Rui Knopfli

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Rui Knopfli
Nome completo Rui Manuel Correia Knopfli
Nascimento 10 de agosto de 1932
Inhambane, Moçambique
Morte 25 de dezembro de 1997 (65 anos)
Lisboa, Portugal
Nacionalidade Portugal Português
Ocupação Poeta, jornalista e crítico literário e de cinema
Influências
Prémios Prémio P.E.N. Clube Português de Poesia (1985)
Magnum opus Caliban

Rui Manuel Correia Knopfli (Inhambane, Moçambique, 10 de agosto de 1932 - Lisboa, 25 de dezembro de 1997) foi um poeta, jornalista e crítico literário e de cinema português.

Fez os seus estudos em Lourenço Marques e em Joanesburgo (África do Sul), tendo sido, entre 1954 e 1974, delegado de propaganda médica.

Publicou uma obra que cruza as tradições literárias portuguesa e anglo-americana. Integrou o grupo de intelectuais moçambicanos que se opôs ao regime colonial. Foi director do vespertino A Tribuna (1974-1975).

Com o poeta João Pedro Grabato Dias (o pintor António Quadros), fundou em 1972 os cadernos de poesia Caliban.

Deixou Moçambique em Março de 1975. A nacionalidade portuguesa não impediu que a sua alma fosse assumidamente africana, mas a sua desilusão pelos acontecimentos políticos está expressa na sua poesia publicada após a saída da sua terra.

Tem colaboração dispersa por vários jornais e revistas.

Desempenhou funções de Conselheiro de Imprensa na Embaixada de Portugal em Londres (1975-1997). Morreu no dia de Natal de 1997 e está enterrado em Vila Viçosa.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Bibliografia activa:

  • O País dos Outros, 1959
  • Reino Submarino, 1962
  • Máquina de Areia, 1964
  • Mangas Verdes com Sal, 1969
  • A Ilha de Próspero, 1972 - álbum dedicado à Ilha de Moçambique
  • O Escriba Acocorado, 1978
  • Memória Consentida: 20 Anos de Poesia 1959-1979, 1982
  • O Corpo de Atena, 1984; Prémio de Poesia do PEN Clube
  • O Monhé das Cobras (Poesia), 1997
  • Obra Poética, 2003

Bibliografia passiva: O tema da escrita em Memória Consentida de Rui Knopfli.[1]

Temas e motivos poéticos: Intimismo; procura de identidade; amor-melancolia; erotismos e afectos; simbologias (homens e natureza); meditação do lugar; consciência da escrita estética [1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências