Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino em 2020
Nascimento 4 de julho de 1976 (44 anos)
Rio de Janeiro, Brasil
Ocupação Colunista
Escritor
Religião Nenhuma (ateísmo)[1]

Rodrigo Constantino Alexandre dos Santos (Rio de Janeiro, 4 de julho de 1976) é um colunista e escritor brasileiro. Ideólogo da direita no país,[2][3][4] é presidente do Instituto Liberal e membro-fundador do Instituto Millenium.[5][6]

Trajetória[editar | editar código-fonte]

Formação[editar | editar código-fonte]

Rodrigo graduou-se em 1998 pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), e em 2000 obteve um Master of Business Administration (MBA) em Finanças pela Ibmec do Rio de Janeiro.[7]

Presidente do Instituto Liberal[8] e um dos fundadores do Instituto Millenium,[9] foi considerado em 2012 pela revista "Época" um dos "novos trombones da direita" brasileira.[10][3] Foi diretor da Graphus Capital entre 2005 e 2013.[11]

Finanças[editar | editar código-fonte]

Atuou no mercado financeiro de 1997 a 2013, tendo sido analista do banco FonteCindam entre 1997 e 1999.[carece de fontes?]

Mídia[editar | editar código-fonte]

Foi um articulista da revista "Voto"[12] e escreveu regularmente para os jornais "Valor Econômico" e "O Globo". Possui um blog onde escreve diariamente,[13] e desde 2016 é um colunista da revista "IstoÉ".[14][15]

Em agosto de 2013, passou a escrever para a revista "Veja".[16] Em 2015 foi demitido pela Editora Abril e posteriormente teve todos os artigos de seu blog, produzidos durante dois anos, removidos do site da revista.[17]

Em novembro de 2020, o jornalista foi demitido da Jovem Pan após declarações polêmicas sobre o caso Caso Mariana Ferrer, que ganhou repercussão nacional.[18] As falas davam a entender uma possível apologia ao estuprador, além de rebaixar a vítima.[19] No dia seguinte, também foi demitido do Grupo Record, onde possuía uma coluna no portal R7, além de ser comentarista da Record News.[20] A Rádio Guaíba e o jornal Correio do Povo também confirmaram a demissão.[21] Em janeiro de 2021, Constantino foi novamente convidado pela rádio Joven Pan, desta vez para compor o quadro de comentaristas do programa Os Pingos nos Is, durante as férias de Augusto Nunes e de José Maria Trindade.[22]

Premiações[editar | editar código-fonte]

Venceu o Prêmio Libertas em 2009, no XXII Fórum da Liberdade.[23]

Obra[editar | editar código-fonte]

Como autor[editar | editar código-fonte]

  • Prisioneiros da Liberdade. Recife: Soler, 2004.
  • Estrela Cadente: As Contradições e Trapalhadas do PT. Recife: Soler, 2005.
  • Egoísmo Racional: O Individualismo de Ayn Rand, 2007. [carece de fontes?]
  • Uma Luz na Escuridão. Campinas: Komedi, 2008.
  • Economia do Indivíduo: O Legado da Escola Austríaca. São Paulo: Mises Brasil, 2009.
  • Liberal com Orgulho. Rio de Janeiro: Lacre, 2011.
  • Privatize Já: pare de acreditar em intrigas eleitorais e entenda como a privatização fará o Brasil um país melhor. Rio de Janeiro: LeYa, 2012.
  • Esquerda caviar: a hipocrisia dos artistas e intelectuais progressistas no Brasil e no mundo. Rio de Janeiro: Record, 2013.[24]
  • Contra a maré vermelha: Um liberal sem medo de patrulha. Rio de Janeiro: Record, 2015.
  • O brasileiro é otário? O alto custo da nossa malandragem. Rio de Janeiro: Record, 2016.
  • Confissões de um ex‑libertário: Salvando o liberalismo dos liberais modernos. Rio de Janeiro: Record, 2018.

