Rui Costa (político)

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Rui Costa
51° Governador da Bahia
Período 1 de janeiro de 2015
em exercício
Vice-governador João Leão
Antecessor Jaques Wagner
Secretário da Casa Civil da Bahia
Período 5 de janeiro de 2012
até 1 de abril de 2014
Governador Jaques Wagner
Antecessor Eva Chiavon
Sucessor Bruno Dauster
Deputado federal pela Bahia
Período 1 de fevereiro de 2011
até 1 de janeiro de 2015
Secretário de Relações Institucionais da Bahia
Período 15 de janeiro de 2007
até 1 de janeiro de 2011
Governador Jaques Wagner
Sucessor Emilson Piau
Vereador de Salvador
Período 1 de janeiro de 2001
até 1 de janeiro de 2009
Dados pessoais
Nome completo Rui Costa dos Santos
Nascimento 18 de janeiro de 1963 (56 anos)
Salvador, BA
Progenitores Mãe: Maria Luzia Costa dos Santos
Pai: Clóvis dos Santos
Partido PT (1982-presente)
Religião Católico Romano
Profissão Economista
linkWP:PPO#Brasil

Rui Costa dos Santos (Salvador, 18 de janeiro de 1963) é um economista e político brasileiro. Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), é o atual governador do estado da Bahia.

Biografia

Filho do metalúrgico Clóvis dos Santos e de Maria Luzia Costa dos Santos, ambos falecidos, Rui Costa é natural de Salvador, na Bahia.[1]

Durante a adolescência, cursou parte da educação básica na escola Luiz Tarquínio, no bairro da Boa Viagem, e realizou um curso de instrumentação industrial na Escola Técnica Federal (atual IFBA) da Bahia. Durante a mocidade, chegou a ingressar no curso de Ciências Sociais da Universidade Federal da Bahia (UFBA) mas não chegou a se formar. Ao invés disso, graduou-se em Economia pela mesma universidade.[1]

Aos 22 anos, iniciou sua carreira profissional trabalhando no Polo Petroquímico de Camaçari, onde teve seu primeiro contato com as atividades sindicais chegando a se tornar, mais tarde, diretor do Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia, entre os anos de 1984 e 2000, e diretor da Confederação Nacional dos Químicos, entre 1992 e 1998.[2]

Antes de ingressar na vida pública, Rui Costa chegou a trabalhar como técnico de instrumentação, desenhista projetista e projetista industrial nas empresas Copene Petroquímica do Nordeste, em Camaçari, Promon Engenharia e Natron Consultoria e Projetos, ambas em Salvador, e na Terra Passos Projetos, no município de Candeias.[1][2]

Além disso, Rui Costa é casado com a enfermeira Aline Peixoto e tem quatro filhos: Aline, Caio, Marina e Malu.[1][3]

Trajetória política

Rui Costa iniciou sua trajetória política no decorrer da década de 1980, quando participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia, ao lado do ex-governador do estado Jacques Wagner.[1]

Em 2000, foi eleito pela primeira como vereador de Salvador, conseguindo reeleger-se ao cargo no ano de 2004. Em 2007, durante seu segundo mandato na Câmara Municipal, interrompeu suas atividades para assumir a Secretaria de Relações Institucionais (SERIN) da Bahia a convite do então governador Jacques Wagner, onde permaneceu até 2010.[1][2] Durante o período em que permaneceu na SERIN, desenvolveu um novo modelo de integração entre o executivo e o legislativo estaduais com entes federativos e movimentos sociais. A iniciativa foi reforçada com o lançamento do Sistema de Relacionamento Institucional (SRI), projetado para agilizar o andamento de pleitos e uniformizar o atendimento.[4]

Nas eleições de 2010, Rui Costa concorreu ao cargo de deputado federal pelo PT e conseguiu ser eleito para a 54.ª legislatura com a soma de 212.157 votos.[1] Já na câmara dos deputados, atuou como membro titular das comissões permanentes de Defesa do Consumidor e de Finanças e Tributação. Além disso, também integrou a comissão especial de Segurança Pública e Combate ao Crime organizado (CSPCCO) e foi o relator do projeto de lei (PL) 7579 de 2010 que criou cargos na carreira de diplomata.[1][2]

Entre janeiro de 2012 e abril de 2014, licenciou-se da câmara para assumir como Secretário de Estado da Casa Civil da Bahia no segundo mandato de Jacques Wagner.[2] Durante o período em que permaneceu na Casa Civil, empenhou-se nas áreas de infraestrutura e logística, além de trabalhar em parceria com o governo federal para garantir a ampliação de políticas sociais na Bahia, como os programas de assistência Água para Todos, Luz para Todos e Minha Casa, Minha Vida.[1]

Nas eleições de 2014,[5] Rui Costa candidatou-se ao governo da Bahia pelo PT, contando com o apoio do ex-governador Jacques Wagner, do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e da então presidente da República Dilma Rousseff, à época candidata a reeleição.[6] Ainda no primeiro turno, Rui Costa foi eleito com 54,53% dos votos válidos, derrotando seu principal adversário Paulo Souto do Democratas (DEM), com 37,39% dos votos,[7] e Lídice da Mata, candidata do Partido Socialista Brasileiro (PSB), com 6,62% dos votos.[8]

Nas eleições de 2018 na Bahia, Rui Costa foi novamente eleito governador do estado no primeiro turno com 75,71% dos votos válidos, derrotando José Ronaldo de Carvalho do Democratas (DEM).[9]

Controvérsias

Investigações sobre sua campanha eleitoral

Em 4 de outubro de 2016, a Polícia Federal realizou uma investigação de um esquema de financiamento ilegal de campanhas políticas na Bahia chamada Operação Hidra de Lerna, e que investigou a campanha eleitoral de Rui Costa ao governo do estado. A operação derivou de três colaborações de investigados na Operação Acrônimo, já homologadas pela justiça e em contínuo processo de validação pela Polícia Federal, e que tinha como origem dois novos inquéritos do Superior Tribunal de Justiça (STJ).[10]

Presença da PM em evento com Bolsonaro

Em 23 de julho de 2019, o Presidente Jair Bolsonaro foi a um evento no município de Vitória da Conquista na Bahia com o objetivo de inaugurar um novo aeroporto no município. Antes de chegar, o Presidente escreveu em uma rede social: "- Estou de partida para Vitória da Conquista para inauguração de aeroporto. Lamentável a decisão do governador da Bahia que não autorizou a presença da Polícia Militar para a nossa segurança. Pior ainda, passou a responsabilidade de tal negativa ao seu Comandante Geral."[11] O governador disse que não permitiu a presença da Policia Militar porque ela é uma força estadual e não federal, o porta-voz da presidência rebateu sua fala e afirmou que o decreto que trata da segurança presidencial prevê também o uso das forças de segurança estaduais em eventos locais que envolvam o presidente.[12] O acontecimento ocorreu em meio a criticas do Presidente em quanto aos governadores nordestinos e muitos especularam que o ocorrido foi um ato de retaliação por parte do Governador Rui Costa.[13]

Referências

Bibliografia


Precedido por
Jaques Wagner
Governador da Bahia
2015 — presente
Sucedido por
-