Rocco Morabito (mafioso)

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Rocco Morabito (Africo, Calábria, 1966), também conhecido como U Tamunga, é um mafioso italiano tratado como "rei da cocaína em Milão".[1] Foi acusado de associação mafiosa, trafico de armas, tráfico de drogas, e tráfico de pessoas, chegando a ser o segundo criminoso mais procurado da Itália.[2] [3] Integrante do grupo mafioso 'Ndrangheta, Morabito é considerado um dos mais violentos integrantes da máfia calabresa. Além de ter sido um dos criminosos mais procurados da Itália desde 1994, foi o décimo mais procurado do mundo.[4][5] Desde pelo menos 1990, há registros de sua participação no tráfico internacional de cocaína entre Brasil e Itália, provável motivo de ter escolhido o Brasil para viver depois de sua fuga da prisão no Uruguai, em 2019. Depois de dois anos foragido, Morabito foi preso novamente em João Pessoa, no dia 24 de maio de 2021.[1][6] Sua prisão foi considerada um golpe duro no crime organizado internacional.[7]

É apontado como o grande responsável pela logística de transporte de cocaína entre São Paulo e Milão, que comandava em conjunto com o PCC.[4] Sua condenação é de 30 anos de prisão e sua atuação na América Latina fez dele uma referência para os cartéis de drogas latino-americanos.[2][4]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Um DKW Munga, carro que rendeu o apelido de Rocco Morabito.

Morabito nasceu em Africo, na Calábria, em 1966. É filho de Domenico Morabito e Carmela Modaffari e, na máfia, relacionado ao chefe Giuseppe Morabito.[8] [9] Por costumar dirigir o veículo militar Dkw, modelo Munga, conhecido no Brasil como Candango, nas ruas da Calábria, acabou recebendo o apelido de U Tamunga.[2][10] Pela polícia, ele é considerado um dos maiores nomes relacionados ao clã Morabito-Bruzzaniti-Palamara da 'Ndrangheta.[11] O bom relacionamento com grandes empresários e empreendedores colaborou para sua fama e poder, o que facilitou seu contato com pessoas que o fizeram o favor de conseguir um passaporte brasileiro falso, com o nome de Francesco Antonio Capeletto Souza, quando decidiu fugir da Itália para o Brasil em 1995.[7]

Trajetória na Máfia[editar | editar código-fonte]

Região da Calábria, na Itália, local de origem da 'Ndrangheta.

Rocco entrou para o crime em meados de 1988, quando tinha por volta de 22 anos. Ao ingressar na 'Ndrangheta, tornou-se parte do clã Morabito, comandado por seu tio Giuseppe. Já em Milão, em parceria com seu tio Domênico Mollica, passou a ser reconhecido por banqueiros e investidores pela boa qualidade da cocaína que vendia, o que lhe rendeu a alcunha de "rei da cocaína". As estimativas são de que os lucros de Rocco com o narcotráfico nesta época giravam em torno de 3,5 milhões de euros ao mês.[12] Seu reconhecimento também se deu por ser um traficante discreto, envolvendo-se silenciosamente no crime, sem derramamento de sangue.[13]

Tráfico de drogas[editar | editar código-fonte]

Em 1992, esteve envolvido em investigações da Interpol que apuravam o envio de cocaína de Fortaleza, no Ceará, para a Itália. Naquela ocasião, mais de 90 pessoas que trabalhavam para Rocco foram presas e meia tonelada de cocaína foi apreendida. No ano de 1994, a Operação Fortaleza descobriu que Morabito estava envolvido no tráfico de 600 quilogramas de cocaína do Brasil para a Itália.[13] No mesmo ano, foi vinculado a narcotraficantes colombianos em uma operação da polícia italiana. As gravações coletadas na investigação revelaram a negociação de mais de uma tonelada de cocaína a ser vendida por cerca de 8 milhões de euros.[12]

Fuga da Itália[editar | editar código-fonte]

Imagem aérea de Punta del Este, cidade onde Morabito ficou foragido no Uruguai.

