Rubens de Azevedo

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Rubens de Azevedo

Rubens de Azevedo (Fortaleza, 30 de outubro de 1921 — Fortaleza, 17 de janeiro de 2008)[1] foi um astrônomo e escritor brasileiro.

Era filho do pintor Otacílio de Azevedo e da poetisa Teresa Almeida de Azevedo, além de irmão do historiador Miguel Ângelo de Azevedo.[2] Foi casado com a escritora Jandira Carvalho.[1]

Foi o criador, em 1947 da primeira associação amadora de astronomia do Brasil, a Sociedade Brasileira dos Amigos da Astronomia (SBAA)[3], e em 1948 foi o fundador do primeiro observatório popular brasileiro, o Observatório Popular Flammarion, e também, da Sociedade Brasileira de Selenografia, em São Paulo.

Foi professor assistente de Astronomia e Astronáutica da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba e professor de Geografia Astronômica na Universidade Estadual do Ceará e membro do Instituto do Ceará.

Trabalhos[editar | editar código-fonte]

Grande estudioso da Lua, no ano de 1948 desenhou o primeiro mapa lunar brasileiro, com 80 cm, que se encontra exposto no Museu de Astronomia e Ciências Afins, Museu do Eclipse, em Sobral. É autor de vários livros sobre astronomia e artes.[4]

Colaborou também com vários artigos em outros livros e revistas como Atlas Geográfico Melhoramentos, Pequeno Atlas Geográfico Melhoramentos, Novo Dicionário Brasileiro Melhoramentos, A Geologia Aplicada à Selenografia (In Revista a Escola de Minas - Ouro Preto, MG - Vol. 31, nº 6), entre outros. Participou de vários encontros, congressos e simpósios sobre Educação, Pedagogia, Geografia, Astronáutica e Astronomia no nordeste, no sul do país, e até em outros países como a Argentina.

Recebeu várias condecorações, presidiu e foi membro de várias instituições além da SBAA, como o Instituto Histórico e Antropológico do Ceará, do qual foi presidente. Foi membro do Instituto de Genealogia e Heráldica da Paraíba, membro da União Brasileira de Escritores (seção Amazonas), diretor da Casa de Cultura Raimundo Sela, diretor do Observatório da Paraíba e presidente da União Brasileira de Astronomia (UBA). Foi também professor e coordenador do curso de Licenciatura em Geografia da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e idealizador da criação de um Planetário para Fortaleza, idéia esta que culminou com criação do planetário que leva o seu nome no Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura.

Descobriu um fenômeno lunar transitório na Cratera Aristarco, que foi confirmado pelo astronauta Edwin Aldrin quando em órbita lunar.

Rubens faleceu em 2002, vítima do Mal de Parkinson.[1]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Dá nome ao planetário do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.[5]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Uma viagem sideral[4]
  • O Desenho sem Mestre[4]
  • Selene, a lua ao alcance de todos[4]
  • Lua, degrau para o infinito
  • No mundo da Estelândia
  • Na era da Astronáutica[4]
  • Lenda feita de pedra
  • Bandeira Nacional
  • O Homem descobre o mundo[4]
  • Temas Astronômicos - volume II

Referências

  1. a b c Portal História do Ceará (30 de junho de 2002). «Fato Histórico relevante para o Ceará». Consultado em 30 de novembro de 2017. 
  2. Edwirges Nogueira (28 de março de 2017). «Exposição em Fortaleza reúne raridades do Arquivo Nirez». Consultado em 30 de novembro de 2017. 
  3. O Povo (11 de fevereiro de 2017). «Setenta anos da Sociedade Brasileira dos Amigos da Astronomia». Consultado em 30 de novembro de 2017. 
  4. a b c d e f «Rubens de Azevedo morre aos 86 anos». Consultado em 30 de novembro de 2017. 
  5. O Povo (1 de junho de 2017). «Dez cearenses disputam vaga para representar o Brasil em olimpíadas internacionais de Astronomia». Consultado em 30 de novembro de 2017. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]