Rodovia Ayrton Senna

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SP-070.png
Rodovia Ayrton Senna
(nome oficial, Lei Estadual nº 9.054)
Trecho da SP-070.png SP-070
Nomes antigos Via Leste (até 1982)

Rodovia dos Trabalhadores (até 1994)

Extensão 48,3 km (30,0 mi)
Inauguração 1982
Tipo Radial
Limite leste SP-070.png Rodovia Carvalho Pinto em Guararema
Interseções
Limite oeste SP-015.svg Marginal Tietê em São Paulo
Concessão Ecopistas
Rodovias Estaduais de São Paulo
oeste
< Marginal Tietê
SP-070.png
SP-070
leste
Carvalho Pinto >
Rodovia Ayrton Senna da Silva, em Itaquaquecetuba.

A Rodovia Ayrton Senna, antiga Rodovia dos Trabalhadores (SP-70) é uma rodovia do estado de São Paulo. Foi chamada de Via Leste durante a sua construção e os seus primeiros anos de funcionamento.

Inicia-se ao final da Marginal Tietê, no bairro da Penha, zona leste da cidade de São Paulo e termina no município de Guararema na confluência para a Rodovia Presidente Dutra - correndo paralela com essa - e Rodovia Governador Carvalho Pinto. A tecnologia utilizada na construção foi ainda mais moderna do que a usada nas rodovias Bandeirantes e a primeira pista da Imigrantes, segundo a DERSA e a Secretaria de Transportes do Estado de São Paulo.

Cortando os municípios de Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Guararema, a rodovia continua em direção ao Vale do Paraíba pela Rodovia Governador Carvalho Pinto também SP-070.

Nos primeiros quilômetros, ainda nos limites de São Paulo e Guarulhos, cruza o Parque Ecológico do Tietê, onde foram necessárias obras especiais para que a rodovia não causasse danos ao meio ambiente e para que pudesse transpor o pântano natural criado por uma série de canais do rio Tietê.

Possui o SAU–Sistema de Ajuda ao Usuário, em toda sua extensão, com disponibilidade dos serviços de Primeiros Socorros e Guincho.

Em 1994, por intermédio da Lei nº 9.054, o nome "dos Trabalhadores" foi substituído por Ayrton Senna, em homenagem ao piloto paulista de Formula 1, Ayrton Senna da Silva, falecido depois de sofrer um acidente durante o GP de San Marino, disputado em Ímola, em 1 de maio de 1994, Dia do Trabalhador.

Desde 18 de junho de 2009, a rodovia está sob concessão da Ecopistas, que irá administrá-la por 30 anos.

História[editar | editar código-fonte]

No dia 3 de agosto de 1979, o Decreto nº 13.756, deu concessão à DERSA para construção e exploração da Via Leste, hoje chamada de Rodovia Ayrton Senna.

A rodovia, antiga Trabalhadores, teve o primeiro trecho São Paulo-Guararema construído pela DERSA em 22 meses - de junho de 1980 a 30 de abril de 1982 -, tem 48,3 km de extensão, aos quais foram acrescidos 5, correspondentes à interligação com a Rodovia Presidente Dutra na qual tem o nome de Acesso SP 070/BR-116.

A inauguração ocorreu no dia 1º de Maio de 1982.

A obra atendeu a uma necessidade histórica, determinada pelo crescimento da Região Metropolitana de São Paulo com acessos ao Parque Ecológico do Tietê, Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos e Terminal Intermodal de Cargas.

Além de aliviar o tráfego que congestionava a Rodovia Presidente Dutra no trecho mais movimentado (São Paulo-Guarulhos) a Rodovia tornou-se a alternativa há muito tempo necessária entre a capital paulista e o Vale do Paraíba e Rio de Janeiro. Passou também a facilitar o turismo ao Litoral Norte e a Campos do Jordão.

Desde 18 de junho de 2009, a concessionária Ecopistas, do Grupo EcoRodovias, é responsável pela gestão e administração das rodovias que integram o chamado Corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto: a SP-70, que faz ligação entre a cidade de São Paulo e o Vale do Paraíba, com 140 km de extensão.

Trajeto[editar | editar código-fonte]

O trajeto da Rodovia Ayrton Senna cruza os seguintes municípios, todos no estado de São Paulo.

Km Município Região
0 São Paulo Grande São Paulo
19 Guarulhos
35 Itaquaquecetuba
44 Mogi das Cruzes
69 Guararema

Memorial Descritivo[editar | editar código-fonte]

Rodovia Ayrton Senna
Saída de São Paulo em direção ao Vale do Paraíba

No trecho compreendido entre a Marginal Tietê e a intersecção com a Rodovia Hélio Smidt (SP-19) (acesso ao Aeroporto Internacional de Cumbica) a rodovia possui 4 faixas de rolamento em cada sentido. Entre a Rodovia Hélio Smidt e a interseção com a Rodovia Mogi-Dutra (SP-88) são 3 faixas de rolamento em cada sentido. Já entre a interseção com a Rodovia Mogi-Dutra e a interseção com a Rodovia Presidente Dutra (BR-116) possui 2 faixas de rolamento em cada sentido.

A rodovia possui duas praças de pedágio, ambas bidirecionais, localizadas nos municípios de Itaquaquecetuba e Guararema.

A Rodovia Ayrton Senna está equipada com diversos radares de velocidade em toda sua extensão. Na pista sentido Capital-Interior a velocidade máxima permitida é de 120 km/h em toda a sua extensão. Já na pista sentido Interior-Capital a velocidade máxima permitida é de 120 km/h até o trevo de São Miguel Paulista. A partir daí a velocidade máxima permitida é 110 km/h até a interseção com a Rodovia Hélio Smidt, onde a velocidade máxima permitida passa a ser de 100 km/h.

Concessão[editar | editar código-fonte]

Rodovia Ayrton Senna em Itaquaquecetuba

A Rodovia Carvalho Pinto, juntamente com a Rodovia Ayrton Senna está sob concessão da empresa Ecopistas, pertencente ao grupo Ecorodovias, desde junho de 2009. Com o início da concessão, o valor da tarifa cobrada nas praças de pedágio sofreu uma redução de mais de 50%.

Rodovia Ayrton Senna, em Mogi das Cruzes

Localização dos pedágios[editar | editar código-fonte]

Pedágio km Sentido Município Geocoordenadas
1 33 Leste/Oeste Itaquaquecetuba 23°27'58.41"S 46°22'07.68"W
2 58 Leste/Oeste Guararema 23°23'02.85"S 46°09'13.95"W

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Interligação com a Rodovia Carvalho Pinto, em Guararema