Em 1995, teve seu mandado de prisão internacional emitido pela polícia italiana. Foi nesta ocasião que decidiu fugir da Itália.[12] Passou dois anos no Brasil, conseguiu um passaporte brasileiro falso e foi para o Uruguai, onde viveu foragido.[14][15] Entre 2002 e 2017, o mafioso esteve escondido em Punta del Este, Uruguai, onde usava a identidade falsa de Francisco Antonio Capeletto Souza, que dizia ser um empresário brasileiro no ramo do agronegócio.[16][17] Os investigadores que acreditam que, mesmo longe da Itália, Rocco manteve-se envolvido com o tráfico de drogas.[18]

Os 30 anos de condenação são o resultado da unificação de quatro condenações, que juntas somam 103 anos. Teve mandados de prisão expedidos em 13 de agosto de 2008 e 8 de julho de 2013. Suas 4 condenações aconteceram na Itália, pelas cortes da Calábria, em 2005, de Milão, em 2001, de Palermo, em 2000 e em Milão, em 1999.[19]

Prisão no Uruguai[editar | editar código-fonte]

Presídio Central de Montevidéu, onde Morabito e esteve preso de 2017 a 2019, quando fugiu.

Rocco Morabito foi descoberto pela polícia uruguaia quando, ao matricular sua filha na escola, errou o sobrenome falso e acabou escrevendo seu sobrenome verdadeiro nos documentos. Depois deste erro, foi preso em setembro de 2017 em um hotel na capital Montevidéu, para onde havia se mudado por conta de uma briga com sua esposa.[16] Com Morabito foram apreendidos uma Glock 9 mm, 13 celulares, 12 cartões de crédito, 150 fotografias suas disfarçado, inclusive com diferentes tons de pele, dois carros e mais de 50 mil dólares.[11] Em 2018, a justiça uruguaia aprovou sua extradição para a Itália.[1] Em 2019, enquanto aguardava a extradição, conseguiu fugir pelo telhado do presídio central de Montevidéu com outros três detentos .[16][1]

Fuga do Presídio Central de Montevidéu[editar | editar código-fonte]

A fuga de Morabito do presídio central de Montevidéu ocorreu à meia-noite do dia 13 de junho 2019 e foi reconhecida pela mídia como "cinematográfica".[2][20] Com outros 3 criminosos, o mafioso fugiu por um buraco no telhado do presídio, utilizando uma corda para descer até a janela da casa aposentada Elida Ituarte.[21] Os fugitivos disfarçaram-se de encanadores para acessar a casa e Morabito mentiu à aposentada que havia fugido para que pudesse visitar a sua filha, que estava doente. Antes de roubar o carro de Ituarte para fugir, os fugitivos ainda levaram o dinheiro que ela tinha na carteira: 88 dólares.[7][21] Dos quatro, apenas Morabito não foi reencontrado.[2]

15 policias que faziam plantão no presídio foram investigados por possível envolvimento com a fuga. Um ano depois, descobriu-se que os agentes foram subornados por Ferdinando Sarago, membro da máfia comandada por Morabito, com 50 mil reais. Sarago foi preso na Argentina.[2]

Prisão no Brasil[editar | editar código-fonte]

Operação[editar | editar código-fonte]

Imagem aérea da praia de Tambaú, em João Pessoa, onde Morabito foi preso pela Polícia Federal.

