Roménia

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România
Roménia / Romênia
Bandeira da Roménia
Brasão de armas da Roménia
Bandeira Brasão de armas
Lema: Nihil Sine Deo
Em latim: Nada Sem Deus
Hino nacional: Deșteaptă-te, Române!
Gentílico: Romeno(a)

Localização da

Localização da Roménia (em vermelho)
No continente europeu (em cinza)
Na União Europeia (em branco)
Capital Bucareste
44° 25' N 26° 6' E
Cidade mais populosa Bucareste
Língua oficial Romeno
Governo República semipresidencialista
 - Presidente Klaus Iohannis
 - Primeiro-ministro Victor Ponta
Formação  
 - Valáquia 1290 
 - Moldávia 1346 
 - Primeira unificação 1599 
 - Reunificação da Moldávia com a Valáquia 24 de janeiro de 1859 
 - Independência oficialmente reconhecida 13 de julho de 1878 
 - Unificação com a Transilvânia 1 de dezembro de 1918 
Entrada na UE 1 de janeiro de 2007
Área  
 - Total 238.391 km² (82.º)
 - Água (%) 3
 Fronteira Hungria, Ucrânia, Moldávia, Bulgária e Sérvia
População  
 - Estimativa de 2008 22.246.862 hab. (50.º)
 - Censo 2002 21.680.974 hab. 
 - Densidade 93 hab./km² (104.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2014
 - Total US$ 386,511 bilhões*[1]  
 - Per capita US$ 19 397[1]  
PIB (nominal) Estimativa de 2014
 - Total US$ 202,467 bilhões*[1]  
 - Per capita US$ 10 160[1]  
IDH (2013) 0,785 (54.º) – elevado[2]
Gini (2003) 31
Moeda Leu romeno (RON)
Fuso horário EET (UTC+2)
 - Verão (DST) EEST (UTC+3)
Cód. ISO ROU
Cód. Internet .ro
Cód. telef. +40
Website governamental gov.ro

Mapa da

Roménia (português europeu) ou Romênia (português brasileiro) (em romeno: România, pronunciado: [romɨˈni.a] ( ouvir)) é uma república unitária semipresidencialista localizada no centro-sudeste da Europa, no norte da Península dos Balcãs e na costa ocidental do Mar Negro. O país faz fronteira com Hungria, Sérvia, Ucrânia, Moldávia e Bulgária. Ele abrange um território de 238.391 quilômetros quadrados e tem um clima temperado-continental. Com 20,1 milhões de habitantes, é o sétimo membro mais populoso da União Europeia (UE). Sua capital e maior cidade, Bucareste, é a sexta maior cidade da UE.

A Roménia surge no interior dos territórios da antiga Dácia, uma província do Império Romano, assim como dos principados da Moldávia e Valáquia, formados em uma união pessoal em 1859. A nação conquistou a independência do Império Otomano em 1877 e, no final da Primeira Guerra Mundial, Transilvânia, Bucovina e Bessarábia uniram-se como o soberano Reino da Roménia. No final da Segunda Guerra Mundial, os territórios que hoje correspondem aproximadamente à Moldávia foram ocupados pela União Soviética e o país tornou-se uma república socialista e membro do Pacto de Varsóvia. Após a Revolução Romena de 1989, a nação começou uma transição para a democracia e a economia de mercado capitalista.

Desde então, os padrões de vida da população tem tido uma grande melhoria, e, atualmente, a Roménia é um país de renda média-alta com um alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). É membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) desde 2004 e faz parte da União Europeia desde 2007. Após um rápido crescimento econômico na década de 2000, o país tem uma economia predominantemente baseada em serviços e é um produtor e exportador de máquinas e de energia elétrica, com empresas como a Automobile Dacia e OMV Petrom. Cerca de 90% da população se identifica como praticantes da Ortodoxia Oriental e são falantes nativos do romeno, uma língua românica. Com uma rica história cultural, a Roménia tem sido o lar de artistas, músicos e inventores influentes e apresenta uma variedade de atrações turísticas. como o "Castelo do Drácula".

