Rubens Moraes Sarmento

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Moraes Sarmento
moraes_sarmento4.jpg
Moraes Sarmento
Nome completo Rubens Moraes Sarmento
Nascimento 14 de dezembro de 1922
Campinas, São Paulo
Morte 22 de março de 1998 (75 anos)
São Paulo, São Paulo
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Cônjuge Wilma
Ocupação radialista e apresentador
Principais trabalhos Viola Minha Viola
Prémios Medalha do Instituto de História e Geografia, Comenda Marechal Rondon, Consul Magalhães, Cidadão Paulistano

Rubens Moraes Sarmento (Campinas, 14 de dezembro de 1922 - São Paulo, 22 de março de 1998) foi um radialista e apresentador brasileiro.[1][2][3]

História[editar | editar código-fonte]

Início de Carreira

Começou a sua atividade no rádio com 15 anos, patrocinado pelo também radialista Roberto Corte Real. Trabalhou na Rádio Educadora Campinas, Rádio Cultura em São Paulo, esteve também na Rádio Cosmos, Rádio Tupi, Rádio Bandeirantes, Rádio São Paulo, TV Bandeirantes, TV Record, TV Cultura e Rádio Capital.[4]

Foi o fundador da "Federação das Escolas de São Paulo".

Rádio Bandeirantes

Em 1958, ingressou na Rádio Bandeirantes na qual, apresentou por 22 anos, até 1980, o "Programa Moraes Sarmanto" dedicado a música popular brasileira. Em 1966, em seu programa na Rádio Bandeirantes entregou ao cantor Vicente Celestino um disco de ouro pesando meio quilo. Na homenagem compareceram Orlando Silva, Carlos Galhardo, Gilberto Alves, Osny Silva, Cyro Monteiro e Elizeth Cardoso, nomes que costumevam prestigiar seu programa. Foi presidente da Federação das Escolas de Samba de São Paulo e organizou um desfile no Vale do Anhangabaú que obteve tanto sucesso que motivou o prefeito da capital paulista Faria Lima, em 1967, a oficializar o desfile no carnaval de São Paulo.[5]

A partir de 1980, passou a apresentar, na Rádio Bandeirantes de São Paulo, o programa "A Bandeirantes viaja com você - Saudades da minha terra", levado ao ar diariamente das 4 às 5 horas da manhã, dedicado a operários e caminhoneiros e divulgando músicas sertanejas. O nome do programa foi inspirado na clássica toada "Saudade da minha terra", de Goiá e Belmonte e lançada pela dupla Belmonte e Amaraí. Ainda na Rádio Bandeirantes, apresentou por 22 anos, no horário noturno, o programa "Almoço à brasileira", com grande audiência, destinado exclusivamenbte ao samba.

Tv Cultura

Apresentou de 1980 a 1991 o programa Viola Minha Viola primeiramente em parceria com Nonô Basilio , depois com Inezita Barroso, na TV Cultura foi um grande sucesso, principalmente por suas viagens por todo o interior.

Moraes Sarmento esteve no ar por 60 anos ininterruptos. Casado com Dona Wilma, teve uma filha, Marisa, netos e bisnetos. Faleceu em São Paulo, cercado por seus familiares e amigos.[4][6] Uma expressão utilizada até hoje, por aqueles que o acompanharam  pelo rádio é esta: "1900 e Moraes Sarmento", em alusão ao longo tempo de carreira do saudoso radialista.

Rádio Capital

seu programa nos últimos anos era levado ao ar pela Rádio Capital das 21 às 24 horas aos sábados em São Paulo e pela Rádio Piratininga em São José dos Campos [7]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Radialista , locutor e apresentador de TV. Considerado uma das referências da radiofonia paulistana na preservação de música tradicional. Recebeu diferentes homenagens sendo cidadão honorário das cidades de Atibaia, Brotas, Osasco, Tatuí, Torrinha e São Paulo, todas no Estado de São Paulo, além de Ouro Fino, em Minas Gerais. Por seu trabalho em defesa da fauna e da flora do Brasil foi condecorado com a Comenda e Medalha marechal Rondon e Couto de Magalhães da Sociedade Geográfica Brasileira. Também travou intensa batalha pela preservação das bandas de música, despertando a atenção de inúmeros prefeitos de cidades do interior paulista incentivando-os na construção de coretos em praças públicas. Foi presidente da Associação de Amparo aos Animais, em cuja gestão constriu-se a sede da entidade. Recebeu por duas vezes o Troféu Roquette Pinto. Recebeu também o Prêmio Governador do Estado pelo melhor programa de música brasileira e preservação da memória musical do país. Em 1987, foi homenageado pela Escola de Samba Mocidade Alegre, da qual foi enredo, sendo essa considerada por ele mesmo como a maior homenagem que recebeu. Na ocasião desfilou em carro aberto pela escola de samba. Foi fundador da Lira Musical Pedro Salgado, homenagem ao compositor Pedro Salgado.

Frases Célebres[editar | editar código-fonte]

  • " Vou batendo a minha rica plumagem", a qual era dita no momento de sua despedida;
  • - "Carregue a cruz com classe";
  • " 1900 e Moraes Sarmento " em alusão ao seu tempo de carreira
  • " Aquele abraço " , usado sempre em despedida

Notas e Referências

  1. «Moraes Sarmento - Net Saber Biografias». www.netsaber.com.br 
  2. «Memorial da fama». www.memorialdafama.com 
  3. «Moraes Sarmento, radialista - Tribuna Livre». www.samba- 
  4. a b «Perfil Moraes Sarmento - Museu da Televisão Brasileira». www.microfone.jor.br 
  5. «dicionariompb.com.br/moraes-sarmento». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 21 de outubro de 2017 
  6. «Bastidores do Rádio». www.bastidoresdoradio.com 
  7. «UOL - Brasil Online - Radialista Moraes Sarmento morre aos 75 anos em SP 22/03/98 21h53». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 21 de outubro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.