A descoberta do paradeiro do mafioso se deu a partir de interceptações telefônicas.[20] A prisão de Rocco Morabito no Brasil é resultado de uma série de ações judiciais. O STF decretou sua prisão preventiva no dia 29 de outubro de 2019. Não havendo efetividade nas buscas, no dia 27 de julho de 2020 foram dados mais 30 dias para o cumprimento do mandado, que no dia 10 de agosto recebeu 60 novos dias de prazo para efetivação.[22] O processo ainda passou por consultas ao consulado da Itália para confirmação do interesse em sua continuidade. A prisão de Morabito aconteceu às 14h30min, no terceiro andar do flat, e resultou de um trabalho em conjunto entre a Polícia Federal, a Interpol, a Abin e a polícia italiana, a partir de um mandato expedido pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil.[23] [19]Também é apontada a participação do FBI e do DEA.[4] Além de Morabito, também foi preso por tráfico de drogas o italiano Vicenzo Pasquino, considerado um dos pontos de referência do narcotráfico internacional na América Latina.[24]

Cela da Penitenciária Federal de Brasília, onde Rocco Morabito está preso.

Prisão[editar | editar código-fonte]

No dia 24 de maio de 2021, Rocco foi localizado pela Polícia Federal no flat Eco Summer, localizado na praia de Tambaú, em João Pessoa, capital da Paraíba.[19][22] De acordo com funcionários do Eco Summer, Rocco não resistiu à prisão. Os relatos também são de o mafioso era bastante educado e reservado. Hospedado no hotel desde o dia 25 de abril de 2021, não tinha o costume de sair para fazer refeições, que costumava pedir pelo aplicativo de entregas iFood. Acredita-se que, no Brasil, Rocco viveu, além de João Pessoa, em São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.[19][25]Após ser preso em João Pessoa, Rocco Morabito foi transferido para Brasília.[26] A decisão sobre o seu local de encarceramento passou pela avaliação da ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia, que ordenou que Morabito fosse preso em uma penitenciária federal. No entanto, o documento expedido pela ministra não especificou a prisão onde seria encarcerado.[22] O processo correu em sigilo e o STF determinou um prazo de 24h para que fosse informado do local de encarceramento.[3] No dia 27 de maio, foi determinada sua transferência para a Penitenciária Federal de Brasília.[27]

Defesa[editar | editar código-fonte]

Cármem Lúcia, ministra do STF que ordenou a prisão de Rocco Morabito em penitenciária federal.

Seu advogado, Leonardo de Carvalho Silva, afirmou que recorrerá da prisão, já que a condenação diz respeito a um crime cometido 29 anos antes e que com o qual Morabito nunca mais teve qualquer tipo de relação.[27] Silva também negou qualquer envolvimento de Rocco Morabito com a máfia.[28] A defesa do mafioso também protestou à decisão da ministra Cármen Lúcia de transferi-lo a uma unidade de segurança máxima. O pedido do advogado foi para que Morabito fosse transferido à ala de estrangeiros do Presídio da Papuda. O argumento é que outros casos notáveis de estrangeiros presos, como o traficante de drogas Carlos Abadia e o italiano Cesare Battisti não esperaram extradição encarcerados no Sistema Penitenciário Federal. Leonardo de Carvalho Silva também afirmou que os crimes já prescreveram e não oferecem qualquer perigo à segurança pública.[29]

A defesa também afirmou que tentará impedir a extradição de Rocco à Itália. Um dos principais elementos a ser utilizado é o fato de que Morabito constituiu família no Brasil, sendo sua filha, com 19 anos de idade, brasileira.[28] Outro pedido do advogado foi para que o processo tramitasse em segredo de justiça, por conta da grande exposição do caso na mídia.[30]

Rejeição[editar | editar código-fonte]

Em decisão tomada no dia 28 de maio 2021, mas divulgada apenas no 1º de junho, Cármen Lúcia rejeitou os embargos apresentados pela defesa.[31] De acordo com a relatora, os embargos da defesa de Morabito buscavam modificar o conteúdo que já havia sido julgado e não tinha cabimento no processo. Assim, a ministra do STF decidiu transferir Morabito definitivamente ao sistema penitenciário federal por até três anos, com a possibilidade de modificações no tempo. O pedido para que o processo tramitasse sigilosamente também foi negado pela ministra, que explicou [30][32]

A defesa não comprovou qualquer de suas alegações, tampouco eventual exposição extraordinária da intimidade do extraditando a justificar a restrição do acesso público

O fato de Morabito ser um dos homens procurados do mundo, com influência em uma das maiores organizações criminosas da Itália, também pesou para a decisão da ministra. Esta questão, de acordo com ela, seria mais do que suficiente para embasar a decisão tomada.[32]

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Na Itália[editar | editar código-fonte]

Luciana Lamorgese, Ministra do Interior na Itália.

