Rui Machete

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Rui Machete
Retrato Oficial de Rui Machete
Ministro(a) de Estado e dos Negócios Estrangeiros de  Portugal
Período XIX e XX Governos Constitucionais
Antecessor(a) Paulo Portas
Sucessor(a) Augusto Santos Silva
Vice-Primeiro-Ministro
Período 15 de fevereiro de 1985 a
6 de novembro de 1985
Antecessor(a) Carlos Alberto da Mota Pinto
Sucessor(a) Leonardo Ribeiro de Almeida
Ministro da Defesa Nacional
Período 15 de Fevereiro de 1985 a
6 de Novembro de 1985
Antecessor(a) Carlos Alberto da Mota Pinto
Sucessor(a) Leonardo Ribeiro de Almeida
Ministro da Justiça
Período 9 de Junho de 1983 a
15 de Fevereiro de 1985
Antecessor(a) José Menéres Pimentel
Sucessor(a) Mário Raposo
Ministro dos Assuntos Sociais
Período 2 de Janeiro de 1976 a
23 de julho de 1976
Antecessor(a) Jorge Sá Borges
Sucessor(a) Armando Bacelar
Dados pessoais
Nascimento 7 de abril de 1940 (77 anos)
Setúbal
Partido PPD/PSD
Profissão Advogado

Rui Manuel Parente Chancerelle de Machete GCC (Setúbal, São Julião, 7 de abril de 1940)[1] é um advogado e político português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Carreira profissional[editar | editar código-fonte]

Licenciado em Direito, na menção de Ciências Histórico-Jurídicas, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e diplomado no Curso Complementar de Ciências Político-Económicas, pela mesma Faculdade, em 1963, obteve os prémios Calouste Gulbenkian da Fundação Calouste Gulbenkian em Ciências Histórico-Jurídicas e Político-Económicas, respectivamente em 1960 e 1962.

É advogado desde 1964, dedicado principalmente ao Direito Administrativo.

Além da advocacia foi assistente da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa e professor convidado do ISCTE.[2] [3]

Também dirigiu o Departamento Jurídico da Companhia Portuguesa de Electricidade, de 1969 até 1981, e da EDP, até 1985, onde foi assessor do Conselho de Gerência até 2006.

Por designação do Estado Português, foi administrador do Banco de Portugal de 1981 a 1983 e, posteriormente, administrador da Fundação Luso-Americana (FLAD), desde a sua criação em 1985, e, depois presidente do respetivo Conselho Executivo, durante mais de 20 anos consecutivos, desde 1988 até 2010.

Na área empresarial privada, foi presidente do Conselho Superior da SLN Valor entre 2007 e 2009.[4] [5]

Foi consultor jurídico na sociedade de advogados PLMJ & Associados, em Lisboa.[6]

Foi diretor da Revista de Direito do Ambiente e Ordenamento do Território.

Exerceu ainda os cargos de presidente da Federação Internacional de Direito Europeu (1990-1992), membro do Governing Council do European Foundation Centre (1997-2000); foi fundador e presidente da Fundação Oliveira Martins, ligada ao PSD.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Associado fundador da SEDES,[7] em 1974 aderiu ao Partido Social Democrata, logo após a sua fundação, ocorrida em maio do mesmo ano. Chegou a ser presidente interino deste partido em 1985.

Pelo PSD foi eleito deputado à Assembleia da República nas I (1976-1980), IV (1985-1987), V (1987-1991) e VI (1991-1995) legislaturas, e diversas vezes chamado a funções governativas. No Parlamento foi, também, presidente das Comissões Eventuais para as segunda e terceira revisões constitucionais, em 1989 e 1992, respetivamente.

