Rodrigo Pacheco

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Rodrigo Pacheco
Deputado Federal por Minas Gerais
Período 1º de fevereiro de 2015
até a atualidade
Dados pessoais
Nome completo Rodrigo Otavio Soares Pacheco
Nascimento 3 de novembro de 1976 (41 anos)
Porto Velho, RO, Brasil
Nacionalidade  Brasil
Progenitores Mãe: Marta Maria Soares Pacheco
Pai: Helio Cota Pacheco
Partido DEM
Profissão Advogado


Rodrigo Otavio Soares Pacheco (Porto Velho, 3 de novembro de 1976) é um advogado e político brasileiro. Filiado ao Democratas, é deputado federal por Minas Gerais e foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados do Brasil.[1][2]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Nasceu na capital de Rondônia, Porto Velho, em 1976, mas foi criado na cidade de Passos, Minas Gerais, para onde seus pais, Helio Cota Pacheco e Marta Maria Soares Pacheco, retornaram depois de seu nascimento.

Formação, atividade profissional e associativa[editar | editar código-fonte]

Em Passos, estudou na Escola Estadual Wenceslau Braz e no Colégio Imaculada Conceição. Ainda muito jovem, mudou-se para Belo Horizonte, onde continuou seus estudos e iniciou sua carreira.

Formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) no ano de 2000, especializou-se em direito penal econômico pelo Instituto Brasileiro de Ciências Econômicas Criminais (IBCCRIM), e atuou como advogado criminalista. Foi sócio do advogado Maurício de Oliveira Campos Junior num escritório várias vezes listado entre os mais admirados da área, que atuou em processos como os do Mensalão. Pacheco se desligou do escritório em 2016[3][4][5][6], foi defensor dativo da Justiça Federal, membro do Conselho de Criminologia e Política Criminal do Estado de Minas Gerais, auditor do Tribunal de Justiça Desportiva, além de professor universitário.

Na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Rodrigo Pacheco foi conselheiro seccional por dois mandatos e presidente da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas dos Advogados. Em 2012, foi eleito Conselheiro Federal da OAB por Minas Gerais, sendo o mais jovem advogado a integrar o Conselho, defendendo a atuação da Ordem no sentido de inibir a corrupção na política e promover eleições limpas[7]. No Conselho Federal, foi também presidente da Comissão Nacional de Apoio aos Advogados em Início de Carreira.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Foi eleito deputado federal em 2014, para a 55.ª legislatura (2015-2019), pelo PMDB, com 92.743 mil votos. Em seu primeiro mandato, passou a coordenar a bancada do PMDB, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde se tornou primeiro vice-presidente e depois presidente.

Votou no Processo de impeachment de Dilma Rousseff.[8] Em 2016, disputou a Prefeitura de Belo Horizonte, ficando em terceiro lugar com 118.772 votos. Foi favorável à PEC do Teto dos Gastos Públicos.[8]

Em 23 de março de 2017, foi eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados do Brasil, onde validou as assinaturas das "Dez Medidas Contra a Corrupção", reconhecendo que a proposta atendia os requisitos necessários para um projeto de iniciativa popular, o que permitiu com que tramitasse na Câmara. Em abril de 2017, votou na Reforma Trabalhista[8][9]. Presidiu a sessão na CCJ que recomendou a continuidade do processo contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva, no entanto, na votação em plenário, se absteve, justificando a abstenção com o fato de ter presidido a sessão e se baseando na imparcialidade.

Em 2017, Rodrigo Pacheco, exercendo a função de Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, articulou para que as duas denúncias por crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da justiça, apresentadas pela Procuradoria-Geral da República contra o Presidente Michel Temer, pertencente ao seu partido, qual seja, o PMDB, fossem rejeitadas/arquivadas. No Plenário da Câmara dos Deputados, Pacheco optou por se abster nas votações ocorridas em 02/08/2017 e 25/10/2017. [10]

Em 2018, deixando o atual MDB, filiou-se ao Democratas, como pré-candidato ao governo de Minas. Contudo, no meio do caminho, sua candidatura foi abortada. Assim, Pacheco se candidatou ao cargo de Senador da República por Minas Gerais, sendo eleito na primeira colocação.

Referências

  1. «Biografia de Rodrigo Pacheco no portal da Câmara dos Deputados». Gazeta do Povo. 11 de outubro de 2014. Consultado em 12 de agosto de 2015. 
  2. Alencastro, Catarina (23 de março de 2017). «Peemedebista Rodrigo Pacheco é eleito presidente da CCJ da Câmara». Jornal O Globo. Consultado em 5 de janeiro de 2018. 
  3. «Rodrigo Pacheco diz temer ditadura do judiciário». Correio do Vale do Rio Grande. 14 de fevereiro de 2014. Consultado em 8 de janeiro de 2018. 
  4. «Conheça os Deputados: Rodrigo Pacheco». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 8 de janeiro de 2018. 
  5. «Doutores dos Tribunais». Revista Encontro. 29 de agosto de 2011. Consultado em 8 de janeiro de 2018. 
  6. Marques, José (7 de julho de 2017). «Advogado, presidente da CCJ integra defesa de condenado no mensalão». Folha de S. Paulo. Consultado em 8 de janeiro de 2018. 
  7. «Choque de Ética». Folha da Manhã. 8 de fevereiro de 2014. Consultado em 8 de janeiro de 2018. 
  8. a b c «Título ainda não informado (favor adicionar)» 
  9. Redação (27 de abril de 2017). «Reforma trabalhista: como votaram os deputados». Consultado em 18 de setembro de 2017. 
  10. «Veja como cada deputado votou a segunda denúncia contra Temer». Valor Econômico 


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