Na Itália, a prisão foi comemorada por Luciana Lamorgese, Ministra do Interior. Lamorgese afirmou que a prisão de Morabito[1]

É uma conquista extraordinária, que demonstra a capacidade da magistratura e dos organismos responsáveis pela aplicação da lei para combater de maneira eficaz o crime organizado e suas ramificações internacionais.

De acordo com Lorenzo Guerini, ministro da defesa da Itália, sua prisão[1]

É um duro golpe para a 'Ndrangheta (máfia calabresa). A luta contra as máfias e a ilegalidade é uma prioridade.

Giovani Bombardieri, procurador chefe do setor antimáfia na Calábria, afirmou que sentiu-se recompensado por todos os seus anos de trabalho contra a máfia calabresa ao ver que a prisão de Rocco Morabito havia sido efetivada no Brasil. Em entrevista ao portal R7, Bombardieri afirmou[33]

Toda a minha atividade que for para combater a ‘Ndrangheta, a organização que está no meu território, vale meu trabalho.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Em Brasília no dia 25 de maio, a Polícia Federal deu uma entrevista coletiva à imprensa, onde divulgou as principais informações sobre o processo e a efetivação da prisão de Morabito.[34]

Sua captura também foi considerada um alerta às autoridades brasileiras. Além de estar relacionado com prisões de outros foragidos estrangeiros no Brasil, como Juan Carlos Abadia, Tommaso Buscetta e Ronald Biggs, o evento chamou atenção à presença da 'Ndrangueta em solo brasileiro. Em 2019, outros dois membros da máfia haviam sido presos na Praia Grande, em São Paulo. Em entrevista à Revista Veja, Bruno Samezima, chefe da Interpol no Brasil, afirmou que um dos grandes perigos da presença da máfia calabresa no Brasil é a sua forte ligação com o PCC, facção com a qual Morabito teria negociado o envio de drogas para a Europa e a África. [35]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f AFP (25 de maio de 2021). «Itáia celebra detenção no Brasil de Rocco Morabito, chefe da máfia». Estado de Minas. Consultado em 25 de maio de 2021 
  2. a b c d e f «Quem é o mafioso italiano preso no Brasil | DW | 25.05.2021». DW.COM. Consultado em 25 de maio de 2021 
  3. a b Darcianne, Diogo (25 de maio de 2021). «Chefe da máfia e do tráfico na Itália, Rocco Morabito é trazido para o DF». Cidades DF. Consultado em 27 de maio de 2021 
  4. a b c d «Polícia Federal prende em João Pessoa chefe da máfia italiana». R7.com. 24 de maio de 2021. Consultado em 25 de maio de 2021 
  5. «Polícia Federal prende um dos mais procurados chefes da máfia italiana». GZH. 25 de maio de 2021. Consultado em 25 de maio de 2021 
  6. «Quem é Rocco Morabito, o 'rei da cocaína em Milão' preso pela PF na Paraíba». O Globo. 25 de maio de 2021. Consultado em 25 de maio de 2021 
  7. a b c Monzón, Ismael (31 de maio de 2021). «Rocco Morabito, la caída del rey italiano de la cocaína». La Razón (em espanhol). Consultado em 3 de junho de 2021 
  8. «Un potere che non cambia mai tra soldi, donne e vendette di sangue - la Repubblica.it». Archivio - la Repubblica.it (em italiano). Consultado em 1 de junho de 2021 
  9. «Caccia al re milanese della cocaina». Corriere della Sera (em italiano). 4 de setembro de 2015. Consultado em 1 de junho de 2021 
