Rodrigo Constantino

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Rodrigo Constantino
Nome completo Rodrigo Constantino dos Santos
Nascimento 4 de julho de 1976 (40 anos)
Rio de Janeiro, Brasil
Nacionalidade Brasil brasileiro
Ocupação Economista
Influências
Magnum opus Prisioneiros da Liberdade
Religião Ateísmo[1]

Rodrigo Constantino dos Santos (Rio de Janeiro, 4 de julho de 1976) é um economista e colunista brasileiro. É graduado pela PUC-RJ e possui MBA pela Ibmec. Foi articulista da revista "Voto"[2]e escreveu regularmente para os jornais "Valor Econômico" e "O Globo".[3] A partir de agosto de 2013, passou a escrever também para a revista semanal "Veja".[4] Presidente do Instituto Liberal[5] e um dos fundadores do Instituto Millenium,[6] foi considerado em 2012 pela revista "Época", como um dos "novos trombones da direita" brasileira.[7] Atualmente tem um blog aonde escreve diariamente[8] e é colunista na "IstoÉ".[9][10]

Vida acadêmica e profissional[editar | editar código-fonte]

Em 1998, Rodrigo Constantino graduou-se em economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Em 2000, obteve um Master of Business Administration (MBA) em Finanças pela Ibmec do Rio de Janeiro.[11] Constantino atuou no mercado financeiro de 1997 a 2013, tendo sido analista do banco FonteCindam entre 1997 e 1999. Foi diretor da Graphus Capital entre 2005 e 2013.[12] Venceu o Prêmio Libertas em 2009, no XXII Fórum da Liberdade.[13]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Olavo de Carvalho[editar | editar código-fonte]

Em 2003, Rodrigo Constantino começou a publicar artigos (como Rodrigo C. dos Santos) no site conservador "Mídia sem Máscara", dirigido por Olavo de Carvalho. Ao longo do tempo, as divergências entre ambos foram se acentuando (particularmente em questões envolvendo e religião cristã, defendidas por Olavo de Carvalho).[14] Romperam publicamente em 2007, após uma acalorada discussão levada a cabo no Orkut, com trocas de acusações, insultos e intervenções de partidários de ambos os lados.[15][16]

Nos anos seguintes, Constantino tentou sem grande sucesso uma reaproximação com seu antigo mentor, chegando mesmo a incentivar a leitura de seus livros.[17] Olavo de Carvalho, contudo, não parece mais tê-lo em grande conta,[18] como demonstra este trecho de um artigo publicado em fevereiro de 2013 no "Diário do Comércio":

Após um hangout entre Rodrigo, Olavo e o músico lobão em 2014, onde ambos trataram-se respeitosamente,[20]e um período sem brigas, os dois voltaram a discutir em 2016, onde via Facebook eles trocaram acusações, depois de Rodrigo discordar de Olavo em artigo sobre o deputado federal Jair Bolsonaro e o jornalista Reinaldo Azevedo.[21][22]

Ideias polêmicas[editar | editar código-fonte]

