São Benedito do Rio Preto

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Município de São Benedito do Rio Preto
"St Benedict of Black River"
Bandeira desconhecida
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Aniversário 25 de Março
Fundação 25 de Março 1.948
Gentílico sambeneditense
Prefeito(a) Maurício[1] (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de São Benedito do Rio Preto
Localização de São Benedito do Rio Preto no Maranhão
São Benedito do Rio Preto está localizado em: Brasil
São Benedito do Rio Preto
Localização de São Benedito do Rio Preto no Brasil
03° 20' 02" S 43° 31' 40" O03° 20' 02" S 43° 31' 40" O
Unidade federativa  Maranhão
Mesorregião Leste Maranhense IBGE/2008[2]
Microrregião Chapadinha IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Urbano Santos, Chapadinha, Nina Rodrigues, Belágua e Morros
Distância até a capital 240 km
Características geográficas
Área 931,592 km² [3]
População 17 802 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 19,11 hab./km²
Altitude 37 m
Clima tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,543 baixo PNUD/2000[5]
PIB R$ 68 157,853 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 3 849,86 IBGE/2008[6]
Página oficial

São Benedito do Rio Preto é um município brasileiro do estado do Maranhão. Sua população estimada em 2015 era de 18.256 habitantes.[7]

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros habitantes deste município foram as famílias Rufino Alves da Silva e o Capitão Porfírio Rodrigues de Sousa donos de engenhos e comerciantes que se estabeleceram nesta região por volta de 1874. Em 1881 a filha de Rufino, Carolina, casou-se com Porfírio Rodrigues de Sousa, natural de Miritiba de( São José do Periá atual Humberto de Campos). O casal residiu na então São Benedito. Porfírio, perseverou, como seu sogro, no amanho da terra, montando engenhos, bolandeiras, casas de farinha e demais pertences para a industrialização da mandioca, cana e algodão e um pequeno comércio. Foi esse homem esteio de grande valor na construção do nascente povoado. Da união Porfírio x Carolina, nasceram 12 filhos: Diamantina,( 1884) Aprigio (1886),Etelvina( 1887)Manoel (1888), Paula (1890), Carlos (1891)Arcelino (1894 ) Luzia ( 1895),Maria José ( 1897) José ( 1898) Cassiana ( 1900) e Joana ( 1902).

Em 1890 chega a São Benedito, tangido pela seca que assolava Santa Quitéria, Ceará, José Rodrigues de Mesquita juntamente com numerosos colonos e ex-escravos da família que continuavam fiéis. Era casado com Sofia Moraes de Mesquita com quem teve quatro filhos: José Rodrigues de Mesquita Filho, Manoel, Domingos e Antônio. Muito disposto para o trabalho foi progredindo, ao lado dos sambeneditenses e dos filhos, formando sua vanguardista pequena organização industrial, sendo seus filhos, mais tarde, pioneiros do comércio da atual São Benedito do Rio Preto.

Logo depois vieram também as famílias de João Rodrigues de Sousa, José Carlos de Mesquita, Izabel Alves de Morais, Tertuliano Torquato de Mesquita, Juventino Magalhães, Bernardo da Cunha Mesquita, Antônio Torquato de Mesquita e Manoel Alvino de Mesquita, todos vindos do Ceará e hoje muitos destes dão nome à prédios públicos, praças e bairros desta cidade. Estas pessoas desenvolviam um trabalho agrícola na produção de cana-de-açúcar, mandioca, arroz e algodão.

Em 1894, José Rodrigues de Mesquita e Porfírio Rodrigues de Sousa comungaram pela ideia da construção de uma pequena capela que foi erigida pelo povo em honra ao glorioso São Benedito. Dois anos depois, em 1896, um incêndio destruiu a capelinha coberta de palha. Imediatamente reconstruíram-na coberta de telha.

Em 1915, perseguidos pela seca e atraídos pelo progresso financeiro da família Rodrigues de Mesquita chega na terra grande número de cearenses, dentre eles os irmãos Miguel e Inácio Fernandes, e Francisco Sales de Mesquita, os quais muito concorreram para melhorar a situação da vila e desenvolver o comércio e a lavoura. Nesse tempo já era bastante vantajosa a produção de algodão, arroz, milho, mandioca e cana-de-açúcar. A mata era imponente e rica em caça de todas as espécies: veados, caititus, queixadas, antas, pacas e outras espécies; peixes nos rios e igarapés e muitas aves como mutuns, jacamins, etc.

