Rui Faleiro

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Rui Faleiro
Nome nativo Rui Faleiro
Nascimento Século XV
Covilhã
Morte Século XVI
Cidadania Portugal
Ocupação astrónomo, astrólogo

Rui Faleiro (Covilhã, fins do século XV) foi um cosmógrafo português do século XVI, que foi um dos mais ilustres sábios do seu tempo.[1] Profundo conhecedor de astronomia, cartografia e astrologia, foi o principal organizador da viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães em Sevilha.

Biografia[editar | editar código-fonte]

À época era essencial o conhecimento da longitude em alto-mar, que completava os métodos já em uso para determinar a latitude, o que permitia maior precisão na localização das naus nos oceanos. Rui Faleiro, que serviu os reis D. João II e D. Manuel I, foi ele o primeiro que encontrou o método para determinar com exactidão a latitude e a longitude no mar[1] e o grande artífice da avaliação da longitude a partir do lugar de observador, constituindo-se no primeiro a definir esse método, mais rigoroso.

Afirma-se que Magalhães esteve a meditar no projeto inicial de Cristóvão Colombo: "se o planeta é uma esfera, pode-se alcançar o Oriente, por Ocidente." Embora se desconheça qual foi o autor do projecto, sabe-se que tanto Rui Faleiro como o irmão deste, Francisco Faleiro, abandonaram o Reino de Portugal e acompanharam Fernão de Magalhães na sua ida para Castela, colocando-se ao serviço do soberano espanhol, pois, quando passou a Espanha, conseguiu que eles o acompanhassem,[1] o que demonstra em que medida os avanços marítimos espanhóis se basearam noconhecimento e técnicas portugueses, e à sua sabedoria e autoridade ficou devendo uma grande parte do acolhimento que lhe fizeram o Rei Católico D. Carlos I.[1]

Sócio e mestre de Fernão de Magalhães, Faleiro respondeu pela armação (logística) pela parte técnica (cartografia e navegação) da expedição que se propunha a atingir as Ilhas das Molucas, centro das cobiçadas especiarias para o soberano espanhol.

Os dois irmãos cosmógrafos, Francisco e Rui Faleiro, refizeram cálculos de Colombo, e deram-lhe razão. Rui chegou mesmo a garantir a Magalhães que, ao sul das terras de Vera Cruz (Brasil), a cerca de 40 graus de latitude, havia uma passagem do "Mar Oceano" (Oceano Atlântico) para o "Mar do Sul" (Oceano Pacífico) e que as "Malucas" (Molucas) estavam dentro da metade do mundo que, pelo Tratado de Tordesilhas, cabia à Coroa de Castela.

Existem ainda duas versões para justificar a desistência de Rui Faleiro em acompanhar Magalhães:

  • a primeira afirma que, nas vésperas da partida, Faleiro determinou o seu próprio horóscopo e os astros vaticinaram-lhe morte violenta, caso embarcasse;
  • a segunda diz que ele, porém, enlouqueceu quando Fernão de Magalhães se preparava para embarcar, e que, por isso, não o pôde acompanhar e não embarcou.[1]

Referências

  1. a b c d e Vários. Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. [S.l.]: Editorial Enciclopédia, L.da. pp. Volume 10. 863 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]