence et Bruit, (Ed. do autor),
  • Conservadorismo Romântico,(Ed. Brasiliense - 1981).
  • Igreja contra Estado. Crítica ao populismo católico (São Paulo: Kairós, 1979);
  • O desafio do Islã e outros desafios (São Paulo: Perspectiva, 2004); e
  • Os nomes do ódio (São Paulo: Perspectiva, 2009).

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]