Em 1916, novos cearenses aportaram em São Benedito, dentre eles Juventino Magalhães, que havia perdido tudo o que possuía na seca de 1915. Juventino, aliás, em muito contribuiu para enriquecer estes relatos ao entregar, ainda em 1956, texto riquíssimo em detalhes à filha caçula do casal Domingos Rodrigues de Mesquita e Diamantina Sousa, filha de Porfírio (ambos citados acima) chamada Jacyra Macêdo Mesquita Martins ainda viva, lúcida e que reside em Fortaleza/CE desde que casou com um filho do clã dos Mesquita de Santa Quitéria, Antônio Mesquita Martins. A união do casal Domingos e Diamantina (conhecida carinhosamente por Didi) antes de ser exceção foi regra, visto que as famílias José Rodrigues de Mesquita e Porfírio Sousa se entrelaçaram da seguinte forma: José Rodrigues de Mesquita Filho casou-se com D. Severa Sousa, irmã de Porfírio; Manoel Rodrigues de Mesquita casou-se com D. Paula Sousa, filha de Porfírio; Domingos Rodrigues de Mesquita casou-se com D. Diamantina Sousa, filha de Porfírio; Juventino Magalhães fica viúvo e casa-se com Cassiana Sousa, filha de Porfírio; e Pergentino Magalhães, irmão de Francisco Sales, casa-se com Maria José, também filha de Porfírio.

Até 1916 não existia Agência do Correio na simples povoação. O comércio local utilizava para os seus serviços a Agência Postal de Urbano Santos, distante 24 km. Não havia escolas públicas ou particulares nem agência de arrecadação. Veio então a Juventino Magalhães, homem alfabetizado, a ideia de criar um estafeta (termo antigo para mensageiro, carteiro) que trouxesse correspondências da agência postal mais próxima e de lá trouxesse as que se destinassem a São Benedito. O primeiro estafeta foi João Marques que usava como transporte um burro, sendo seu salário mensal como estafeta CR$ 18,00, bom pagamento para a época.

Ainda em 1916 foi criada uma escola estadual, a primeira da região, sendo lotada como professora leiga, D. Joana Elsídes Magalhães (esposa de Juventino) que recebia CR$ 40,00 mensais. Ainda nesta época um externato para rapazes chamado Centro Coelho Neto foi fundado, dirigido e mantido por Juventino Magalhães. Por não existir corrente elétrica, a iluminação do externato era à lamparina de querosene.

Por ocasião do Congresso em 1917, por iniciativa de Juventino Magalhães o comércio da localidade levantou a ideia, baseado no número de habitantes, solicitaram a criação de uma Agência Fiscal. O pedido foi atendido sendo nomeado para representar o Governo o português Muniz de Vasconcelos. Este, nos dois anos em que passou a frente da Agência, não correspondeu às expectativas, arrecadando tão pequena importância que foi afastado e sofreu processo administrativo. Apenas por alguns meses a Agência Fiscal volta a pertencer à Coletoria de Urbano Santos, visto haver sido nomeado para a mesma Juventino Magalhães.

Até 1918 não existia mercado na Vila. O abastecimento de gado para o consumo era reduzido por falta de criação nos arredores, mas quando se abatia algum animal este era levado para o salão comercial onde era cortado sobre esteiras de palha. No dia 18 de dezembro de 1918 foi construído, por iniciativa de Juventino Magalhães, um pequeno talho (misto de abatedouro e açougue).

Ainda em 1918 foi construída a primeira organização política com a fundação de um subdiretório que obedecia a orientação do partido dominante naquele tempo – o PSD.

Em 1922, por iniciativa de pessoas interessadas, tendo à frente o já destacado comerciante Domingos Rodrigues de Mesquita, foi encaminhada uma representação, por intermédio do Deputado Federal Marcelino Machado, que pedia a criação de uma Agência Postal, no que foi imediatamente atendido. Para a mesma foi nomeada a senhora Cassiana Sousa de Magalhães que por décadas permaneceu na função. Iniciou sua carreira recebendo o salário mensal de CR$ 80,00.