A primeira vez que integrou um governo ocorreu ainda no rescaldo do 25 de abril de 1974, quando o almirante José Pinheiro de Azevedo o chamou para o VI Governo Provisório (o último governo provisório, antes da realização das legislativas de 1976) — nesse governo foi sucessivamente Secretário de Estado da Emigração, em 1975, e Ministro dos Assuntos Sociais, a partir da remodelação de 2 de janeiro de 1976).[8]

Em 1983, no governo do chamado Bloco Central (coligação entre o PS, de Mário Soares, e o PPD-PSD de Carlos Mota Pinto), foi Vice-Primeiro-Ministro e Ministro da Justiça, de 1983 a 1985 (IX Governo Constitucional, Mário Soares).[9] Em 1985.[10] A 11 de fevereiro de 1985 Mário Soares, pelo PS, e Rui Machete, pelo PSD, prepararam a remodelação do executivo, e a 28 de outubro de 1985 Rui Machete presidiu à última reunião do IX governo constitucional.

Entre 2008 e 2010, sendo líder Manuela Ferreira Leite, foi presidente da Mesa do Congresso Nacional do PSD.

30 anos depois de ter sido nomeado para um cargo governamental (1983), o governo formado pelo PSD e pelo CDS-PP, sendo Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, chamou Machete para o cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros do XIX Governo Constitucional. Tomou posse a 24 de Julho de 2013, sucedendo a Paulo Portas na remodelação levada a cabo em resultado da apresentação do pedido de demissão deste. Seria novamente empossado como ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros do XX Governo Constitucional a 30 de outubro de 2015, que durou apenas um mês, até novembro do mesmo ano.

A 15 de junho de 1988 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.[11]

Doutoramentos honoris causa[editar | editar código-fonte]

Tem um Doutoramento honoris causa atribuído pela Universidade de Massachussets, Dartmouth, em 1997. Em 2007 foi Doutor honoris causa em Ciências Jurídicas pela Universidade Católica Portuguesa.[12]

Condecorações[editar | editar código-fonte]

Recebeu diversas condecorações nacionais e internacionais[13][14][15][11]:

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Fundação Luso-Americana[editar | editar código-fonte]

Durante os seus mandatos na Fundação Luso-Americana vários embaixadores americanos em Lisboa acusaram Rui Machete de má gestão e aproveitamento pessoal do cargo, considerando que deveria sair. Thomas Stephenson (embaixador dos E.U.A. em Portugal à altura), em telegrama datado de 2008 e revelado pela wikileaks, afirma que Machete sempre se opôs a uma supervisão independente, prestação de contas profissional e a uma revisão transparente dos programas da instituição. O embaixador refere que, em 1992, as despesas de funcionamento da FLAD eram de 60% dos seus rendimentos e apenas 40% se destinavam à programação. Diz também que em 2008 a situação é um pouco melhor, "mas a FLAD continua a gastar 46% do seu orçamento de funcionamento nos seus gabinetes luxuosos decorados com peças de arte, pessoal supérfluo, uma frota de BMW com motorista e 'custos administrativos e de pessoal' que incluem por vezes despesas de representação em roupas, empréstimos a baixos juros para os trabalhadores e honorários para o pessoal que participa nos próprios programas da FLAD".[16]

Omissão de cargo no curriculum[editar | editar código-fonte]

Ainda antes da tomada de posse enquanto ministro no Ministério dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete viu o seu nome envolvido em polémica pela omissão no seu "curriculum vitae", dos cargos que ocupou no BPN e na SLN,[17] proprietária do referido banco. Foi presidente da Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento que detinha 3% do capital do Banco Privado Português, outro banco com problemas semelhantes ao BPN.[18] Os partidos de esquerda PCP e Bloco de Esquerda criticaram a escolha de Rui Machete, por causa do seu envolvimento num banco (BPN) que tem sido um encargo para os contribuintes portugueses.[19]Machete respondeu às críticas afirmando que «isso denota uma certa podridão dos hábitos políticos, porque deviam saber em que condições eu passei, em vez de darem notícias bombásticas».[20]