Como coautor[editar | editar código-fonte]

  • 2010: O Poder das Ideias - A vida, a obra e as lições de Ludwig von Mises.[carece de fontes?]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. BERLANZA, Lucas. «Série "Espiritualidade e Pensamento Liberal" - Rodrigo Constantino (Ateísmo/Agnosticismo)». Instituto Liberal. Consultado em 14 de novembro de 2016. Se não me falha a memória, foi com 16 ou 17 anos que me defini como ateu. 
  2. Messenberg, Débora (2017). «A direita que saiu do armário: a cosmovisão dos formadores de opinião dos manifestantes de direita brasileiros». Sociedade e Estado. 32 (3): 621–648. ISSN 0102-6992. doi:10.1590/s0102-69922017.3203004 
  3. a b Rodrigues (2018). «Uma revolução conservadora dos intelectuais (Brasil/2002–2016)». Política & Sociedade. 17 (39): 277–312. ISSN 2175-7984. doi:10.5007/2175-7984.2017v17n39p277 
  4. Camila Rocha (5 de fevereiro de 2019), 'Menos Marx, mais Mises': uma gênese da nova direita brasileira (2006-2018), doi:10.11606/T.8.2019.TDE-19092019-174426, Wikidata Q98074045 
  5. «Rodrigo Constantino, Autor em Instituto Millenium». Instituto Millenium. Cópia arquivada em 13 de janeiro de 2020 
  6. Fang, Lee. «Sphere of Influence: How American Libertarians Are Remaking Latin American Politics». The Intercept (em inglês). Consultado em 8 de novembro de 2020 
  7. LinkedIn (ed.). «Rodrigo Constantino». Consultado em 20 de novembro de 2013 [ligação inativa]
  8. «Rodrigo Constantino». Blogger. Google. Consultado em 10 de outubro de 2013 
  9. «Quem Somos». Instituto Millenium. Consultado em 10 de outubro de 2013. Arquivado do original em 11 de fevereiro de 2009 
  10. Nogueira, Paulo (19 de abril de 2012). Globo, ed. «Os novos trombones da direita». Época. Consultado em 20 de novembro de 2013 
  11. Graphus Capital (ed.). «Equipe». Consultado em 20 de novembro de 2013. Arquivado do original em 20 de fevereiro de 2014 
  12. «Rodrigo Constantino lança livro Privatize Já». Revista Voto. 15 de novembro de 2012. Consultado em 20 de novembro de 2013. Arquivado do original em 3 de dezembro de 2013 
  13. «Blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda». Rodrigo Constantino. Consultado em 18 de dezembro de 2016 
  14. Gabriela Ferigato (22 de julho de 2016). «Ex-"Veja", Rodrigo Constantino estreia como colunista na "IstoÉ"». Portal imprensa. Consultado em 31 de julho de 2016 
  15. «Rodrigo Constantino». IstoÉ. Consultado em 31 de julho de 2016 
  16. Constantino, Rodrigo (1 de agosto de 2013). «Texto inaugural – uma apresentação». Veja. Consultado em 20 de novembro de 2013 
  17. «O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A VEJA? ELA SUCUMBIU AO PT?». Rodrigo Constantino. 16 de dezembro de 2015. Consultado em 10 de abril de 2016. Arquivado do original em 11 de abril de 2017 
  18. Martins', 'Thays (4 de novembro de 2020). «Caso Mari Ferrer: o que se sabe sobre o processo que inocentou André Aranha». Brasil. Consultado em 5 de novembro de 2020 
  19. «Após opinião sobre caso Mariana Ferrer, Jovem Pan demite Rodrigo Constantino». ISTOÉ Independente. 4 de novembro de 2020. Consultado em 5 de novembro de 2020 
  20. «Constantino demitido: Record também desliga comentarista». www.uol.com.br. Consultado em 5 de novembro de 2020 
  21. «Constantino é demitido do jornal Correio do Povo e da Rádio Guaíba». www.correiobraziliense.com.br. Consultado em 6 de novembro de 2020 
  22. «Rodrigo Constantino volta à Jovem Pan, mas ficará por apenas 5 dias». tvefamosos.uol.com.br. Consultado em 6 de janeiro de 2021 
  23. «Rodrigo Constantino será homenageado com o Prêmio Libertas no XXII Fórum da Liberdade». IEE. 26 de março de 2009. Consultado em 10 de outubro de 2013. Arquivado do original em 15 de janeiro de 2014 
  24. https://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/2016/12/1797778-rodrigo-constantino-ataca-o-jeitinho-brasileiro-em-novo-livro.shtml

Ligações externas[editar | editar código-fonte]