Rodrigo Amorim

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Rodrigo Amorim
Como Secretário de Cidadania e Direitos Humanos de Nilópolis
Deputado estadual do Rio de Janeiro
Período 1º de fevereiro de 2019[1]
até a atualidade
Dados pessoais
Nome completo Rodrigo Martins Pires de Amorim
Nascimento 21 de novembro de 1978 (42 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade brasileiro
Partido PSL (2009-2014)
PTN (2014-2015)
PRP (2015-2018)
PSL (2018-presente)
Profissão Advogado
Político
Website [1]

Rodrigo Martins Pires de Amorim (Rio de Janeiro, 21 de novembro de 1978) é um político brasileiro filiado ao Partido Social Liberal (PSL). Foi eleito deputado estadual do Rio de Janeiro em 2018, com 140 666 votos, a maior votação no estado.[2]

Nas eleições de 2016 foi candidato a vice-prefeito do Rio de Janeiro pelo Partido Republicano Progressista (PRP) junto a Flávio Bolsonaro, do Partido Social Cristão (PSC).[3] Juntos obtiveram 424 307 votos, obtendo o quarto lugar na eleição.[4]

Atuação Política[editar | editar código-fonte]

Foi Secretário Municipal Adjunto de Governo e posteriormente Secretário Municipal Adjunto de Planejamento do Município de Mesquita, e Secretário Municipal de Cidadania e Direitos Humanos do Município de Nilópolis, onde ajudou a criar o Procon Municipal. Foi fundador do Instituto Cão Guia Brasil.[5]

Leis de sua Autoria[editar | editar código-fonte]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Placa em homenagem a Marielle Franco[editar | editar código-fonte]

Antes da eleição, em evento com o então candidato ao governo do estado Wilson Witzel, quebrou uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco assassinada em 2018, junto ao candidato Daniel Silveira.[6][7] Eles declararam que quebraram uma placa ilegalmente instalada em lugar de outra que homenageava Floriano Peixoto.[8] O então deputado estadual e eleito senador Flávio Bolsonaro endossou esta declaração.[9][10] Um movimento com o objetivo de confeccionar placas homenageando a vereadora, em protesto contra a remoção dessa placa, arrecadou 28 mil reais até 4 de outubro.[11]

Aldeia Maracanã[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2019, Rodrigo Amorim declarou em reportagem do jornal O Globo que a Aldeia Maracanã, que ocupa um terreno de 14,3 mil metros quadrados ao lado do Estádio do Maracanã, era um "lixo urbano" e que seria necessária uma "faxina" no local a fim de "restaurar a ordem". Segundo Amorim, o local oferecia risco a moradores e turistas por ser um terreno com mato e lixo acumulado e por servir de ponto de consumo de drogas. O político sugeriu que o espaço ocupado pela aldeia virasse, por exemplo, uma área de lazer ou um estacionamento.[12]

Em março de 2019, uma visita repentina à Aldeia Maracanã feita pelos deputados estaduais Rodrigo Amorim e Alexandre Knoploch, ambos filiados ao Partido Social Liberal (PSL), com o objetivo de vistoriar o local, transformou-se em confusão. De acordo com os parlamentares, um grupo de ocupantes do espaço cercou-os e chamou-os de "nazista" e "racista".[13]

Colégio Pedro II[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 2019, Rodrigo Amorim e Daniel Silveira, ambos do PSL, foram ao Colégio Pedro II, em São Cristóvão para fazer uma inspeção no Colégio Pedro II para a "Cruzada pela Educação", que é empreendida pelos dois parlamentares. Oscar Halac, que é o reitor da instituição, tentou impedir a entrada dos parlamentares, por não terem autorização.

