Rui Manuel Lobo Gomes da Silva

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Rui Gomes da Silva
Ministro(a) de Portugal Portugal
Período XVI Governo Constitucional
  • Ministro dos Assuntos Parlamentares
  • Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro
Dados pessoais
Nascimento 23 de agosto de 1958 (59 anos)
Porto,  Portugal
Partido Partido Social Democrata
Profissão Advogado

Rui Manuel Lobo Gomes da Silva (Porto, 23 de agosto de 1958), conhecido apenas por Rui Gomes da Silva, é um advogado, comentador desportivo e antigo político português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Licenciado em Direito (Universidade de Lisboa, 1981), é senior partner da sociedade de advogado Legalworks, sucessora da RGS & Associados. Além de advogado também foi administrador da cooperativa de seguros Mútua dos Pescadores (1984). Integrou o Conselho Superior do Ministério Público (1994–1999), eleito pela Assembleia da República.

Militante do Partido Social Democrata, Rui Gomes da Silva foi membro da Direção da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa quando foi presidente Pedro Santana Lopes. Quando este foi Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros (1985-1987), no primeiro governo de Aníbal Cavaco Silva, Santana nomeou Rui Gomes da Silva para chefe de gabinete.

Em 1989 Gomes da Silva volta a estar com Santana na criação da PEI - Projetos, Estudos, Informação,[1] uma empresa destinada a concorrer às privatizações da imprensa, numa época em que o governo procedeu à desestatização do setor da comunicação social. Através da PEI, Santana Lopes e Gomes da Silva adquirem ao Estado o jornal Record e o Diário Popular; a seguir vendem o Record a Joe Berardo, em 1992,[2] e fecham o Diário Popular em 1991.[3] Mais tarde, a mesma empresa será ainda editora fundadora do jornal O Liberal, da Rádio Geste[4] e da revista Sábado, dirigida por Miguel Sousa Tavares, que abandona o projeto ao fim de escassos meses.[5]

Eleito deputado à Assembleia da República em sucessivas legislaturas — na sequência das eleições legislativas de 1987, 1991, 1999, 2002 e 2005 — foi nessa qualidade presidente da Delegação Portuguesa da Assembleia Parlamentar da Organização do Tratado do Atlântico Norte, entre 2002 e 2004. Em 2004 seria de novo Santana Lopes a nomeá-lo, sucessivamente, Ministro dos Assuntos Parlamentares e, em substituição de Henrique Chaves, Ministro-Adjunto do Primeiro-Ministro do XVI Governo Constitucional.

A nível autárquico foi eleito para a Assembleia Municipal de Lisboa em 1989 e em 2001, e para a Assembleia Municipal de Cascais em 1997.[6]

A 23 de setembro de 1989, durante uma viagem à Jamba, base de atuação da UNITA, Rui Gomes da Silva sofreu um acidente de avião no trajeto entre um congresso extraordinário da organização e um encontro com Sam Nujoma, máximo dirigente da SWAPO na Namíbia. Acompanhado por outros dois deputados (João Barroso Soares, do PS, e José Luís Nogueira de Brito, do CDS-PP), o Cessna pilotado por Joaquim Augusto da Silva embateu numa árvore e despenhar-se, ficando em chamas. Quem sofreu lesões mais graves foi Soares, enquanto que Rui Gomes da Silva e Nogueira de Brito sofreram apenas ferimentos ligeiros.[7]

Foi vice-presidente da direcção do Sport Lisboa e Benfica e vogal do Conselho de Administração da respectiva Sociedade Anónima Desportiva (SAD), sendo que já não integra qualquer função, pois em Outubro de 2016 não fez parte da lista de ré-candidatura de Luís Filipe Vieira. É comentador do programa desportivo da SIC Notícias O Dia Seguinte, onde representa o seu clube.

É membro da Maçonaria, pertencendo à Loja Universalis.[8][9]

Casado, é pai de Afonso, Francisca e António.

Funções governamentais exercidas[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Luís Marques Mendes
Ministro dos Assuntos Parlamentares
XVI Governo Constitucional
2004
Sucedido por
Cargo vago
Titular seguinte:
Augusto Santos Silva
(2005–09)
Precedido por
Henrique Chaves
Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro
XVI Governo Constitucional
2004 – 2005
Sucedido por
Cargo vago
Titular seguinte:
Miguel Relvas
(2011–13)
(como ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares)
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