Rodolfo Eduardo Almirón

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

Rodolfo Almirón Sena (17 de fevereiro de 1936, Buenos Aires) é um ex-oficial de polícia argentino, ex-líder do grupo de extermínio de extrema direita denominado Triple A, o qual esteve em atividade na década de 1970. O grupo foi responsabilizado por 1.500 assassinatos de adversários do regime e Almiron é acusado de ter sido um dos chefes e organizadores da organização criminosa. Depois de ter saído do país em 1975, com o auxílio de José López Rega, fundador da Triple A, tornou-se chefe da segurança particular de Manuel Fraga Iribarne na Espanha[1]. Sua presença na Espanha foi mantida em segredo até 2006 para proteger a imagem da Aliança Popular, precursor do atual Partido Popular[1]. O jornal El Mundo descobriu seu paradeiro em dezembro de 2006, vivendo num flat em Torrent, pago pela Communidad Valenciana, e o entrevistou em 17 de dezembro deste mesmo ano.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Almirón havia sido demitido da polícia federal argentina por conta de sua ficha criminal, mas foi reintegrado por José Lopez Rega, que o designou para sua guarda pessoal e de Isabel Perón[2].

Ele esteve presente durante o massacre praticado em 1976 contra carlistas de esquerda nos acontecimentos de Montejurra, do qual também participou Stefano Delle Chiaie. De acordo com o advogado espanhol José Angel Pérez Nievas, é também "provável que Almirón tenha participado — juntamente com Stefano Delle Chiaie e Augusto Canchi — do atentado na estação ferroviária de Bolonha, em 1980." O advogado apresentou à justiça espanhola, em nome do Partido Carlista de Euskalherria-EKA (vítimas dos eventos em Montejurra), uma solicitação de que Almirón também fosse julgado pelos crimes de Montejurra[3].

Almirón havia sido localizado pela primeira vez na Espanha em 1983, trabalhando na segurança de Manuel Fraga, o que despertou indignação pública e foi responsável por sua posterior demissão[2].

Almirón foi preso na Espanha em 29 de dezembro de 2006 por assassinatos que serão julgados na Argentina, depois que um juiz argentino acusou-o de crimes contra a humanidade, os quais não podem ser prescritos. Ele é acusado do assassinato do deputado argentino Rodolfo Ortega Peña, do ex-chefe de polícia de Bonaerense, Julio Tomás Troxler, do professor universitário Silvio Frondizi (irmão de Arturo Frondizi, ex-presidente da Argentina) e do genro deste, Luis Ángel Mendiburu[2].

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.