São João da Barra Seca

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São João da Barra Seca é uma comunidade rural situado no interior do município de Colatina, à sudoeste da sede municipal.

Atualmente a comunidade é composta por aproximadamente 60 famílias, a grande maioria de origem italiana (Bosi, Burgaleri, Dallapiccola, Ferarri, Gon, Merlo, Pinotti, Rovetta, Silvestre, Stocco,Tinelli, Tonelli, Zanetti, Zanotelli, Zeni).

Também encontram-se influência portuguesa (Falcão, Ferreira, Siqueira, Laurindo), e germânica (Keeper, Mutz, Rossmann, Kefler,Satter).

A comunidade dispõe de uma igreja católica (a maior parte professa o catolicismo, e poucos o luteranismo), duas escolas de 1º ciclo do ensino fundamental, quadra poliesportiva, Associação de Produtores Rurais. Para complementação de estudos até o nível médio, existe transporte escolar gratuito para os distritos de Itapina e Boapaba e para a sede municipal.

O principal produto agrícola cultivado é o café, mas também existem produções de arroz, milho, feijão, hortifrutigranjeiros. O principal rebanho é o bovino.

Limita-se ao norte com a comunidade de Santa Joana, ao sul com a comunidade de São Luiz da Barra Seca, a leste com as comunidades de Piabas e Córrego Senador e a oeste com o Município de Itaguaçu.

Suas origens remontam as primeiras décadas do século XX e inserem-se no contexto de ocupação das chamadas “terras quentes” vizinhas ou ao norte do Rio Doce por famílias de colonos provenientes da região centro-serrana do Espírito Santo.

Segundo relatos da tradição oral da comunidade, o nome da mesma está relacionado a uma forte estiagem nos primeiros anos de sua fundação, que secou a barra do principal córrego. Tal fato fez com que as famílias da época, muito religiosas, rezassem e fizessem promessas para que chovesse e a água corresse novamente nos regalos. No dia da chegada da imagem do padroeiro – São João Batista – choveu, e a comunidade então passou a se chamar São João da Barra Seca, por entender que a chuva era uma dádiva da imagem do santo recém-chegado.

Nesta época, abrangia uma extensão territorial maior, englobando as atuais comunidades de São Luiz da Barra Seca, Piabas I, Piabas II, São Brás, Córrego Senador.

Perdas territoriais, com o desmembramento de várias pequenas comunidades, como as acima citadas, baixo crascimento vertical de sua população (diferença entre as taxas de natalidade e óbitos), acentuado decréscimo horizontal (provocado principalmente pela emigração de jovens) fazem com que hoje a comunidade não tenha o mesmo destaque que outrora ostentava. Um sério problema, já enfrentado é o envelhecimento populacional, fruto de tais circunstâncias apontadas.