  • O Estatuto do Idoso: em artigo de 2003 para o site "Mídia Sem Máscara", Rodrigo Constantino denunciou a "face vermelha de Lula", a qual seria evidenciada pela aprovação do Estatuto do Idoso. De acordo com o Estatuto, os planos de saúde não poderiam mais reajustar seus preços por mudança de faixa etária.[23] Segundo Rodrigo Constantino, o discurso de "tudo pelo social" (na verdade, um slogan do governo de José Sarney)[24] e a redução das desigualdades sociais seriam uma "utopia romântica e ignorante dos socialistas" e terminaria em "caos total", do qual se salvaria apenas a "cúpula de poder".
  • Patrimônio da Humanidade: neste artigo publicado em 2006, Rodrigo Constantino defende a privatização da Floresta Amazônica, que seria entregue à administração de empresas de reflorestamento (dentre as quais ele cita nominalmente Aracruz, Klabin, Suzano e Votorantim). Para embasar seu raciocínio, ele faz uma comparação entre tubarões e vacas: "os tubarões, no meio do oceano, não possuem donos, diferente das vacas, com proprietários bem definidos". Os tubarões, conforme lembra ele, "podem estar ameaçados de extinção, mas as vacas dificilmente correm tal risco". O que diferencia tubarões de vacas é o "direito de propriedade privada".[25] O artigo, contudo, não aborda como seria feita essa hipotética privatização de tubarões.
  • Livre Mercado de Órgãos Humanos: em artigo publicado em 2006, Rodrigo Constantino levanta uma das bandeiras do Instituto Ludwig von Mises, o "livre mercado de órgãos humanos".[26][27] Ele discorre sobre um estudo efetuado pelo economista e Prêmio Nobel Gary Becker, em favor de um livre mercado de compra e venda de órgãos humanos para transplante. Rodrigo Constantino afirma que a questão moral deve ser deixada de lado em nome da liberdade individual. "Podemos até considerar a ideia da venda de um rim repulsiva, mas não temos o direito de vetá-la, usando a força estatal, a quem pensa diferente", ele conclui.[28]
  • Pedofilia: uma orientação sexual?: ao comentar, em outubro de 2013, uma suposta categorização da pedofilia como "orientação sexual" ou "preferência" pela American Psychiatric Association (APA), algo que foi desmentido pela citada entidade,[32] e um artigo intitulado "Paedophilia: bringing dark desires to light" publicado no "jornal britânico de esquerda The Guardian",[33] Rodrigo Constantino comenta que a "propaganda esquerdista" e os "intelectuais de esquerda" haviam chegado "ao limite de tolerar ou mesmo até respeitar os pedófilos".[34] E alerta aos seus leitores:
  • O “rolezinho” da inveja. Ou: A barbárie se protege sob o manto do preconceito: discorrendo sobre o fenômeno social das periferias urbanas conhecido como "rolezinho", em janeiro de 2014, Rodrigo Constantino classificou os que dele participam como "bárbaros incapazes de reconhecer a própria inferioridade" e que "morrem de inveja da civilização".[35] Diante da repercussão negativa aos seus comentários, justificou-se em seguida afirmando:
  • O logo vermelho da Copa: neste texto,[37] Constantino diz que o número 2014 que aparece no logotipo da Copa do Mundo (indicando o ano) é, na verdade, uma mensagem sublimar socialista do PT. Por essa afirmação, Constantino foi ridicularizado pelo jornalista estadunidense Vincent Bevins, correspondente no Brasil do jornal Los Angeles Times, que escreveu em sua conta do Twitter: "Oh Deus. Colunista brasileiro defendendo que o 2014 vermelho no logo da Copa do Mundo é uma óbvia propaganda socialista".[38][39]
  • Boicotem os artistas que defendem o PT: neste texto, Constantino lançou "uma campanha" para que as pessoas boicotem artistas que defendem o PT tais como o músico Chico Buarque e o ator e comediante Gregório Duvivier, que deram seu apoio à reeleição de Dilma Rousseff.[40]
  • Divisão do Brasil em dois países: após a reeleição de Dilma Rousseff, Constantino propõe, em sua página do Facebook, a divisão do Brasil em dois países, o Brasil do Norte e o Brasil do Sul: "Acho que o nordeste tem uma solução muito boa para se proteger de todo o "preconceito dos coxinhas": pedido de secessão! Brasil do Norte e Brasil do Sul. A coisa mais pacífica do mundo. Se há uma clara divisão no país, fomentada pelo próprio governo Dilma e o PT, nada mais legítimo do que respeitar a vontade popular e cada parte ser administrada por um partido, não? E quem do sul quiser continuar bancando os coronéis nordestinos aliados do PT e o voto de cabresto, pode fazer isso voluntariamente, mandando dinheiro para o norte. Por que não?"[41]
  • Tortura: Em um artigo criticando a colega do jornal "O Globo"; Miriam Leitão, ele afirmou que a tortura naquele regime era apenas uma suposição calcada apenas no relato da jornalista para posteriormente apagar o texto.

