São João do Arraial

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
São João do Arraial
  Município do Brasil  
Símbolos
Hino
Lema Desenvolvimento para todos
Gentílico sãojoanense do arraial
Localização
Localização de São João do Arraial no Piauí
Localização de São João do Arraial no Piauí
Mapa de São João do Arraial
Coordenadas 3° 49' 08" S 42° 26' 45" O
País Brasil
Unidade federativa Piauí
Municípios limítrofes Matias Olímpio, Luzilândia, Esperantina, Campo Largo do Piauí e Morro do Chapéu do Piauí
Distância até a capital 203 km
História
Fundação 1997 (24 anos)
Aniversário 12 de dezembro
Administração
Prefeito(a) Benedita Vilma Lima (PT, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [1] 213,351 km²
População total (IBGE/2010[2]) 7 337 hab.
Densidade 34,4 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [3]) 0,528 baixo
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 15 231,201 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 2 090,19
Sítio www.sja.pi.gov.br (Prefeitura)

São João do Arraial é um município do estado do Piauí. Localiza-se na microrregião do Baixo Parnaíba Piauiense, mesorregião do Norte piauiense. O município tem 7.337 habitantes (2010) e 213 km². Foi criado em 1997. Antes de ser emancipada no ano de 1996, pertencia ao município de Matias Olímpio, cidade localizada à 18 km de São João do Arraial. Na história política do município, o povoado Arraial, como era chamado o município de São João do Arraial, foi foco de disputa política entre o grupo comandado pelo primeiro prefeito eleito de Matias Olimpio em 1954, Francisco Alves Maia, o popular Chico Maia, e o líder da região do povoado Arraial que envolvia outros povoados, como Cabaceiro, Santana, São José dos Órfãos etc…), Bernardo Araújo Rocha, conhecido como Binú, que nos embates eleitorais sempre saiu vitorioso nas regiões que compreendiam sua fazenda, a região do povoado Arraial, sobre o grupo dos Maias.

Com suas vitórias, Bernardo Rocha foi eleito vereador, vice-prefeito (quando se votava diretamente para vice-prefeito. Foi o vice mais votado), e duas vezes, alternadas prefeito de Matias Olimpio. Na época numa disputa entre os dois grupos ficou caracterizada o antagonismo entre os grupos, que foram popularmente chamados de “Porcos” e “Guachelos”, respectivamente, os eleitores que acompanhavam Binú e Chico Maia. Desta disputa resultou o domínio dos dois grupos que se alternavam no poder, pelas décadas de 50, 60, 70 e 80, e começo dos anos 90 na administração municipal do municipio-mãe, Matias Olimpio, e, como conseqüência a herança de um eleitorado com atitudes diferentes no modo de agir e de votar. O grupo de Binú ("Porcos") usava em demasia do meio mais convincente de obtenção do voto e do sucesso garantido nas urnas: o clientelismo, seguido de um paternalismo resultante de um coronelismo típico do Nordeste brasileiro, os quais, de modo exacerbado, se beneficiavam em uma comunidade comprovadamente paupérrima, conforme, infelizmente, até hoje, apontam os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os livros da história política sertaneja. E Francisco Maia, e os filhos Cesar Maia e Fogoió, na política mais recente, “investiam rios de dinheiro" e estrutura para combater o Barrão Fubá (Binú) do povoado Arraial e não conseguiam. Até música tinha –

“Vamos, vamos gente, vamos às carreiras, derrotar os porcos e o Barrão da Laranjeira”, e mais outra: “Maria Binú põe a mesa e as cadeiras no carro do Chico Branco e vai pra *Laranjeira”. *(Laranjeira é como se chama até os dias atuais a Fazenda pertencente a família de Binú)

No entanto, apesar da derrama de dinheiro, a população do povoado Arraial, respondia nas urnas negativamente para os Maias em favor de Binú, enquanto o restante do eleitorado matiense, em sua maioria, votava na “proposta” dos Maias.

Com a emancipação política do povoado Arraial em 1994, luta encabeçada por Binú desde os anos 80, foi um alívio para a família Maia, que comandava o Poder Executivo em Matias Olimpio, surgiu no cenário do recém município de São João do Arraial com os adversários políticos de Binú, o grupo comandado pela família Limma, que foram derrotados em duas eleições municipais consecutivas (1996 e 2000) pelo aclamado Barrão Fubá (Binú) de São João do Arraial, primeiro prefeito do novo município.

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de São João do Arraial, pela Lei Estadual nº 4680, de 26-01-1994, desmembrado dos municípios de Matias Olimpio e Luzilândia.

Administrativa


Sede no atual distrito de São João do Arraial (ex-localidade de Arraial do município de Matias Olimpo).

Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1997.

Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Cultura de ''São João do Arraial'' são as Festas Juninas, que ocorre todo ano, no mês de junho na cidade. É considerado um dos maiores festivais juninos da região. Festejam também os Santos Católicos:

  • Santo Antônio - 13 de Junho
  • São João - 24 de Junho
  • São Pedro - 29 de Junho.

Em Junho, comemoram a festa do Padroeiro São João. Festejam estes santos em Fogueira[5] e em festas.

Geografia[editar | editar código-fonte]

São João do Arraial está na Mesorregião do Norte Piauiense e na microrregião do Baixo Parnaíba Piauiense. É limítrofe de Matias Olímpio localizada a 18Km, Luzilândia, Esperantina localizada a 32Km, Campo Largo e Morro do Chapéu.

Distância da Capital[editar | editar código-fonte]

Está a 198 km de Teresina, capital do Piauí.

Economia[editar | editar código-fonte]

Devido ao isolamento dos maiores centros comerciais do Piauí, a cidade criou um banco local para contornar a falta de serviços bancários, o Banco dos Cocais, criado em dezembro de 2007, inspirado na experiência do Banco Palmas. Com o banco foi criada uma moeda própria, aceita apenas na cidade, o "cocal",[6] uma espécie de moeda social.

O Conselho do banco é de responsabilidade da sociedade civil, da prefeitura e entidades locais. Além da distribuição da moeda, a instituição funciona para pagar os servidores da região, arrecadar taxas públicas, como de água e energia, e distribuir benefícios como o Bolsa Família. Tem reconhecimento do Banco Central, desde que circule o dinheiro somente na cidade. As notas distribuídas vão de C$ 0,50 (Cinquenta centavos de Cocais), C$ 1,00 (Um Cocal), C$ 5,00 (Cinco Cocais) e C$ 10,00 (Dez Cocais). A moeda cocal tem valor equivalente a moeda nacional R$ (Real).[6]

As cédulas são estampadas com ícones da cultura e economia local, além possuir um selo que dificulta a sua falsificação, com o custo de R$ 0,15 por moeda fabricada. O responsável pela impressão das notas é o Instituto Palmas, gestor e certificador de bancos comunitários no Brasil.[6]

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. Fogueiras estas acendidas nas vésperas das datas citadas
  6. a b c Costa, Catarina (24 de fevereiro de 2014). «Sem agência bancária, cidade do Piauí cria banco local e moeda própria». G1 PI. Consultado em 24 de fevereiro de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre municípios do estado do Piauí é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.