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São Mamede de Infesta

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São Mamede de Infesta
Freguesia
São Mamede de Infesta
São Mamede de Infesta
São Mamede de Infesta
Brasão de armas de São Mamede de Infesta
Gentílico mamedense
Localização
Localização no município de Matosinhos
Localização no município de Matosinhos
Localização no município de Matosinhos
São Mamede de Infesta está localizado em: Portugal Continental
São Mamede de Infesta
Localização de São Mamede de Infesta em Portugal
Coordenadas 41° 11′ 00″ N, 8° 37′ 00″ O
Município Matosinhos
História
Fundação 2025-03-14 (refundação)
Administração
Tipo Junta de freguesia
Características geográficas
Área total 5,21 km²
População total (2011) 23 122 hab.
Densidade 4 438 hab./km²
Código postal 4465-268
Outras informações
Orago São Mamede

São Mamede de Infesta é uma cidade portuguesa do Município de Matosinhos que é sede da Freguesia de São Mamede de Infesta, freguesia que tem 5,21 km² de área e 23 122 habitantes (2011),[1] tendo, por isso, uma densidade populacional de 4 438 hab/km².

A Freguesia de São Mamede de Infesta foi extinta (agregada) em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, para, em conjunto com a Freguesia de Senhora da Hora, formar uma nova freguesia denominada União das freguesias de São Mamede de Infesta e Senhora da Hora.[2] Mas em 14 de março de 2025, as freguesias agregadas foram repostas às suas características iniciais pela lei n.º 25-A/2025, pelo que a Freguesia de São Mamede de Infesta foi de novo reposta.[3]

A vila de São Mamede de Infesta foi elevada à categoria de cidade em 2001.[4]

Em 2025, a Estação Ferroviária de São Mamede de Infesta passou a ter transporte ferroviário através da Linha de Leixões, CP Urbanos do Porto, em um serviço que vai de Leça do Balio até Campanhã, serviço que havia sido suspenso pela CP em 2011.[5]

História

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São Mamede de Infesta é a denominação que esta povoação teve no ano de 1706, pois anteriormente só se chamava S. Mamede, como vem nas Inquirições de 1258 e no censo de 1527. No entanto, em documentos do século XII vem denominada São Mamede de Tresores (o termo Tresores vem de três orres, ou vales, que efectivamente ladeiam a freguesia). O determinativo Infesta (termo arcaico que significa subida, encosta, costa ou costeira, tem a sua razão de ser, pois S. Mamede está numa elevação que domina o rio Leça), aparece na "Corografia Portuguesa" do Padre Carvalho da Costa e tem variado muito, pois também se acha S. Mamede da Ermida e S. Mamede da Hermida da Infesta, nas Constituições do Bispado do Porto de 1735 e noutros documentos do século XVIII e São Mamede de Moalde no "Catálogo e História dos Bispos do Porto" de Rodrigo da Cunha, em 1623 e na " Nova História da Ordem de Malta " de José Anastácio de Figueiredo.

O nome de origem é Sanctus Mamethus. Moalde é, possivelmente, o mais antigo lugar da freguesia de São Mamede de Infesta. A primeira vez que é nomeada foi no ano de 994 e em 1008, sob a forma de villa Manualdí, isto é, quinta ou herdade de alguém chamado Manualdo. Existe uma certa dúvida quanto a este nome, pois alguns autores acham que Moalde vem do nome de um guerreiro alemão de nome Modwald, mas tal não será pertinente.

Seixo é igualmente um lugar muito antigo desta freguesia, pois já nas Inquirições de D. Afonso III em 1258, se menciona o seu nome. Este lugar foi desmembrado da freguesia de Ramalde em 1895, sendo anexado a São Mamede.[6]

A reforma administrativa de 6 de novembro de 1836, retirou a freguesia, na altura uma povoação de 300 fogos conhecida apenas por Infesta, da administração de Leça do Balio e anexou-a ao concelho de Bouças (atual Matosinhos).[7]

População

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População da Freguesia de São Mamede de Infesta [8]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 856 2 271 2 833 3 599 4 914 4 619 6 510 8 259 9 852 13 343 16 551 18 953 20 468 23 542 23 122
Distribuição da População por Grupos Etários
Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos
2001 3 458 3 510 13 300 3 274 14,7% 14,9% 56,5% 13,9%
2011 3 034 2 437 13 495 4 156 13,1% 10,5% 58,4% 18,0%

Património[9]

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  • Casa Museu Abel Salazar
  • Museu de Jazigos Minerais Portugueses
  • Museu Vivo do Milho e do Linho
  • Quinta da Amieira
  • Quinta das Laranjeiras
  • Quinta do Dourado
  • Quinta do Eirado
  • Capela da Ermida
  • Capela de São Félix (disputada com Leça do Balio)
  • Capela Santo António do Telheiro
  • Capela Senhor da Boa Fortuna
  • Igreja Matriz de São Mamede de Infesta
  • Parque Urbano de São Mamede de Infesta