Demissão da Revista Veja[editar | editar código-fonte]

Em 2015 Rodrigo foi demitido pela Editora Abril e posteriormente teve todos os artigos de seu blog, produzidos durante dois anos, apagados do site da revista.

Obras[editar | editar código-fonte]

Como autor[editar | editar código-fonte]

  • 2004: Prisioneiros da Liberdade
  • 2005: Estrela Cadente: As Contradições e Trapalhadas do PT
  • 2007: Egoísmo Racional: O Individualismo de Ayn Rand
  • 2008: Uma Luz na Escuridão
  • 2009: Economia do Indivíduo: O Legado da Escola Austríaca
  • 2011: Liberal com Orgulho
  • 2012: Privatize Já: pare de acreditar em intrigas eleitorais e entenda como a privatização fará o Brasil um país melhor
  • 2013: Esquerda caviar: a hipocrisia dos artistas e intelectuais progressistas no Brasil e no mundo

Como coautor[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Série "Espiritualidade e Pensamento Liberal" - Rodrigo Constantino (Agnosticismo/Ateísmo) - Instituto Liberal
  2. «Rodrigo Constantino lança livro Privatize Já». Revista Voto. 15 de novembro de 2012. Consultado em 20 de novembro de 2013 
  3. «Rodrigo Constantino, Autor em Instituto Millenium». Instituto Millenium 
  4. Constantino, Rodrigo (1 de agosto de 2013). «Texto inaugural – uma apresentação». Veja. Consultado em 20 de novembro de 2013 
  5. «Rodrigo Constantino». Blogger. Google. Consultado em 10 de outubro de 2013 
  6. «Quem Somos». Instituto Millenium. Consultado em 10 de outubro de 2013 
  7. Nogueira, Paulo (19 de abril de 2012). Globo, ed. «Os novos trombones da direita». Época. Consultado em 20 de novembro de 2013 
  8. «Blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda». Rodrigo Constantino. Consultado em 18 de dezembro de 2016 
  9. Gabriela Ferigato (22 de julho de 2016). «Ex-"Veja", Rodrigo Constantino estreia como colunista na "IstoÉ"». Portal imprensa. Consultado em 31 de julho de 2016 
  10. «Rodrigo Constantino». IstoÉ. Consultado em 31 de julho de 2016 
  11. LinkedIn (ed.). «Rodrigo Constantino». Consultado em 20-de novembro de 2013  Verifique data em: |access-date= (ajuda)
  12. Graphus Capital (ed.). «Equipe». Consultado em 20 de novembro de 2013 
  13. «Rodrigo Constantino será homenageado com o Prêmio Libertas no XXII Fórum da Liberdade». IEE. 26 de março de 2009. Consultado em 10 de outubro de 2013 
  14. Olavo de Carvalho (11 de fevereiro de 2007). «Rodericus Constantinus Grammaticus, o anti-estudante ou: O Homem do Mim». Consultado em 20 de novembro de 2013 
  15. Constantino, Rodrigo (12 de fevereiro de 2007). «Resposta a Olavo». Consultado em 20 de novembro de 2013 
  16. «Olavo de Carvalho e Rodrigo Constantino trocando farpas». Religião e veneno. 18 de fevereiro de 2007. Consultado em 20 de novembro de 2013 
  17. Constantino, Rodrigo (9 de setembro de 2013). Abril, ed. «Não seja um idiota: leia o livro de Olavo de Carvalho». Veja. Consultado em 20 de novembro de 2013 
  18. Olavo de Carvalho (10 de maio de 2012). «Diálogo no elevador». Diário do Comércio. Consultado em 20 de novembro de 2013 
  19. Olavo de Carvalho (7 de fevereiro de 2013). Diário do Comércio, ed. «Sujeitinho temível». Consultado em 20 de novembro de 2013 
  20. Rodrigo Constantino (30 de janeiro de 2014). «Hangout com Lobão, Olavo de Carvalho e esse humilde blogueiro». rodrigoconstantino.com Consultado em 17/01/2017.
