Sátiro

Na mitologia grega, um sátiro (em grego, Σάτυρος — Sátyros), também conhecido como sileno (silenus ou seilēnós), é um espírito masculino da natureza com orelhas e cauda semelhantes às de um cavalo, além de uma ereção permanente e exagerada.[1]
As primeiras representações artísticas às vezes incluíam pernas de cavalo, mas, no século VI a.C., eles eram mais frequentemente representados com pernas humanas. Comicamentes feios, eles têm cabelos que parecem crinas, rostos bestiais e narizes arrebitados, e são sempre mostrados nus. Os sátiros eram caracterizados por sua ribaldia e eram conhecidos como amantes de vinho, música, dança e mulheres. Eram companheiros do deus Dionísio e acreditava-se que habitavam locais remotos, como bosques, montanhas e pastagens. Eles frequentemente tentavam seduzir ou estuprar ninfas e mulheres mortais, geralmente com pouco sucesso. Às vezes são mostrados masturbando-se ou engajando-se em bestialidade.
Na Atenas antiga, os sátiros compunham o coro em um gênero de peça conhecido como "drama satírico", que era uma paródia da tragédia e conhecido por seu humor grosseiro e obsceno. A única peça completa sobrevivente deste gênero é "Ciclope" de Eurípides, embora uma porção significativa de "Ichneutae" de Sófocles também tenha sobrevivido. Na mitologia, diz-se que o sátiro Mársias desafiou o deus Apolo para uma competição musical e foi esfolado vivo por sua húbris (insolência). Embora superficialmente ridículos, os sátiros também eram considerados possuidores de conhecimento útil, se pudessem ser coagidos a revelá-lo. O sátiro Sileno foi o tutor do jovem Dionísio, e uma história da Jônia conta sobre um sileno que deu bons conselhos quando capturado.
Ao longo da história grega, os sátiros foram gradualmente retratados como mais humanos e menos bestiais. Eles também começaram a adquirir características de cabra em algumas representações, como resultado da fusão com os Pans, formas plurais do deus Pã com pernas e chifres de cabras. Os Romanos identificaram os sátiros com seus espíritos nativos da natureza, os faunos. Eventualmente, a distinção entre os dois foi completamente perdida. Desde o Renascimento, os sátiros têm sido representados com mais frequência com as pernas e os chifres de cabras. Representações de sátiros em folia com ninfas têm sido comuns na arte ocidental, com muitos artistas famosos criando obras sobre o tema. Desde o início do século XX, os sátiros geralmente perderam grande parte de sua obscenidade característica, tornando-se figuras mais mansas e domésticas. Eles aparecem comumente em obras de fantasia e literatura infantil, nas quais são mais frequentemente referidos como "faunos".
História
[editar | editar código]Na mitologia dos povos gregos, os sátiros (em grego, Σάτυροι, Sátyroi.) são divindades menores da natureza com o aspecto de homens com cauda e orelhas de asno ou cabrito, pequenos chifres na testa, narizes achatados, lábios grossos, barbas longas.
Normalmente eram-lhes consagrados o pinho e a oliveira e apesar de serem divinos, não eram imortais.
Viviam nos campos e bosques e tinham frequentes relações sexuais com as ninfas (principalmente as Mênades, que a eles se juntavam no cortejo de Dioniso).
Referências
- ↑ Michael Stapleton, The Illustrated Dictionary of Greek and Roman Mythology; Peter Bedrick Books, New York; p. 190

