Ronaldo Bôscoli

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde janeiro de 2019). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Ronaldo Bôscoli
Ronaldo Bôscoli e Elis Regina em 1970
Informação geral
Nome completo Ronaldo Fernando Esquerdo e Bôscoli
Também conhecido(a) como Véio
Nascimento 28 de outubro de 1928
Origem Rio de Janeiro, Distrito Federal,  Brasil
Morte 18 de novembro de 1994 (66 anos)
Gênero(s) bossa nova
Período em atividade 1957-1994
Outras ocupações compositor, jornalista
Afiliação(ões) Nara Leão, Maysa, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Luís Carlos Miele, Elis Regina

Ronaldo Fernando Esquerdo e Bôscoli (Rio de Janeiro, 28 de outubro de 192818 de novembro de 1994) foi um compositor, produtor musical e jornalista brasileiro.[1]

Nascido numa família de artistas, é bisneto da compositora Chiquinha Gonzaga e primo do ator Jardel Filho, e teve como primeira profissão (em 1951) o trabalho num jornal, Diário da Noite, como jornalista esportivo, período limitado à juventude. Época que iniciou amizade com Vinicius de Moraes, que já havia jogado o seu charme para sua irmã, Lila, com quem se casaria tempos depois.

Amigo de vários músicos e artistas e disposto a trocar as redações pela noite carioca. Em 1957 escreveu sua primeira letra, "Sente", musicada por Chico Feitosa e interpretada por Norma Benguell no mesmo ano. Nesta época, reunia-se no apartamento de Nara Leão, de quem era namorado. Traiu Nara com a cantora Maysa Monjardim, ex-Matarazzo. Nara não perdoou o namorado nem a amiga e se afastou dos dois.

Compunha com outros artistas as canções que ficariam conhecidas como estilo bossa nova. Um dos grandes nomes do movimento, compôs, com Roberto Menescal, as célebres "O Barquinho", "Nós e o Mar", "Telefone" e "Balançamba". Escreveu com Carlos Lyra duas canções – "Lobo Bobo" e "Saudade Fez Um Samba" – para o histórico disco "Chega de Saudade", de João Gilberto, lançado em 1959.[2] Com Luís Carlos Miele produziu diversos espetáculos, entre eles o primeiro pocket-show (expressão criada por ele), apresentado no Little Club: Odete Lara com Sergio Mendes e Conjunto. Organizou e dirigiu dezenas de shows em boates no lendário Beco das Garrafas, onde ganhou o apelido de "O Véio", não só por ser mais velho que a turma de artistas, mas pelo jeito ranzinza e reacionário.

Participou do programa televisivo de "O Fino da Bossa", apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues. Casou-se com Elis Regina em 1967.[3]

Ainda ao lado de Miele, trabalhou como produtor musical durante 24 anos, tendo produzido os espetáculos de Roberto Carlos, e na Rede Globo originando programas como "Brasil Pandeiro" (com Beth Faria), "Alerta Geral" (com Alcione) e "Brasil 78 e 79"[4][5] (com Bibi Ferreira).[6]

É pai do produtor musical João Marcelo Bôscoli, filho que teve com Elis Regina.

Na década de 1980, seguiu escrevendo programas para a TV Globo e produzindo o show anual de Roberto Carlos, mas deixou de ter a mesma influência no cenário musical.

Lutou contra o câncer de próstata até morrer, em 1994.

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Troféu APCA[editar | editar código-fonte]

Ano Categoria Indicação Resultado
1973 Melhor Produtor de TV Miele & Bôscoli Venceu

Referências

  1. «Ronaldo Bôscoli, cafajeste e sedutor». Jornal do Comércio. 23 de novembro de 2011. Consultado em 12 de setembro de 2018 
  2. Luiz fernando Vianna (11 de novembro de 2011). «Biografia retrata faces do ferino e às vezes generoso Ronaldo Bôscoli». O Globo. Consultado em 12 de setembro de 2018 
  3. «Ronaldo Bôscoli». Cravo Albim 
  4. Brasil 78 Memoria Globo
  5. 79 Memoria Globo
  6. Denilson Monteiro (2011). A bossa do lobo. [S.l.]: Leya 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre músico é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.