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome "Romênia" vem de "romeno", derivado da palavra latina romanus.[3] Sua origem deu-se em Roma ou mo Império Romano (Oriental), e enfatiza as origens do país como província do Império Romano. Na Antiguidade Tardia, o Império Romano era frequentemente chamado de Romania em latim. Alguns historiadores afirmam que o Império Bizantino medieval deveria ser chamado de Romania, mas esta ideia não foi aceite. O nome "Romania" também é usado para o grupo de terras europeias onde apareceram as línguas românicas.

História[editar | editar código-fonte]

Antiguidade e Idade Média[editar | editar código-fonte]

A província romana de Dácia (em vermelho).
O Castelo de Bran foi construído em 1212 e tornou-se conhecido por ser o Castelo de Drácula após ter sido casa de Vlad III, o Empalador.

A confederação tribal dos Getas foi encontrada por Dario na sua campanha nos Balcãs em 531 a.C..Os dácios foram derrotados pelo Império Romano no governo do imperador Trajano em duas campanhas que se estenderam de 101 a 107, e o centro do reino dos dácios tornou-se a província romana da Dácia.

As campanhas góticas e cárpicas nos Balcãs durante 231 - 275 forçaram o Império Romano a reorganizar uma nova província romana da Dácia ao sul do Danúbio, fazendo com que a antiga Dácia se tornasse o reino dos Godos até o final do século IV, quando foi incluído no Império Huno. Os Gépidas e os Avaros governaram a Transilvânia até o século VIII, quando os Búlgaros incluíram a Roménia ao seu império até o ano 1000. Os Pechenegues, os Cumanos e os Uzes também são mencionados por crónicas históricas no território da Roménia até a fundação dos principados valáquios da Valáquia por Basarab, e da Moldávia por Dragos durante o século XIV.

Na Idade Média, os romenos viveram em três principados distintos: Valáquia, Moldávia e Transilvânia.

A Valáquia e a Moldávia encontraram-se sob a suserania do Império Otomano nos séculos XV e XVI, respectivamente, com autonomia interna e breves períodos de independência, com a Moldávia perdendo seu território oriental da Bessarábia para o Império Russo em 1812, seu território setentrional de Bucovina para o Império Austríaco em 1775 e seu território sudeste de Bugeac para o Império Otomano.

A Transilvânia caiu sob controle da Hungria no século XII (desde 1300, a Hungria e a Transilvânia tornaram-se possessões da Casa de Anjou, de Habsburgo, e do Sacro Império Romano-Germânico), tornando-se um principado sob a suserania do Império Otomano em 1526, após a Batalha de Mohács.

Período contemporâneo[editar | editar código-fonte]

No final do século XIX, o Império Austríaco (desde 1867, Áustria-Hungria) incluiu a Transilvânia nas suas fronteiras. A Roménia moderna nasceu quando os principados da Moldávia e da Valáquia fundiram-se em 1859 e a sua independência foi ratificada pelos Grandes Poderes em 1877. Um Príncipe da Casa alemã de Hohenzollern-Sigmaringen recebeu a Coroa do Reino da Roménia, tornando-se Rei e chamava-se Carol I.

Após a Primeira Guerra Mundial (na qual a Roménia participou aliando-se às potências da Tríplice Entente), com a desintegração do Império Russo dos Romanov e do Império Austro-Húngaro dos Habsburgo, a Roménia viu a sua área de soberania duplicada com as aquisições da Transilvânia e da Bessarábia.

A Bessarábia, a Bucovina do Norte e a Bugeac foram incorporados pela União Soviética em 1940, compreendendo principalmente a actual República da Moldávia com a Bugeac e a Bucovina do Norte integradas na Ucrânia.

Após a Segunda Guerra Mundial, a Roménia tornou-se um estado comunista sob directo controlo económico e militar da U.R.S.S. até 1958. O governo ditatorial do presidente Nicolae Ceaușescu (1965-1989) foi derrubado com a Revolução Romena de 1989; muitos dos que derrubaram Ceausescu, na sua maioria sociais-democratas, integraram o governo eleito democraticamente até 1996, quando Emil Constantinescu foi eleito presidente por uma coligação de centro-direita. Em 2000, os social-democratas retornaram ao poder, com Ion Iliescu. As eleições de 13 de Dezembro de 2004 deram a vitória a Traian Băsescu, do liberal Partido Democrata através da coalizão de direita "Aliança da Justiça e Verdade".

Em 1 de Janeiro de 2007, a Roménia adere à União Europeia juntamente com a Bulgária.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Os Carpatos na Roménia são umas das maiores montanhas da Europa

Uma grande parte das fronteiras da Roménia com a Sérvia e a Bulgária seguem o curso do Danúbio. O Danúbio vai desaguar no mar Negro onde forma o Delta do Danúbio, juntamente com o rio Prut que serve de fronteira com a República da Moldávia. Os montes Cárpatos dominam a parte ocidental da Roménia, com picos de até 2.700 metros. O mais elevado, o Moldoveanu, atinge os 2.744 metros. As principais cidades são a capital, Bucareste, Brașov, Timișoara, Cluj-Napoca, Constanța, Craiova, Iași, Brăila e Galați.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Em 2002, os principais grupos étnicos eram os romenos (89,5%), húngaros (7,6%), ucranianos (0,3%), alemães (1,5%), russos (0,2%), turcos e tártaros (0,2%) e outros (0,4%). Minorias consideráveis de húngaros e descendentes alemães, principalmente na Transilvânia, também falam húngaro e alemão. Outros grupos étnicos incluem ciganos e nativos dos países vizinhos à Roménia. A língua oficial é o romeno, uma língua românica da subfamília itálica, da família dos idiomas indo-europeus.

Religiões[editar | editar código-fonte]

Catedral Greco-Católica Romena da Transfiguração de Cluj

Os principais grupos religiosos que compunham a população eram os ortodoxos (86,7%), católicos (4,7%), protestantes (4,2%) e membros da Igreja Greco-Católica Romena unida com Roma (0,9%). A maioria dos romenos é membro da Igreja Ortodoxa Romena, que é uma das igrejas do Cristianismo Ortodoxo Oriental.

O Catolicismo (tanto o católico romano como o católico romeno) e o Protestantismo também estão representados, principalmente nas áreas habitadas pela população mais próxima da influência ocidental.

Em Dobruja, a região situada na costa do Mar Negro, há uma pequena minoria muçulmana (de etnia turca e tártara), uma remanescente do governo otomano e de migrações da Crimeia.

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

A Roménia é uma república democrática. O poder legislativo do governo romeno consiste de duas câmaras, o Senat (Senado), que possui 137 membros (relativo a 2004), e a Camera Deputaților (Câmara dos Deputados), que possui 332 membros (relativo a 2004). Os membros de ambas as câmaras são escolhidos em eleições realizadas a cada quatro anos.

O presidente, chefe do poder executivo, também é eleito pelo voto popular, a cada cinco anos (até 2004 eram de quatro em quatro anos). O presidente nomeia o primeiro-ministro, que dirige o governo, cujos membros são por sua vez nomeados por ele. O governo é sujeito a um voto parlamentar de aprovação.

Forças Armadas[editar | editar código-fonte]

Militares romenos desfilando.

As forças armadas romenas consistem de um exército, uma marinha e uma força aérea, e são lideradas por seu comandante em chefe, o presidente, supervisionado pelo ministro da defesa.[4]

Nos últimos anos, as forças armadas tem se modernizado, especialmente devido a sua missão de combate no Afeganistão.[5] A força aérea opera MiG-21s e Mig-29s soviéticos atualizados, com suas fileiras sendo engrossados por novos F-16s, de fabricação americana, comprados de Portugal em outubro de 2013.[6] A marinha adquiriu novas fragatas Type 22 da marinha britânica.[7] Tropas romenas também participaram da fase de ocupação do Iraque. Eles retiraram suas tropas de lá em julho de 2009. A marinha do país ainda participou da intervenção militar na Líbia em 2011.[8]

Em dezembro de 2011, o senado romeno aprovou um acordo de cooperação militar com os Estados Unidos, como parte dos esforços para erguer um escudo de mísseis na Europa.[9]

Com um orçamento superior a € 1,78 bilhões de euros (2,5% do PIB), atualmente conta com mais de 73 350 militares em suas fileiras.[10]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Administrativamente a Roménia é dividida em 41 județe, ou distritos, e o município de Bucareste (București, em romeno) - no qual está a capital.

