Rodrigo Otávio Filho

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Rodrigo Otávio Filho Academia Brasileira de Letras
Nascimento 8 de dezembro de 1892
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro1908.gif Distrito Federal
Morte 20 de abril de 1969 (76 anos)
Rio de Janeiro, Guanabara Guanabara
Nacionalidade brasileiro

Rodrigo Otávio de Langgaard Meneses Filho[1] (Rio de Janeiro, 8 de dezembro de 1892 — Rio de Janeiro, 20 de abril de 1969) foi um advogado, poeta e escritor brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Rodrigo Otávio de Langgaard Meneses, também imortal da Academia Brasileira de Letras, e de Maria Rita Pederneiras de Langgaard Meneses, estudou no Colégio Pedro II (então nominado Ginásio Nacional) e no Colégio Alfredo Gomes – tradicionais da então capital do país.

Bacharel em letras (1909), formou-se em direito em 1914, exercendo a advocacia. Junto ao pai, fundou a Revista Jurídica, estreando na literatura no ano de 1922, com seu primeiro livro poético “Alameda Noturna”, filiado ao “penumbrismo” – que definia como sendo uma atitude, uma emoção – expressão criada por Ronald Couto. Foi colaborador em diversas publicações literárias e jornais, como o caso da revista Atlântida[2] (1915-1920).

Integrou o Instituto dos Advogados do Brasil , o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e o Clube dos Advogados. Delegado brasileiro no Conselho Interamericano das Câmaras de Comércio e Produção (em 1948 e 1950), participou de diversas entidades, como o PEN Clube do Brasil (como fundador), Sociedade Felipe D'Oliveira, Sociedade Brasileira de Geografia, etc. Era membro correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.[3]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Autor de numerosas conferências e ensaios, os principais livros de Rodrigo Otávio Filho são:

  • Alameda Nocturna – 1922;
  • Fundo da Gaveta – 1924;
  • O Poeta Mário Pederneiras – 1932;
  • A Vida Amorosa de Liszt – 1937;
  • Velhos Amigos – 1938;
  • Prudente de Morais - Sofrimento e Grandeza de um Governo – 1941;
  • Figuras do Império e da República – 1944;
  • Viagem a Barbacena – 1944;
  • Camilo, Homem de Vidro e de Pimenta – 1950;
  • Inglês de Sousa – 1955;
  • Política e Direito Internacional – 1955;
  • 'Mário Pederneiras, organização e antologia de poesia - coleção Nossos Clássicos – 1958;
  • Sincretismo e Transição: O Penumbrismo – ensaio em "A Literatura no Brasil", vol. III 1959;
  • O Infante D. Henrique – 1962;
  • Simbolismo e Penumbrismo – ensaio póstumo, 1970;
  • Espelho de Duas Faces - Presença de Portugal no Brasil – ensaio póstumo, 1972.

Lorbeerkranz.pngAcademia Brasileira de Letras[editar | editar código-fonte]

Segundo ocupante da cadeira 35, que tem por patrono Tavares Bastos, sucedendo ao próprio pai. Eleito em 10 de agosto de 1944, foi empossado em 19 de junho do ano seguinte, sendo recebido por Pedro Calmon. Presidiu a Academia em 1955.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Rodrigo Otávio
Lorbeerkranz.png ABL - segundo acadêmico da cadeira 35
1944 — 1969
Sucedido por
José Honório Rodrigues
Precedido por
Barbosa Lima Sobrinho
Presidente da Academia Brasileira de Letras
1955
Sucedido por
Peregrino Júnior


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