Rocha Miranda

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Rocha Miranda
Bairro do Rio de Janeiro Bandeira da cidade do Rio de Janeiro.svg
Rocha Miranda.svg
Área 283 hectares[1]
Fundação 23 de julho de 1981
IDH 0,815 (em 2000)[2]
Habitantes 44 188 (em 2010)[1]
Domicílios 16 029 (em 2010)
Limites Honório Gurgel, Coelho Neto,
Colégio, Irajá, Vaz Lobo,
Turiaçu, Oswaldo Cruz e
Bento Ribeiro[2]
Distrito Madureira
Subprefeitura Zona Norte
Região Administrativa Madureira[1]

Rocha Miranda é um bairro de classe média e média baixa, localizado na Zona Norte do município do Rio de Janeiro. O bairro é servido por uma estação ferroviária do ramal de Belford Roxo da SuperVia.

Seu IDH, no ano 2000, era de 0,815, o 77º melhor do município do Rio de Janeiro.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Vista de Rocha Miranda.

Faz limite com Coelho Neto (que abriga uma das estações do metrô), Colégio (metrô), Honório Gurgel, Irajá, Vaz Lobo, Turiaçu, Oswaldo Cruz e Bento Ribeiro.[2] O bairro abriga o 9º BPM.

Segundo o Sr. Joselino Cavalcante Porto, um dos fundadores do Núcleo Ecológico Pedras Preciosas (NEPP), o bairro era conhecido, nos tempos do garimpo no Rio das Pedras (rio que cruza a região), como "O bairro das pedras preciosas", e que mantém esta lembrança acesa em ruas que levam nomes das pedras, tais como as rua dos Diamantes, Topázios, Ônix, Ametistas, Turmalinas, Rubis e outras.

A vizinhança é basicamente residencial e tem como referência a praça 8 de Maio. A Praça, anteriormente chamada de praça das pérolas, foi rebatizada logo após a segunda guerra e hoje traz no nome a data da capitulação da Alemanha, a comemoração da vitória e do fim da guerra (8 de maio de 1945). No monumento erguido, uma espécie de obelisco, a praça lembra a participação dos brasileiros (FEB) na campanha da Itália, com os nomes das cidades aonde os pracinhas brasileiros combateram e foram vitoriosos. Abriga ainda, a estação de trem da linha auxiliar que foi inaugurada em 17 de março de 1905, segundo o site da ANTP cultural (Associação Nacional de Transporte Público), com o nome de "Sapê" e mais tarde rebatizada como Rocha Miranda, nome dado em homenagem à família que promoveu o loteamento da região, no início do século XX.

Na Rua dos topázios, bem próximo à praça, fica o prédio do antigo Cine Guaraci, que tinha 1379 poltronas, escada de mármore carrara e colunas gregas, combinando elementos arquitetônicos de arte nouveau e arte déco. Foi projetado por Alcides Torres da Rocha Miranda (filho de Luiz da Rocha Miranda Sobrinho, o Barão de Bananal) e inaugurado em 1954. Hoje esta joia arquitetônica encontra-se em total estado de abandono, tendo sido em junho de 2006, provisoriamente tombado pela prefeitura, mas, no entanto, o tombamento não foi confirmado pela Assembleia Legislativa.

Suas principais ruas são a Avenida dos Italianos, Rua dos Diamantes, Rua dos Rubis, Estrada do Barro Vermelho e Rua Conselheiro Galvão.

O nome do bairro é homenagem à família Rocha Miranda, que em 2016 foi acusada pelo historiador Sidney Aguilar Filho, em sua tese de doutorado, de escravizar garotos e de práticas nazistas.[3] Esse trabalho deu origem ao documentário Menino 23, do diretor Belisario Franca.[4][5]

Dados[editar | editar código-fonte]

O bairro de Rocha Miranda faz parte da região administrativa de Madureira. Os bairros integrantes dessa região administrativa são: Bento Ribeiro, Campinho, Cascadura, Cavalcante, Engenheiro Leal, Honório Gurgel, Madureira, Marechal Hermes, Osvaldo Cruz, Quintino Bocaiúva, Rocha Miranda, Turiaçu e Vaz Lobo.

Referências

  1. a b c «Análise qualitativa das densidades construídas em regiões da cidade do Rio de Janeiro» (PDF). rio.rj.gov.br. 2013. p. 219. Consultado em 31 de dezembro de 2021 
  2. a b c d Érica Amorim; Maurício Blanco (dezembro de 2003). «O Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) no Município do Rio de Janeiro». data.rio. Instituto Pereira Passos. Consultado em 31 de dezembro de 2021 
  3. «Tese de doutorado revela práticas nazistas no Brasil». Terra. 10 de dezembro de 2012. Consultado em 8 de dezembro de 2019 
  4. Andre Miranda (17 de junho de 2016). «Escravidão e nazismo se misturam em história de órfãos cariocas levados para fazenda paulista». O Globo. Consultado em 8 de dezembro de 2019 
  5. Mário Augusto Jakobskind (13 de julho de 2016). «"Menino 23" revela um crime da elite brasileira». Brasil de Fato. Consultado em 8 de dezembro de 2019 


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