Os distritos estão assim divididos (por ordem alfabética):

Mapa administrativo da Romênia
Transilvânia está em verde, Valáquia em azul, a região da Moldávia em vermelho e Dobruja em azul

Economia[editar | editar código-fonte]

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Principais produtos exportados pela Roménia (em inglês).

Após o colapso do Bloco Soviético em 1989-91, a Roménia foi deixada com uma base industrial obsoleta e um padrão de capacidade industrial totalmente inadequado às necessidades da população. Em Fevereiro de 1997, a Roménia iniciou um grande programa de reformas estruturais e estabilização macroeconómica. Mas as reformas não mostravam clareza. Os programas de reestruturação incluíam liquidar grandes indústrias de energia intensiva e reformas importantes nos sectores financeiro e agrícola.A economia atrasada e instável da Roménia tem-se transformado numa economia com estabilidade macroeconómica com alto crescimento e baixo desemprego.

A Roménia alcançou um acordo com o FMI em Agosto para um empréstimo de US$ 547 milhões, mas a liberação da segunda parcela foi adiada em Outubro devido a exigências de empréstimo não-resolvidas do sector primário e diferenças sobre as despesas orçamentais. Bucareste evitou o não-pagamento das dívidas do meio do ano, mas teve que reduzir significantemente as reservas para tal; as reservas giravam em torno de 1,5 bilhão de dólares por ano em 1999.As prioridades do governo incluíam: obter um empréstimo renovado com o FMI, apertar as políticas fiscais, acelerar a privatização e reestruturar empresas não-lucrativas.

2002 e 2003 foram anos economicamente bem sucedidos, e actualmente o crescimento do PIB está previsto para ser de 4.5% ao ano. A economia cresceu 6,6% na primeira metade de 2004, e 7,0% (ano sobre ano) no segundo trimestre de 2004, marcando a maior taxa de crescimento na região. O salário bruto médio por mês na Roménia é de 1855, equivalendo a US$ 627 (maio de 2009).

O crescimento do PIB deve ficar por volta de 8% em 2004 e por volta de 6-7% em 2005. O desemprego na Roménia está nos 6,2% (2004), valor muito baixo se comparado a outros países europeus. A Roménia foi convidada pela União Europeia em dezembro de 1999 a iniciar as negociações de entrada. A sua adesão foi aprovada em 2005 junto com a Bulgária.

Apesar das nítidas melhorias, a Roménia ainda enfrenta vários problemas-chave: corrupção elevada em quase todos os níveis da sociedade, falta de transparência a respeito dos gastos públicos, falta de competitividade económica - especialmente no sector agrícola -, um certo grau de desemprego em áreas rurais e um ritmo lento de reformas no sector público da economia. A liberdade de imprensa geralmente é garantida, mas algumas pressões económicas e administrativas determinam que a mídia reflicta especialmente os aspectos positivos ou neutros da sociedade ao invés dos aspectos negativos ou críticas dirigidas ao governo. A Roménia recebeu em outubro de 2004 a muito desejada "economia de mercado funcional" pelos oficiais da UE, com algumas reservas - relacionadas especialmente aos aspectos mencionados acima.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O turismo na Romênia concentra-se em paisagens naturais e sua rica história, tendo também um contributo importante para a economia. Em 2006, o turismo doméstico e internacional compôs 4,8% do PIB e cerca de meio milhão de postos de trabalho (5,8% do emprego total).[11] Depois do comércio, o turismo é o ramo mais importante da indústria de serviços, principalmente devido seu desenvolvimento rápido e dinâmico.[12] De acordo com estimativas do Conselho Mundial de Viagens e Turismo, a Roménia ocupa a quarta posição entre os países em desenvolvimento na categoria de crescimento rápido do turismo, com um registro anual de potencial turístico de 8% entre 2007 e 2016.[13] O número de turistas aumentou de 4,8 milhões em 2002 para 6,6 milhões em 2004, atraindo investimentos de ES$ 400 milhões neste período.[14]