A povoação foi elevada à categoria de Vila em 1926, sem o respectivo termo. Quando Magalhães de Almeida era governador do Estado do Maranhão em 1929 a Agência Fiscal foi elevada, passando a ser subordinada somente ao Tesouro do Estado ainda com Juventino Magalhães como titular.

Começou em 1926 em todo o estado um verdadeiro surto de progresso, surgindo o desejo de furar sertões, como os bandeirantes de outras eras, fomentando o desenvolvimento e a riqueza do solo. E assim foram iniciadas as estradas São Benedito a Urbano Santos e São Benedito a Marchão, num total de 70 quilômetros. Esse serviço foi feito a custa de particulares, sendo os maiores empreendedores os irmãos Domingos e Manoel Rodrigues de Mesquita, tendo o governo contribuído com apenas 20% das despesas. Depois de uma longa e árdua luta foi atingida, finalmente, Vargem Grande e Itapecurú. Foi nessa época que houve a fundação do jornalzinho “O Sertão Novo”, cuja direção e coordenaria técnica ficaram a cargo de seu fundador Juventino Magalhães. Este jornal circulou até 1932.

Estas famílias fundaram a Vila de São Benedito que fazia parte na época do município de Vargem Grande. A Lei nº 156 de 21/10/1948 criou o município de Curuzú, desmembrado de Vargem Grande, tendo por sede a Vila do mesmo nome e sendo elevado à categoria de Cidade. Foi instalada oficialmente em 25/09/1949, assumindo interinamente o cargo de prefeito por nomeação do Governador do Estado, Domingos Rodrigues de Mesquita, que ali permaneceu até a realização do pleito em 09/10/1949 – quando foi eleito Raimundo Erre Rodrigues, empossado em 26 de dezembro desse mesmo ano e que tirou todo o período de legislatura.

Em 03 de outubro de 1955 emergiu vitorioso de uma nova eleição o candidato Domingos Rodrigues de Mesquita, que pela segunda vez dirigiu os destinos do município. Nesse pleito foram eleitos para a Câmara Municipal oito vereadores.

A população não aceitou bem o nome Curuzú, queriam que a cidade voltasse a ser São Benedito, o que não era possível em razão de um Decreto-Lei Federal que proibia a existência de dois topônimos iguais em qualquer unidade da Federação e, no Ceará, já existia a cidade de São Benedito.

Foi então que a Lei nº 1385 de 03 de dezembro de 1959 alterou a denominação do município de Curuzú para São Benedito do Rio Preto. O Poder Judiciário compunha-se de 3 Suplentes de Juiz, um Adjunto de Promotor e um Oficial de Justiça tendo como termo a Comarca de Vargem Grande. 

O nome Curuzú origina-se do nome de uma localidade no Paraguai onde o Brasil venceu uma batalha durante a Guerra do Paraguai e depois no local o exército construiu o Forte de Curuzú. As pessoas responsáveis pelas reformas dos nomes dos municípios na época da fundação utilizaram este nome em homenagem à vitória brasileira na chamada de Batalha do Curuzú.

O nome São Benedito foi escolhido por ter sido o antigo nome da Vila onde os fundadores da cidade moravam , no estado do Ceará. Rio Preto foi usado por representar o rio que corta a cidade e por ser um dos principais motivos do povoamento da cidade.

Referências[editar | editar código-fonte]

MAGALHÃES, JUVENTINO , POETA E ESCRITOR conta a História da fundação de São Benedito do Rio Preto, informações fornecidas pela familia Sousa e Mesquita, originária de Santa Quitéria no Ceará.Adaptação de Jacyra Mesquita, filha caçula de Domingos Rodrigues de Mesquita, com a colaboração de seu filho ARGOS MESQUITA.2016 e reeditado com filiações e datas de nascimento dos filhos de Porfirio Sousa ,por Lia Galgani Mesquita( seu bisavô)

Referências

  1. Resultado Final eleições 2012 no Maranhão. Página visitada em 13/01/2013.
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  4. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 
  7. «IBGE | Cidades | Maranhão | São Benedito do Rio Preto». ibge.gov.br. Consultado em 2016-02-15. 
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