São Gonçalo do Rio Abaixo

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Município de São Gonçalo do Rio Abaixo
Igreja Matriz de São Gonçalo do Rio Abaixo

Igreja Matriz de São Gonçalo do Rio Abaixo
Bandeira de São Gonçalo do Rio Abaixo
Brasão de São Gonçalo do Rio Abaixo
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 30 de dezembro de 1962 (55 anos)
Gentílico são-gonçalense[1]
Prefeito(a) Antônio Carlos Noronha Bicalho (PDT)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de São Gonçalo do Rio Abaixo
Localização de São Gonçalo do Rio Abaixo em Minas Gerais
São Gonçalo do Rio Abaixo está localizado em: Brasil
São Gonçalo do Rio Abaixo
Localização de São Gonçalo do Rio Abaixo no Brasil
19° 49' 33" S 43° 21' 43" O19° 49' 33" S 43° 21' 43" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Região
intermediária

Ipatinga IBGE/2017[2]

Região
imediata

João Monlevade IBGE/2017[2]

Municípios limítrofes João Monlevade, Rio Piracicaba, Santa Bárbara, Barão de Cocais, Bom Jesus do Amparo, Itabira
Distância até a capital 84 km
Características geográficas
Área 363,828 km² [1]
População 10 773 hab. estatísticas IBGE/2017[3]
Densidade 29,61 hab./km²
Altitude 627 m
Clima tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,667 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 1 795 383,73 mil IBGE/2015[5]
PIB per capita R$ 169 567,79 IBGE/2015[5]

São Gonçalo do Rio Abaixo é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Sua população estimada em 2017 era de 10 773 habitantes.[3]

História[editar | editar código-fonte]

O município de São Gonçalo do Rio Abaixo foi criado em 30 de novembro de 1962 pela Lei Estadual nº 2764.[6]

As primeiras famílias vieram de diversas localidades como: Rio de Janeiro, Salvador, Guaratinguetá, São Paulo, Ouro Preto, Mariana e um grande número de portugueses, vindos principalmente de Braga. Estes portugueses deram origem as tradicionais famílias do povoado e deixaram como prova de sua influência a escolha do Padroeiro do arraial do Rio Abaixo, São Gonçalo do Amarante, Santo de origem portuguesa. Dentre os primeiros habitantes podemos destacar nomes como: José de Olanda Braga que doou as terras para construção da Matriz, Capitão Manoel Teixeira Borges Aranda, proprietário de fazenfa no século XVIII; Alferes Francisco Faria Brito estando ligados ao povoamento do arraial do Rio Abaixo. 

A ocupação e desbravamento do território se deu em grande parte pela afoita procura de terras férteis para a prática da agricultura às margens do Rio Una, em decorrência da grande carestia na região das minas e a procura de ouro no Rio Santa Bárbara. Apesar de São Gonçalo do Rio Abaixo não ter prosperado como os demais da região aurífera, pode-se comprovar em todo o seu território obras feitas por braços escravos.

Rio Abaixo é um povoado que surgiu na década de 1720, às margens do Rio Santa Bárbara, ao pé da Serra do Catunguí. Dá-se como origem do topônimo, homenagem ao padroeiro São Gonçalo do amarante e por existir no município de Santa Bárbara de onde se desmembrou, um povoado com o nome de São Gonçalo do Rio acima, daí, para se destacar, optou-se por São Gonçalo do Rio Abaixo.  O Distrito de São Gonçalo do Rio Abaixo foi criado em 1.880 pela Lei Estadual nº 471 e o Município em 30 de novembro de 1.962 pela Lei Estadual nº 2764. O gentílico dos nascidos neste município é Sangonçalense.

Desde 2006, a Vale S.A. explora ferro na região, aumentando a arrecadação e o desenvolvimento local. Porém a recessão econômica iniciada em 2014 desacelerou as operações mineradoras, causando desemprego e quedas de receita.[7][8]

Geografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017,[9] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Ipatinga e Imediata de João Monlevade.[2] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Itabira, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte.[10]

Usina Hidrelétrica de Peti[editar | editar código-fonte]

Uma das atrações turísticas e de desenvolvimento industrial da cidade é a Usina Hidrelétrica e estação Ambiental de Peti, pertencente à CEMIG. Teve o início de sua construção em 1942 e inauguração em maio de 1946, possui uma geração de 9,4 MW e atende diretamente as cidades de São Gonçalo do Rio Abaixo, Santa Bárbara, Catas Altas e Barão de Cocais.

Imagens[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Listas

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «São Gonçalo do Rio Abaixo». Consultado em 25 de maio de 2018.. Cópia arquivada em 25 de maio de 2018 
  2. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 25 de maio de 2018. 
  3. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (30 de agosto de 2017). «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação com data de referência em 1º de julho de 2017» (PDF). Consultado em 25 de maio de 2018. 
  4. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 25 de maio de 2018.. Cópia arquivada (PDF) em 8 de julho de 2014 
  5. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2015). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2015». Consultado em 25 de maio de 2018.. Cópia arquivada em 25 de maio de 2018 
  6. «IBGE - cidades@ - Histórico - SÃO GONÇALO DO RIO ABAIXO (mg)». ibge.gov.br. Consultado em 21 de junho de 2012. 
  7. Cidades mineiras que estão à sombra de um só negócio sofrem com desemprego
  8. Sem dinheiro, obras ficam inacabadas em Minas
  9. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 25 de maio de 2018.. Cópia arquivada em 25 de maio de 2018 
  10. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1990). «Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas» (PDF). Biblioteca IBGE. 1: 74–76. Consultado em 25 de maio de 2018.. Cópia arquivada (PDF) em 25 de maio de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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