mais de 60% dos turistas estrangeiros vêm de países da União Europeia.[15] Cidades como Mangalia, Saturn, Venus, Neptun, Olimp e Mamaia estão entre as principais atrações no verão.[16] No inverno, estações de esqui no Vale Prahova e Poiana Brasov também são muito visitados.[17] [18] Por sua atmosfera medieval e castelos nas proximidades, muitas cidades da Transilvânia, como Sibiu, Brașov, Sighişoara, Cluj-Napoca e Târgu Mureș tornaram-se importantes atrações para os turistas. Recentemente desenvolveu-se um turismo rural que se centra na promoção do folclore e tradições do país.[19] Outros pontos de atração turística são as Igrejas do norte de Moldávia, o Castelo de Bran, as Igrejas de madeira na Transilvânia e o Cemitério alegre de Sapantza.[20] Há, ainda, atrações turísticas naturais, tais como o delta do Danúbio, os Portões de ferro, Scarisoara e cavernas nas montanhas de Apuseni.[21]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Mihai Eminescu, o poeta nacional da Romênia.

A Roménia tem uma cultura única, graças à sua evolução histórica e geográfica distinta..[22] É fundamentalmente definida como um ponto de encontro de três regiões: Central, Leste e Sudeste da Europa, mas pode ser realmente incluída em qualquer um deles.[23] A identidade romena é formada sobre um substrato de elementos Dacian e romano, com muitas outras influências.[24]

A cultura popular de espaço romeno opera principalmente como uma síntese de elementos emprestados de outras populações, que consiste na originalidade combinada de modo selecionado.[25] Na Antiguidade e na Idade Média, as influências mais importantes foram dos povos eslavos que migraram na Carpathian-Danúbio e foram formados na área - Bulgária, Sérvia, Ucrânia, Polônia e Rússia - os gregos de Bizâncio e, em seguida, sob a proteção turca, em Fener, o Império Otomano, os húngaros e os alemães que vivem na Transilvânia.[26] A cultura romena moderna se desenvolveu nos últimos 250 anos, sob uma forte influência das culturas da Europa Ocidental, especialmente da francesa e alemã.[27] [28] [29] Além disso, sob a influência bizantina e eslava, os romenos tornaram-se o único povo de origem latina de maioria cristãos ortodoxos.[30] [31]

O Humanismo apareceu no país no século XVIII, primeiramente na região da Moldávia.[32] O representante mais importante, Miron Costin, escreveu uma crônica sobre a história da Moldávia.[33] [34] Outros humanistas notáveis foram Dimitrie Cantemir e Constantin Brâncoveanu.[35] Os principais representantes do Iluminismo foram Gheorghe Asachi, Ioan Budai-Deleanu e Golescu.[36] A união dos principados romenos, em 1859, deu um grande impulso à sociedade e a cultura romena.[37] Foram fundadas universidades em Iasi e em Bucareste, e o número de instituições culturais e científicas aumentou significativamente a partir deste período.[38] [39] [40] Um grande impacto na literatura romena deu-se com a fundação da organização literária Junimea, fundada por um grupo de personalidades, entre os quais estava Titu Maiorescu, em 1863.[41] Ao mesmo tempo, Nicolae Grigorescu foi um dos fundadores da pintura romena moderna.[42]

A primeira metade do século XX é um momento importante para a cultura romena, que atingiu seu nível máximo de afirmação internacional em harmonia com as tendências culturais europeias.[43] O artista mais importante, que ocupava um lugar especial na história do mundo da arte à época, foi o escultor Constantin Brâncuşi, uma figura central do movimento artístico de vanguarda e um dos pioneiros da abstração, o inovador global em escultura pela imersão nas fontes primordiais de criação popular.[44] O início do século XX também foi um período importante para a prosa romena, com romancistas ativos, tais como Liviu Rebreanu, Sadoveanu e Camil Petrescu. No drama, Mihail Sebastian e Lucia Sturdza-Bulandra foram os atores mais representativos deste período.[37]