  10. «Un potere che non cambia mai tra soldi, donne e vendette di sangue - la Repubblica.it». Archivio - la Repubblica.it (em italiano). Consultado em 1 de junho de 2021 
  11. a b «Quem é o mafioso italiano conhecido como 'rei da cocaína de Milão' preso no Brasil». Folha de S.Paulo. 25 de maio de 2021. Consultado em 1 de junho de 2021 
  12. a b c «Quem é Rocco Morabito, o mafioso chamado de "rei da cocaína" de Milão». Gazeta do Povo. Consultado em 25 de maio de 2021 
  13. a b «Il boss della cocaina tra il Sudamerica e il cuore di Milano - la Repubblica.it». Archivio - la Repubblica.it (em italiano). Consultado em 1 de junho de 2021 
  14. «'Rei da cocaína', mafioso Rocco Morabito é preso no Brasil». noticias.uol.com.br. Consultado em 25 de maio de 2021 
  15. «Rocco Morabito: Italian mafia boss held in Uruguay». BBC News (em inglês). 4 de setembro de 2017. Consultado em 1 de junho de 2021 
  16. a b c «Líder de máfia italiana, Rocco Morabito, é preso no Brasil». Terra. Consultado em 25 de maio de 2021 
  17. «Capturado no Brasil o chefe italiano do tráfico Morabito, fugitivo de prisão uruguaia em 2019 (Polícia Federal)». noticias.uol.com.br. Consultado em 25 de maio de 2021 
  18. «Italian mobster Rocco Morabito escapes from Uruguayan prison». AP NEWS. 24 de junho de 2019. Consultado em 1 de junho de 2021 
  19. a b c d «Reportagem: Josmar Jozino - Mafioso italiano preso no Brasil dava caixinha de R$ 100 em flat na Paraíba». noticias.uol.com.br. Consultado em 27 de maio de 2021 
  20. a b «Capturaron en Brasil a Rocco Morabito, fugado de Uruguay hace dos años». Diario Cambio (em espanhol). 25 de maio de 2021. Consultado em 3 de junho de 2021 
  21. a b «Mafioso italiano Rocco Morabito foge da prisão no Uruguai - Internacional». Estadão. Consultado em 25 de maio de 2021 
  22. a b c «Mafioso italiano Rocco Morabito é transferido para Brasília após prisão na Paraíba». G1. Consultado em 27 de maio de 2021 
  23. «Rocco Morabito, 'o rei da cocaína em Milão', é preso pela PF em João Pessoa». O Tempo. Agência Brasil. 25 de maio de 2021. Consultado em 25 de maio de 2021 
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  25. «Preso pela PF, 'rei da cocaína de Milão' era aguardado pela Itália há 25 anos». noticias.uol.com.br. Consultado em 27 de maio de 2021 
  26. «Mafioso italiano é transferido para o DF e deve ficar na Papuda». Metrópoles. 25 de maio de 2021. Consultado em 25 de maio de 2021 
  27. a b «Mafioso italiano Rocco Morabito é transferido para Penitenciária Federal de Brasília». G1. Consultado em 29 de maio de 2021 
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  29. «Mafioso italiano entra com ação no STF para "fugir" de presídio federal | Maquiavel». VEJA. Consultado em 29 de maio de 2021 
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  31. Schwingel, Samara (1 de junho de 2021). «STF decide manter mafioso italiano preso em Brasília por 3 anos». Correio Brasiliense. Consultado em 3 de junho de 2021 
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  33. «Quem é Rocco Morabito». R7.com. 30 de maio de 2021. Consultado em 1 de junho de 2021 
  34. «Polícia Federal realiza coletiva sobre a prisão de traficante italiano». Defesa. 26 de maio de 2021. Consultado em 1 de junho de 2021 
  35. «Prisão no Brasil de chefão da máfia italiana 'Ndrangheta acende alerta». VEJA. Consultado em 5 de junho de 2021