Acusado de mentir no parlamento[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 2008, Rui Machete garantiu ao parlamento que nunca tinha sido "sócio ou acionista" da Sociedade Lusa de Negócios, mas o certo é que foi, como o próprio confirmou quando foi empossado como ministro.[21] Em 2013, considerou que foi uma "incorreção factual", quando acusado de mentir.[22]

Compra de ações do BPN[editar | editar código-fonte]

No início dos anos 2000 adquiriu cerca de 25500 títulos da SLN (proprietária do BPN) por um euro cada. Começou a compra das acções da SLN, em 2001, no aumento de capital da holding para 350 milhões de euros. Nos anos seguintes, voltou a investir na SLN e, no final de 2005, detinha 25.496 títulos. As acções foram vendidas com uma mais-valia de 150%, por dois euros e meio por acção.[23] Rui Machete confirmou que na sua carteira de investimento constaram as acções da SLN no montante referido e que as adquiriu ao valor nominal de 1 euro e as vendeu nas datas referidas (até 2006) ao BPN por 2,5 euros cada. Todavia, sublinha que foi legal e que nada tem de censurável.[24] À data da venda, Rui Machete era presidente do Conselho Superior da SLN (proprietária do BPN). Na mesma altura em que Machete comprou as acções a um euro, a FLAD comprou acções a mais do dobro do valor, €2,2. A FLAD era presidida então por Machete, que até data não quis prestar esclarecimentos. O investimento de Rui Machete é bastante semelhante ao negócio que a família Cavaco Silva, actual Presidente da República Portuguesa, manteve com o banco presidido por José Oliveira e Costa.[25]

Conflito de interesses na banca[editar | editar código-fonte]

Em 2008 Rui Machete ocupava cargos sociais em 5 bancos concorrentes entre si. Machete foi, durante aquele espaço de tempo, presidente da mesa da Assembleia-Geral do Banco Português de Investimento (BPI), vice-presidente da Assembleia-Geral da Caixa Geral de Depósitos (CGD). No grupo do Banco Comercial Português (BCP), esteve à frente do conselho fiscal do Millenium Investiment Banking (BCPI) e administrador do Banca Millenium. Além disso, ocupava cargos em mais dois grupos bancários, na Sociedade Lusa de Negócios (SLN), detentora do Banco Português de Negócios (BPN) que acumulava com a vice-presidência do conselho consultivo do Banco Privado Português (BPP). Em resposta a se seria ou não aceitável a situação, o Banco de Portugal respondeu que legitima o princípio do exercício de funções em órgãos "de administração e fiscalização" de bancos desde que a idoneidade e a disponibilidade garantam "uma gestão sã e prudente". Machete recusou-se a comentar e mostrou-se disponível ir ao parlamento de forma a ser inquirido sobre o seu percurso profissional.[26]