Após a Segunda Guerra Mundial, o regime comunista introduziu uma censura áspera na cultura, usando-a como um meio de controle e de subordinação das pessoas. A liberdade de expressão foi restringida constantemente de várias maneiras. Durante este período, as figuras mais representativas foram os escritores Marin Preda e Nicolae Breban, os poetas Nichita Stănescu e Marin Sorescu e os críticos literários Nicolae Manolescu e Eugen Simion.[45] Ainda durante o regime comunista, registrou-se uma grande diáspora de personalidades culturais e científicas, como George Palade (vencedor do Prêmio Nobel de Biologia), Mircea Eliade, o famoso historiador das religiões, Eugène Ionesco, o dramaturgo do absurdo e Emil Cioran.[29] Outros membros da diáspora foram Sergiu Celibidache e Ionel Perlea, maestros renomados.

Romênia Revolucionária
, de Constantin Daniel Rosenthal.

Música[editar | editar código-fonte]

A música romena inclui todas as criações de música desenvolvidas pelo romeno e os seus antepassados​​. Desde a Idade Média, a localização do país, na confluência de Oriente e Ocidente, causou uma diferenciação entre a música popular no primeiro Estado romeno, localizado nas influências ocidentais, enquanto os estados localizados no leste levavam a música com elementos bizantinos, eslavos e, mais tarde, turcos. Essas influências fizeram-se presentes tanto na música popular romena quanto na música erudita.[46]

Feriados oficiais[editar | editar código-fonte]

Data Nome romeno Nome em português Notas
1 de Janeiro Anul nou Dia de Ano Novo
Abril/Maio Paștele Páscoa O feriado oficial é a Páscoa Ortodoxa. Embora as festas durem três dias, só o Domingo e Segunda-feira de Páscoa são feriados.
1 de Maio Ziua muncii Dia do Trabalhador Dia Internacional do Trabalhador
Primeiro domingo de Maio Sărbătoarea mamei Dia da Mãe Lei Nr. 319 de 2010
Segundo domingo de Maio Sărbătoarea tatălui Dia do Pai Lei Nr. 319 de 2010
Maio/Junho Rusaliile Pentecostes O feriado oficial é a Pentecostes: Domingo e Segunda-feira
15 de Agosto Adormirea Maicii Domnului Assunção de Maria O feriado oficial é a Assunção de Maria
1 de Dezembro Ziua națională (Ziua unirii) Feriado Nacional (Dia da União) Celebra a união da Transilvânia com o Reino da Roménia, o acto fundador da Roménia moderna (1918)
25/26 de Dezembro Crăciunul Natal Tanto o dia de Natal como o dia seguinte são feriados.

Outras datas oficiais[editar | editar código-fonte]

Data Nome romeno Nome em português Notas
26 de Junho Ziua Tricolorului Dia da Bandeira
29 de Julho Ziua Imnului național Dia do Hino Nacional Data em que Deșteaptă-te, Române! foi pela primeira vez executado, em 1848 em Râmnicu Vâlcea
8 de Dezembro Ziua Constituției Dia da Constituição

Festas tradicionais[editar | editar código-fonte]