  21. Rodrigo Constantino (12 de janeiro de 2016). «Olavo, Reinaldo, Bolsonaro e Kim: com a liderança vem o fardo da responsabilidade. Ou: o inimigo é outro e está no poder!». rodrigoconstantino.com. Consultado em 17/01/2017.
  22. Bruna Aidar (23/01/2016). «Conflito entre Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo e Rodrigo Constantino evidencia desunião da direita brasileira». jornalopcao.com. Consultado em 21 de janeiro de 2017.
  23. IDEC (ed.). «Planos de saúde para idosos: entenda melhor as regras para reajuste». Consultado em 20 de novembro de 2013 
  24. Juliana Vilas (30 de outubro de 2002). «A prioridade nº1». ISTOÉ. Consultado em 20 de novembro de 2013 
  25. Constantino, Rodrigo (23 de fevereiro de 2006). «Patrimônio da Humanidade». Consultado em 20 de novembro de 2013 
  26. Anderson, William L; Barnett, Andy (abril de 1999). Instituto Ludwig von Mises, ed. «Waiting for Transplants» (em inglês). Consultado em 20 de novembro de 2013 
  27. Block, Walter (19 de novembro de 2008). Instituto Ludwig von Mises Brasil, ed. «Em defesa de um livre mercado para órgãos do corpo». Consultado em 20 de novembro de 2013 
  28. Constantino, Rodrigo (28 de junho de 2006). «Livre Mercado de Órgãos Humanos». Consultado em 20 de novembro de 2013 
  29. Luísa Roig Martins (20 de novembro de 2013). O Estado de S. Paulo, ed. «Dia da Consciência Negra: menos de 20% das cidades aderem ao feriado». Consultado em 20 de novembro de 2013 
  30. Rodrigo Constantino (20 de novembro de 2007). «Feriado Racista». Consultado em 20 de novembro de 2013 
  31. Rodrigo Constantino (8 de agosto de 2012). «Privatizem a Petrobras!». O Globo. Consultado em 20 de novembro de 2013 
  32. Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal (7 de novembro de 2013). «Nota de esclarecimento sobre a polêmica envolvendo a pedofilia no DSM-V». Consultado em 20 de novembro de 2013 
  33. Jon Henley (3 de janeiro de 2013). The Guardian, ed. «Paedophilia: bringing dark desires to light» (em inglês). Consultado em 20 de novembro de 2013 
  34. a b Rodrigo Constantino (31 de outubro de 2013). Veja (revista), ed. «Pedofilia: uma orientação sexual?». Consultado em 20 de novembro de 2013 
  35. Rodrigo Constantino (14 de janeiro de 2014). Veja (revista), ed. «O "rolezinho" da inveja. Ou: A barbárie se protege sob o manto do preconceito». Consultado em 20 de janeiro de 2014 
  36. Constantino, Rodrigo (14 de janeiro de 2014). Veja (revista), ed. «Da inferioridade dos boçais. Ou: Cultura não é raça e comportamento não é genética!». Consultado em 20 de janeiro de 2014 
  37. Constantino, Rodrigo (16 de junho de 2014). Abril, ed. «O logo vermelho da copa». Veja. Consultado em 18 de agosto de 2014 
  38. Bevins, Vincent (16 de junho de 2014). «Oh Lord. Brazil columnist arguing the red '2014' in World Cup logo is obvious socialist propaganda MT». Consultado em 18 de agosto de 2014 
  39. «Los Angeles Times tira sarro da revista Veja». Revista Fórum. 18 de junho de 2014. Consultado em 18 de agosto de 2014 
  40. "Campanha do blog: boicotem os artistas que defendem o PT", Veja (Abril), http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/democracia/campanha-do-blog-boicotem-os-artistas-que-defendem-o-pt/ .
  41. Rodrigo Constantino propõe divisão do Brasil em dois, http://www.viomundo.com.br/politica/rodrigo-constantino-propoe-divisao-brasil-em-dois.html 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]