Pedido de desculpas a Angola por investigações judiciais[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2013, numa entrevista concedida à Rádio Nacional de Angola, Rui Machete pediu desculpas diplomáticas a Angola na sequência dos processos instaurados contra altos nomes da diplomacia angolana.[27] Machete adiantou saber que nos inquéritos, que na sua maioria envolviam suspeitas à volta de avultadas transferências de dinheiro, "não há nada substancialmente digno de relevo e que permita entender que alguma coisa estaria mal, para além do preenchimento dos formulários e de coisas burocráticas".[28] Em Portugal, este comportamento foi altamente criticado, tendo o ministro dos Negócios Estrangeiros sido acusado de ser subserviente em relação a Angola e de não respeitar a separação de poderes.[29] [30] [31] As investigações terão começado a partir de comunicações feitas por bancos ao Ministério Público e à Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária sobre movimentações de dinheiro em contas bancárias superiores a 12 500 euros, tal como determina a lei de prevenção do branqueamento de capitais.[32] Já era conhecido um ano antes, em novembro de 2012, que figuras próximas de José Eduardo dos Santos estavam sob investigação em Portugal, Manuel Domingos Vicente, vice-presidente de Angola e ex-director-geral da empresa petrolífera nacional Sonangol, o general Hélder Vieira Dias, “Kopelipa”, ministro de Estado e chefe da Casa Militar da Presidência da República, e o general Leopoldino Nascimento, consultor do ministro de Estado e ex-chefe de Comunicações da Presidência da República.[33][34] A Procuradoria-Geral da República reagiu à notícia da entrevista em comunicado, desmentindo o ministro e sublinhando que em Portugal "vigora o princípio da separação entre os poderes legislativo, executivo e judicial, estando constitucionalmente consagrada a independência dos tribunais e a autonomia do Ministério Público, designadamente no que respeita ao exercício da ação penal".[35] O Primeiro-ministro Passos Coelho num primeiro momento no parlamento recusou-se a comentar o caso,[36] mas no dia seguinte, à saída das comemorações oficiais do 5 de Outubro, afirmou manter a confiança no ministro e que este não deve ficar "diminuído politicamente" por ter usado uma "expressão menos feliz" numa rádio angolana. Segundo o primeiro-ministro, esta situação não trouxe qualquer problema diplomático entre Portugal e Angola, não vendo mais razões para polémica.[37] Dez dias depois, o Presidente angolano José Eduardo dos Santos anuncia o fim da parceria estratégica com Portugal.[38][39][40] Entretanto os partidos da oposição, Partido Socialista e Bloco de Esquerda, pediram a demissão do ministro. [41][42] O Partido Comunista considerou que apenas a demissão de Rui Machete não resolveria o problema do país, apesar de ser o desfecho lógico, defendendo que seria preciso demitir o Governo todo.[43] O primeiro-ministro respondeu que o ministro nada fez de grave e afirmou que nunca aceitaria a sua demissão nesta circunstância.[44][45]

Funções governamentais exercidas[editar | editar código-fonte]

Família, casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

É filho de Henrique Chancerelle de Machete (Lisboa, Alcântara, 9 de Maio de 1900 - Setúbal, 18 de Fevereiro de 1957), filho de pai incógnito e de ascendência Francesa pelo avô materno, médico, Diretor dos Serviços de Medicina do Hospital da Misericórdia de Setúbal, Presidente da Junta Geral do Distrito e Vereador da Câmara Municipal de Setúbal, o qual tem uma rua com o seu nome, em Setúbal, São Sebastião,[46] e de sua mulher (Setúbal, 29 de Dezembro de 1935) Maria Constantina Calado Parente (Setúbal, São Julião, 24 de Abril de 1917).[47]

Casado com Maria Fernanda Ferreira Pena (Faro, , 10 de abril de 1943), Licenciada em Ciências Físico-Químicas pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, filha de João dos Santos Rodrigues Pena (Torres Novas, Assentiz, 8 de Maio de 1904 - Lisboa, São Domingos de Benfica, 6 de Fevereiro de 1996) e de sua mulher (Torres Novas, Assentiz, 20 de Abril de 1927) Luísa Aurora Ferreira (Santarém, São Salvador, 4 de Novembro de 1909 - Lisboa, São João de Brito, 3 de Janeiro de 1969),[48] tem dois filhos e uma filha:

Referências

  1. Alberto Teixeira (23 de julho de 2013). «Rui Machete substitui Portas nas Necessidades». Económico. Consultado em 24 de julho de 2013 
  2. Governo de Portugal. «Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.». Sítio oficial do Governo de Portugal (www.portugal.gov.pt). Consultado em 10 de Agosto de 2013 
  3. UCP. «Currículo na Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa.». Consultado em 10 de Agosto de 2013 
  4. RENATO SANTOS (8 de Novembro de 2008). «Quem são os homens que estão por trás do BPN». Diário de Notícias. Consultado em 10 de Agosto de 2013 
  5. CRISTINA FERREIRA (25 de Julho de 2013). «Como Rui Machete acompanhou a SLN/BPN, um grupo centrado na figura de Oliveira Costa». Público. Consultado em 10 de Agosto de 2013 
  6. «PMLJ- Curriculum Vitae de Rui Chancerelle de Machete» (PDF). Consultado em 24 de julho de 2013 
  7. Visão
  8. «Composição Governo Provisório VI». Governo de Portugal. Consultado em 17 de Janeiro de 2014 
  9. «Ministros da Justiça». Governo de Portugal. Consultado em 5 de Dezembro de 2013 
  10. «Ministros da Defesa». Governo de Portugal / Ministério da Justiça. Consultado em 17 de Janeiro de 2014 
  11. a b «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Rui Manuel Parente Chancerelle de Machete". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 7 de fevereiro de 2015 
  12. «Brief Biography - Chancerelle de Machete, Rui». Reuters. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  13. Redação/FC (23 de julho de 2013). «Rui Machete: um ex-vice-primeiro-ministro para dar peso ao Governo (perfil)». TVI 24. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  14. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Estrangeiras». Resultado da busca de "Rui Manuel Parente Chancerelle de Machete". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 7 de fevereiro de 2015 
  15. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Estrangeiras». Resultado da busca de "Rui Machete". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 7 de fevereiro de 2015 
  16. Luísa Meireles (1 de Março de 2011). «O plano para afastar Rui Machete». Expresso. Consultado em 1 de Agosto de 2013 
  17. «Biografia oficial omite ligação de Rui Machete ao BPN». Público. 24 de julho de 2013. Consultado em 24 de julho de 2013 
  18. «A passagem de Rui Machete pelo BPN e o BPP». Expresso. 24 de julho de 2013. Consultado em 24 de julho de 2013 
  19. «Partidos de esquerda criticam escolha de Rui Machete para os Negócios Estrangeiros». Sic Notícias. 24 de julho de 2013. Consultado em 24 de Julho de 2013  Parâmetro desconhecido |autor`= ignorado (ajuda)
  20. TSF (24 de julho de 2013). «Rui Machete critica «podridão» de alguns hábitos políticos=». TSF. Consultado em 24 de julho de 2013 
  21. «Rui Machete acusado de mentir no Parlamento» 
  22. «Rui Machete admite "incorreção factual", mas sem intenção de ocultar ações da SLN» 
  23. CRISTINA FERREIRA (2 de Agosto de 2013). «Rui Machete vendeu acções da SLN ao BPN com ganho de 150%». Público. Consultado em 11 de Agosto de 2013 
  24. Antena 1 (2 de Agosto de 2013). «Rui Machete confirma venda de ações da SLN ao BPN com ganho de 150% e garante que nada houve de ilícito». www.rtp.pt. Consultado em 11 de Agosto de 2013 
  25. Isabel Vicente e Pedro Lima (10 de agosto de 2013). «Machete comprou ações do BPN a metade do preço». Expresso. Consultado em 11 de agosto de 2013 
  26. Sofia Rodrigues e Cristina Ferreira (26 de setembro de 2013). «Rui Machete tinha cargos sociais em cinco bancos concorrentes em 2008». Público. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  27. «Portugal pede "Desculpas diplomáticas" à Angola». Rádio Nacional de Angola. 19 de setembro de 2013. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  28. «Rui Machete pediu desculpa a Angola». Diário de Notícias. 4 de outubro de 2013. Consultado em 18 de Janeiro de 2014  (Cópia do artigo integral na edição em papel)
