Rosa de Viterbo

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Santa Rosa de Viterbo
Santa Rosa da Viterbo, em quadro de D. Teresa de Saldanha.
Nascimento 9 de julho de 1233 em Viterbo, Itália
Morte 6 de março de 1252 (18 anos) em Viterbo, Itália
Veneração por Igreja Católica
Canonização 1457 por Papa Calisto III
Festa litúrgica 4 de setembro
Padroeira Exilados e da cidade de Viterbo
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Disambig grey.svg Nota: Se procura a cidade no estado de São Paulo, veja Santa Rosa de Viterbo.

Santa Rosa da Viterbo OFS (Viterbo, 9 de julho de 12336 de Março de 1252) é uma santa venerada na Igreja Católica. Virgem da Terceira Ordem Franciscana, canonizada pelo Papa Calisto III em 1457. É a santa padroeira da Juventude Franciscana.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em uma família humilde de Viterbo, em Itália.

Afirmam seus biógrafos que desde tenra idade já manifestava experiências místicas. Viveu asceticamente e se impunha severas penitências.

Durante a disputa entre o Papa Inocêncio IV e o Imperador Frederico II da Germânia mostrou-se aguerrida defensora da Igreja.

Santa Rosa viveu na primeira metade do século XIII, em uma época de grande confrontos, de um lado surgia São Francisco de Assis, o irmão menor de todos, de outro o imperador Frederico II, o grande estadista, que governava com mão-de-ferro. Há um guerra de poderes, em um extremo o poder Espiritual, a Igreja, e de outro o mundo, o Imperador.

Não sabe-se muito bem o ano que Rosa, nasceu, alguns biógrafos situam em 1234 ou 1235. Mais, provável que tenha nascido em 1236, deduzindo-se, pois, morreu em 1252 com 18 anos incompletos. Seus pais trabalhavam em um mosteiro de Clarissas perto de sua casa, chamado São Damião. Desde cedo Rosa recebeu influência da espiritualidade Francisclariana em sua vida.

A medida que ela crescia, aumentava as suas orações. Muitas vezes passava longas horas da noite em contemplação. Durante o dia procurava os lugares onde poderia ficar em silêncio e entregar-se a oração. No dia 23 de julho de 1247, foi atacada por uma forte febre. Na sua cama de repente ajoelho-se e balbuciou o nome de Maria, ficou ali por um longo tempo, então levantou e sorriu, estava sem febre. Contou então que a Virgem lhe apareceu e lhe confiara uma missão: visitar as igrejas de São João Batista, Santa Maria do Oiteiro e São Francisco. E depois da Missa fosse pedir sua admissão na Ordem da Penitência de São Francisco - hoje chamada de Ordem Franciscana Secular.

Nesse ano a cidade de Viterbo, fiel ao Papa, caiu nas mãos do imperador Frederico II. A cidade estava nas mãos do hereges, negavam a autoridade do Papa, e o poder do Sacerdote de perdoar os pecados e consagrar. Então em oração Rosa teve uma visão do crucificado e seu coração ardeu em chamas. Rosa não se conteve, saiu pelas ruas para pregar com um crucifixo nas mãos. A notícia correu toda cidade, muitos sentiram-se estimulados na fé, e vários hereges se converteram, confundia até os mais preparados.

Devido a sua pregação diária, Rosa representava uma ameaça para as autoridades da cidade, então em 1250 o prefeito assinou uma ordem, condenando Rosa ao exílio, afirmando que ela ocasionava revolta entre o povo.

Rosa e seus pais foram morar em Soriano onde sua fama já havia chegado. Nessa cidade Rosa se tornou uma verdadeira apostola, onde pregava o Evangelho a todos nas praças. Na noite de 4 para 5 de dezembro, Rosa recebeu a visita de um anjo, que lhe revelou que o imperador morreria dentro de poucos dias. No dia 13 de dezembro o imperador Frederico II, faleceu.

Com a morte de Frederico II, o poder dos hereges enfraqueceu e Rosa pode retornar a Viterbo, no início de 1252. Toda região vivia em paz. Rosa humildemente pode compreender que Deus a fizera "instrumento de sua paz".

No dia 06 de março de 1252, "sem agonia", Deus a chamou, e a "santinha" morreu...

Canonização e Devoção[editar | editar código-fonte]

La macchina de Santa Rosa, em Viterbo.

No dia 25 de novembro de 1252 o Papa Inocêncio IV, por sua Bula "Sic In Sanctis", mandou instaurar oficialmente o processo de canonização de Rosa.

O Papa Inocêncio IV mandou exumar o corpo de Rosa no dia 04 de setembro de 1257, e para a surpresa de todos, o corpo foi encontrado intacto, quase como se ela estivesse viva. Nessa altura foi transladada para o Mosteiro das Clarissas, chamado depois disso, Mosteiro de Santa Rosa.

Depois dessa cerimônia a Santa foi "canonizada" pelo povo.

O Papa Eugênio IV, e principalmente Calixto III, mandaram continuar os trabalhos do Processo de Canonização. Em 1457 o processo ficou pronto, mas Calixto III, morreu, sem que chegasse a promulgar o decreto de canonização. Curiosamente, a canonização de Rosa ficou nisso. Nunca foi oficialmente oficializada. Mas também nunca foi negada pelo Papa e pela Igreja. Podemos dizer que ela, desde o momento de sua morte, foi canonizada pelo povo.

Foi integrada ao martiriológio romano mesmo não tendo chegado a termo ser processo de canonização.

Seu corpo, incorrupto e flexível, está na Igreja de Santa Maria del Poggio, de onde todos os anos na data de 4 de Setembro é carregado em procissão pelas ruas de Viterbo pelos chamados Facchini di Santa Rosa num espetáculo monumental.

Em setembro de 1929, o Papa Pio XI, declarou Santa Rosa de Viterbo a padroeira da Juventude Feminina da Ação Católica Italiana. Desde o início da história da Jufra do Brasil, escolheu-se Santa Rosa de Viterbo como sua padroeira. A Padroeira dos jovens franciscanos seculares.

Santa Rosa de Viterbo foi escolhida para ser a padroeira da Jufra do Brasil, sua festa liturgica é dia 06 de março, o dia de sua morte, mas também pode ser comemorada no dia 04 de setembro, dia do seu translado para o mosteiro de Clarissas de Santa Rosa de Viterbo. No dia da festa de Santa Rosa, a Jufra do Brasil, comemora o DNJUFRA (Dia Nacional da Jufra).

Neste ano o dia Nacional da Jufra, no estado de São Paulo foi comemorado no dia 04 de setembro.

A mensagem de Santa Rosa consistia em conversão, mudança de vida, fidelidade ao Evangelho e a Igreja, amor e paz.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BEAUFAYS, P. Ignace (O.F.M). Sante Rose de Viterbe: Propagandiste de L’A.C.. Bruxelles, Ed, du Chant D’Oiseau, 1937.
  • PLENS, Frei Urbano. Santa Rosa de Viterbo. Cadernos Franciscanos: ano VI, n. 1, fascículo 29. Belo Horizonte, 1980.
  • Clarisse del Monastero di Santa Rosa. Santuario di Santa Rosa. Viterbo, s.d.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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