Coletividades[9]

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  • Associação de Socorros Mútuos de São Mamede
  • Associação dos Doentes de Alzheimer em S. Mamede de Infesta
  • Bombeiros Voluntários de São Mamede de Infesta
  • No Meio do Nada
  • Associação Portuguesas dos Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental
  • Centro de Apoio à Terceira Idade
  • Centro Nacional de Escutas - agrupamento 143
  • Comissão de Culto da Capela de Santo António do Telheiro
  • Associação Comunitária Mamedense

Culturais

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  • Casa Museu Abel Salazar
  • Grupo Cultural Desportivo e Recreativo Realidade
  • Rancho Típico de São Mamede de Infesta
  • Grupo Dramático e Musical Flor de Infesta
  • Rancho Folclórico do Padrão da Légua

Desportivas

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  • Associação Académica de São Mamede
  • Associação Atlética do Telheiro
  • Associação Desportiva e Recreativa Águias de São Mamede de Infesta
  • Clube de Bilhar Netinhos
  • Clube Lusitano do Automóvel Clássico
  • Futebol Clube de Infesta

Escolares

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  • Escola Básica da Ermida
  • Escola Básica da Igreja Velha
  • Escola Básica Maria Manuela de Sá
  • Escola Básica Padre Manuel de Castro
  • Escola Secundária Abel Salazar

Museu de Jazigos Minerais Portugueses

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Sediado nas instalações do Laboratório do Instituto Geológico e Mineiro, este espaço museológico apresenta uma das melhores e mais representativas coleções nacionais das principais jazidas minerais portuguesas.

Da pirite alentejana ao volfrâmio da Panasqueira, passando por muitos outros jazigos minerais, como o ouro de Jales ou o urânio da Urgeiriça, este museu presta uma particular atenção à vizinha exploração de Caulino da Senhora da Hora.

Além dos exemplares de minerais, este espaço museológico apresenta também alguns achados arqueológicos, testemunhos da atividade mineira no nosso País, através dos tempos.

Museu Vivo do Milho e do Linho

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(Rancho Folclórico Paroquial do Padrão da Légua)

Concelho predominantemente rural até finais do Séc. XIX, Matosinhos lançou bem fundas as raízes da sua génese e desenvolvimento na prática e vivência agrícola. Marcando o ritmo de praticamente toda a população, as sementes, a vindima, as feiras agrícolas, as desfolhadas do milho ou a espadelada do linho assinalavam diferentes épocas do ano. Do mesmo modo que a ordenha das vacas, as regas, a confecção das alfaias ou o levar dos animais ao pasto ritmou o dia-a-dia do concelho durante séculos. As profundas implicações económicas, sociais e culturais deste modo de vida não deixaram de se reflectir, nas tradições etnográficas e no património histórico-cultural do concelho.

Desde os anos 80 que a preservação desta importante componente da nossa Memória Colectiva vem sendo incentivada e desenvolvida pelo Rancho Folclórico Paroquial do Padrão da Légua. Um programa em torno do milho (do cultivo à confecção de pão), permitiu um levantamento exaustivo das diferentes fases do trabalho, das tradições associadas a esta prática agrícola, e uma significativa recolha de alfaias e de outros elementos da cultura material ligados ao seu cultivo e tratamento.

O resultado desse programa e recolhas originou uma significativa coleção que encontra agora, com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos, um espaço para a sua permanente exibição pública.

Personalidades ilustres

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Ver também

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Referências

  1. «População residente, segundo a dimensão dos lugares, população isolada, embarcada, corpo diplomático e sexo, por idade (ano a ano)». Informação no separador "Q601_Norte". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 21 de Março de 2014. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2013 
  2. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro (Reorganização administrativa do território das freguesias). Acedido a 21 de março de 2014.
  3. «Reposição de freguesias agregadas». Diário da República. 13 de março de 2025. Consultado em 3 de setembro de 2025 
  4. «Lei n.º 35/2001, de 12 de julho». diariodarepublica.pt. Consultado em 6 de maio de 2024 
  5. «CP reabre Linha de Leixões com novas paragens». RTP. 9 de fevereiro de 2025. Consultado em 9 de fevereiro de 2025 
  6. Obra de carácter monográfico sobre São Mamede de Infesta publicada pela Autarquia.
  7. «Nova organização dos distritos Administrativos do Reino : Decreto de 6 de Novembro de 1836». Arquivo Municipal do Porto. 24 de dezembro de 1836. pp. 181–185 
  8. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  9. a b «Colectividades». União das Freguesias São Mamede de Infesta e Senhora da Hora. Consultado em 2 de outubro de 2025 
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