  29. Ana Dias Cordeiro (7 de outubro de 2013). «"Portugal vai perder com atitude de subserviência face ao poder de Angola"». Expresso. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  30. P.S.T. (5 de outubro de 2013). «"Declarações do ministro são absolutamente desastradas"». Diário de Notícias. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  31. Vicente Jorge Silva (18 de novembro de 2013). «O que revela Machete». Sol. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  32. «Rui Machete pediu desculpa a Angola pelas investigações judiciais». Associação Sindical dos Juízes Portugueses. 4 de outubro de 2013. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  33. «Dirigentes angolanos suspeitos de crimes económicos». Expresso. 10 de outubro de 2013. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  34. Ana Dias Cordeiro (10 de outubro de 2013). «Três figuras próximas de Eduardo dos Santos sob investigação em Portugal». Público. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  35. Paulo Alexandre Amaral (4 de outubro de 2013). «Procuradora-Geral da República desmente Rui Machete nos processos a angolanos». RTP. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  36. Miguel Marujo (4 de outubro de 2013). «Passos não comenta "desculpas" de Machete a Angola». Diário de Notícias. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  37. Liliana Coelho (5 de outubro de 2013). «Primeiro-ministro mantém confiança em Rui Machete». Expresso. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  38. Rosália Amorim, com Luísa Meireles (15 de outubro de 2013). «Angola anuncia fim da parceria estratégica com Portugal». Expresso. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  39. Lusa, editado por Ricardo Simões Ferreira (15 de outubro de 2013). «Angola desaconselha "parceria estratégica" com Portugal». Diário de Notícias. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  40. «Eduardo dos Santos anuncia fim da parceria estratégica com Portugal». Sol. 15 de outubro de 2013. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  41. Sofia Rodrigues (8 de outubro de 2013). «Machete admite ter procurado "minimizar efeitos danosos" nas relações com Angola». Público. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  42. Lusa, publicado por Susana Salvador (5 de outubro de 2013). «Seguro insiste que Cavaco deve "obrigar" Passos a demitir Machete». Diário de Notícias. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  43. Lusa (5 de outubro de 2013). «Jerónimo de Sousa diz que "é preciso demitir o Governo todo"». Público. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  44. Ana Henriques (6 de outubro de 2013). «Passos segura Rui Machete enquanto pedidos de demissão se multiplicam». Público. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  45. Lusa (9 de outubro de 2013). «Nunca aceitaria a demissão de Rui Machete nesta circunstância -- Passos Coelho». Expresso. Consultado em 18 de Janeiro de 2014 
  46. «Código Postal». Consultado em 7 de Fevereiro de 2015 
  47. Artur Monteiro de Magalhães (1.ª Edição, Porto, 1996). Os 1.ºs Condes da Foz - Ascendência e Descendência. [S.l.]: Livraria Esquina. 92  Verifique data em: |ano= (ajuda)
  48. Artur Monteiro de Magalhães (1.ª Edição, Porto, 1996). Os 1.ºs Condes da Foz - Ascendência e Descendência. [S.l.]: Livraria Esquina. 92-3  Verifique data em: |ano= (ajuda)
  49. Tribunal Constitucional. «Composição do Tribunal Constitucional. Juízes». Sítio oficial do Tribunal Constitucional de Portugal (www.tribunalconstitucional.pt). Consultado em 1 de Agosto de 2013 
Precedido por
Jorge Sá Borges
Ministro dos Assuntos Sociais
VI Governo Provisório
1976
Sucedido por
Armando Bacelar
Precedido por
José Menéres Pimentel
(como ministro da Justiça e da
Reforma Administrativa
)
Ministro da Justiça
IX Governo Constitucional
1983 – 1985
Sucedido por
Mário Raposo
Precedido por
Carlos Alberto da Mota Pinto
Vice-primeiro-ministro
IX Governo Constitucional
1985
Sucedido por
Cargo vago
Próximo incumbente:
Eurico de Melo
(1987–1990)
Precedido por
Carlos Alberto da Mota Pinto
Ministro da Defesa Nacional
IX Governo Constitucional
1985
Sucedido por
Leonardo Ribeiro de Almeida
Precedido por
Paulo Portas
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
XIX e XX Governos Constitucionais
2013 – 2015
Sucedido por
Augusto Santos Silva
(como ministro dos Negócios Estrangeiros)
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.