Data Nome Notas
1 de Março Mărțișorul Festival da Primavera

Referências

  1. a b c d Fundo Monetário Internacional (FMI): World Economic Outlook Database (Outubro de 2014). Visitado em 29 de outubro de 2014.
  2. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Human Development Report 2014 (em inglês) (24 de julho de 2014). Visitado em 2 de agosto de 2014.
  3. Român (em romeno) Dexonline. Visitado em 14 de agosto de 2015.
  4. Ministry of National Defense of Romania. Press conference. Press release. Página visitada em 31 de agosto de 2008.
  5. [1][ligação inativa]
  6. "Portugal vende 12 caças F-16 à Roménia por 78 milhões de euros". Página acessada em 7 de março de 2015.
  7. "Spartan Order", Aviation Week & Space Technology, 11 de dezembro de 2006.
  8. Traian Basescu: Romania va trimite fregata Regele Ferdinand cu 205 militari in Mediterana pentru operatiuni de blocare a oricarei nave suspecte ca transporta armament (em romeno) HotNews.ro. Visitado em 22 de março de 2011.
  9. Romania ratifies US missile shield agreement SpaceWar (6 de dezembrode 2012).
  10. "Romania Military Strength". Página acessada em 7 de março de 2015.
  11. Predefinição:Citat web
  12. Wall Street - Numărul turiștilor străini care vor alege România pentru vacanță va crește - Accesado em 5 de agosto de 2015
  13. WTTC spells out policy recommendations for Romania to tap travel and tourism potential (em inglês) WTTC. Visitado em 5 de agosto de 2015.
  14. Turismul a atras în 2005 investiții de 400 milioane de euro (em romeno) Gândul. Visitado em 5 de agosto de 2015.
  15. Business Point - Numărul turiștilor străini sosiți în România a crescut - Accesat la data de 27.02.2009
  16. Tan and fun at the Black Sea (em inglês) Unseen Romania. Visitado em 5 de agosto de 2015.
  17. ICI - Valea Prahovei - Accesado em 5 de agosto de 2015
  18. Ziare.com - Mii de turiști pe Valea Prahovei - Acessado em 5 de agosto de 2015
  19. Turismul renaște la țară.
  20. Bine ati venit pe site-ul de promovare a pensiunilor agroturistice din Romania (em romeno) Rural Tourism. Visitado em 5 de agosto de 2015.
  21. Horia C. Matei, Ion Nicolae, Silviu Neguț, Caterina Radu, Enciclopedia statelor lumii, ediția a VII-a, București, Editura Meronia, 2001 - ISBN 973-99451-5-6
  22. Observator Cultural - Dezbatere la Veneția despre o Românie între Orient și Occident -> „România – scrie autorul – se prezintă ca o împletire peste secole de culturi și confesiuni religioase diferite, un fel de sinteză, uneori armonioasă, alteori plină de conflicte, dintre Orient și Occidentul european, și datorită unor dificultăți de natură etnico-istorică și religioasă nesoluționate nici pînă astăzi și bine înrădăcinate pe teritoriul său.” - Alberto Castaldini
  23. Romania - Culture, Historical Background - Accesat la data de 08.03.2009
  24. Claudio Mutti - Mircea Eliade -> România, răscruce a Eurasiei - Accesat la data de 08.03.2009
  25. Oprea, Gheorghe (2002). Folclorul muzical românesc, Editora Muzicală, București. ISBN 973-42-0304-5
  26. Agriland - Prezentarea țării - Cultura - Accesat la data de 08.03.2009
  27. Ambasada României la Paris - Relațiile Culturale - Accesat la data de 08.03.2009
  28. Ambasada României la Berlin - Scurt istoric al relațiilor culturale - Accesat la data de 08.03.2009
  29. a b ICI - Aspecte culturale - Scurtă istorie - Accesat la data de 08.03.2009
  30. Ministerul Culturii și Cultelor - Biserica Ortodoxă Română - Accesat la data de 08.03.2009
  31. Academia Română - Ziua internațională a latinității - Accesat la data de 08.03.2009
  32. Universitatea Ovidius din Constanța - Studii românești în Polonia, Florentina Nicolae - Accesat la data de 08.03.2009
  33. Creștin Ortodox.ro - Miron Costin - Accesat la data de 09.03.2009
  34. Filosofie Românească - Miron Costin - Autorul celui dintâi poem filosofic din cultura română - Mona Mamulea - Accesat la data de 09.03.2009
  35. Ziua - Dimitrie Cantemir, eruditul carturar - Accesat la data de 09.03.2009
  36. George Călinescu, História da literatura romena, Editora Minerva, Bucarește, 1981.
  37. a b Rest Romania - Istoria Culturii Române - Accesat la data de 09.03.2009
  38. Universitatea din Iași - Despre Universitatea „Alexandru Ioan Cuza” - Accesat la data de 09.03.2009
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