"O episódio é lamentável. Os deputados, um federal, outro estadual, se basearam em fato não verídico de que poderiam entrar a hora que quisessem numa unidade federal. Trata-se de uma escola com crianças, e eles entraram filmando e procurando algo que pudesse comprometer ou contribuir para a propaganda eleitoral deles. Evidentemente, nada disso foi encontrado, apesar de ser uma escola que preza pelo pensamento crítico e pela livre expressão (…) Atrapalhou a aula, foi uma situação constrangedora, eles filmando, se portando como se fossem policiais."
— Oscar Halac

[14]

O reitor comunicou o evento à Polícia Federal, para analisar se houve abuso de autoridade por parte dos parlamentares.[14] Rodrigo Amorim disse que a "Cruzada pela Educação" não tem "escopo ideológico" e alega ter encontrado nos locais que visitou uma "forte doutrinação".[14]

Em 18 de outubro de 2019, foi divulgado pelo jornal O Globo que a diretoria do Colégio Pedro II fez um registro de ocorrência na Polícia Federal. Também foi acionada a Procuradoria Regional Federal da 2ª Região onde foi solicitada uma medida restritiva contra os dois deputados, também foi pedido que evento seja levado ao conhecimento do Poder Judiciário (Tribunal Regional Federal - Justiça Federal/SJRJ).[15]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Barreira, Gabriel (1º de fevereiro de 2019). «Deputados estaduais tomam posse na Alerj nesta sexta-feira». G1. Consultado em 29 de março de 2019 
  2. «Rodrigo Amorim 17777 (PSL) Deputado Estadual | Rio de Janeiro | Eleições 018». especiais.gazetadopovo.com.br. Consultado em 2 de novembro de 2018 
  3. «Rodrigo Amorim 20 PRP (Vice-Prefeito) Rio de Janeiro – Guia Eleições 2016». Guia dos Candidatos 
  4. «Flávio Bolsonaro 20». Eleições 2016. Consultado em 2 de novembro de 2018 
  5. «Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro». www.alerj.rj.gov.br. Consultado em 26 de julho de 2019 
  6. «Candidatos do PSL destroem placa com homenagem a Marielle Franco – Política – Estadão». Estadão 
  7. «Candidatos do PSL destroem homenagem a Marielle». VEJA.com 
  8. «Candidatos do PSL destroem homenagem a Marielle Franco». Terra. Consultado em 18 de dezembro de 2018 
  9. «Filho de Bolsonaro diz que destruição de placa de Marielle Franco foi para 'restaurar a ordem' – Jovem Pan Online». Filho de Bolsonaro diz que destruição de placa de Marielle Franco foi para ‘restaurar a ordem’ – Jovem Pan Online. 4 de outubro de 2018. Consultado em 18 de dezembro de 2018 
  10. «Placa de Marielle foi quebrada para restaurar a ordem, diz Flávio Bolsonaro». UOL Eleições 2018. Consultado em 18 de dezembro de 2018 
  11. «Após ataques, campanha por placas de Marielle já arrecada R$ 28 mil». Agência Brasil. 4 de outubro de 2018. Consultado em 18 de dezembro de 2018 
  12. Cappelli, Paulo (4 de janeiro de 2019). «'Aldeia Maracanã é lixo urbano. Quem gosta de índio, vá para a Bolívia', diz Rodrigo Amorim». O Globo. Consultado em 1º de abril de 2019 
  13. Cappelli, Paulo (23 de março de 2019). «Visita surpresa de deputado Rodrigo Amorim à Aldeia Maracanã acaba em confusão». O Globo. Consultado em 1º de abril de 2019 
  14. a b c Antônio Werneck, Arthur Leal e Renan Rodrigues (12 de outubro de 2019). «Deputados do PSL entram no Colégio Pedro II para 'vistoria' e provocam confusão». O Globo. Rede Globo. Consultado em 12 de outubro de 2019 
  15. «Diretoria do Colégio Pedro II faz registro de ocorrência na PF contra deputados do PSL por abuso de autoridade». O Globo. Rede Globo. 18 de outubro de 2019. Consultado em 20 de outubro de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]