Povoado fortificado e Santuário de Endovélico

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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, no Brasil.
Povoado fortificado e Santuário de Endovélico
Busto do Endovélico, encontrado em São Miguel da Mota e preservado no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa.
Nomes alternativos São Miguel da Mota
Património Nacional
Classificação Logotipo Anta Vilarinho PT.png Imóvel de Interesse Público
(Decreto n.º 67/97, de 31 de Dezembro)
DGPC 74089
SIPA 4451
Geografia
País Portugal Portugal
Local Terena, Alandroal
Coordenadas 38° 38' 36.34" N 7° 26' 35.28" O
Localização da estrutura em mapa dinâmico

O Povoado fortificado e Santuário de Endovélico, igualmente conhecido como São Miguel da Mota, é um sítio arqueológico que corresponde a um antigo povoado fortificado e um santuário à divindade pré-romana Endovélico, situado na freguesia de Terena, no concelho do Alandroal, em Portugal.

Foi construído provavelmente no Século I d.C., durante o período romano,[1] para substituir um outro santuário ao Endovélico, conhecido como Rocha da Mina.[2] Porém, a ocupação humana do local remonta a épocas muito anteriores à conquista romana, tendo sido encontrados vestígios do Neolítico e do Calcolítico.[3]

No Século V o templo pagão foi cristianizado com a construção de uma capela nas proximidades, dedicada a São Miguel.[1]

Descrição[editar | editar código-fonte]

O sítio arqueológico está situado no topo de uma colina conhecida como São Miguel da Mota, situada nas imediações da Ribeira de Lucefécit, a cerca de quatro quilómetros de Terena, no sentido Noroeste.[3] Este local permitia o controlo total de uma vasta porção de território em redor.[1]

No local foram encontradas as ruínas de várias estruturas, tendo o arqueólogo José Leite de Vasconcellos avançado a hipótese que pertenceriam a um povoado de origem pré-romana, provavelmente da Idade do Ferro.[1] Porém, os resultados das investigações posteriores não permitem sustentar esta teoria, tendo-se chegado à conclusão que se trataria apenas de um complexo religioso, provavelmente um santuário dedicado ao Endovélico, uma divindade de origem pré-romana que é muito conhecida na historiografia portuguesa, por surgir num grande número de inscrições antigas descobertas nos últimos quatrocentos anos.[1] O Endovélico fazia originalmente parte do panteão dos povos lusitanos, tendo sido depois alvo de um processo de romanização, e poderá ter estado ligado à medicina e à vida após a morte.[2] Além disso, os materiais encontrados não permitem uma identificação rigorosa como pertencendo à Idade do Ferro.[4] Porém, durante as escavações arqueológicas foram descobertos materiais que pertencem a um período muito anterior à ocupação romana.[3] Os vestígios no local apontam para a presença de uma estrutura de planta quadrangular no topo da colina, junto ao marco geodésico, que provavelmente seria uma plataforma de sustentação do santuário.[4] A identificação do edifício como um santuário é reforçada pela existência, naquele local, de várias partes de elementos arquitectónicos e de escultura em mármore, uma grande quantidade de fragmentos de cerâmica comum e de construção, peças em bronze com inscrições, aras votivas consagradas ao Endovélico, e várias lápides funerárias.[1] A maior parte das peças em mármore vieram de Estremoz e de Vila Viçosa, enquanto que outras vieram de Trigaches e de Pardais, localizações relativamente próximas ao santuário de São Miguel da Mota.[5]

Pedestal encontrado no local, que faz referência ao Endovélico.

No local foram identificadas mais de oitenta inscrições latinas,[4] podendo ser o ponto na antiga província romana da Hispânia onde foram encontradas mais vestígios epigráficos e peças de escultura.[5] A adoração ao Endovélico teve decididamente origem num período anterior ao domínio romano, como pode ser comprado pelo próprio nome daquela divindade, que não se enquadra na linguística latina, mas a maior parte dos nomes presentes nas várias inscrições encontradas no local são romanos.[5] Devido à qualidade de algumas das esculturas, e à referência a oferendas de prata, pode-se concluir que pelo alguns dos fiéis do santuário deveriam pertencer a classes sócio-económicas médias ou elevadas.[5] Com efeito, vários dos nomes indicados surgem entre as dinastias mais afluentes nas regiões da Lusitânia e da Bética ocidental, pelo que provavelmente seriam membros destas famílias ou seus dependentes.[5] Alguns dos nomes nas inscrições fazem referência a tribos, como por exemplo Quintus Sevius Quinti filius, que pertencia à tribo Papiria (es), na qual estavam integrados os cidadãos da antiga cidade romana de Augusta Emerita (moderna Mérida, em Espanha).[5] Os fragmentos de três estátuas apresentam uniforme militar, incluindo um de legionário, demonstrando uma possível dedicação por parte de indivíduos das forças armadas.[5]

Entre as várias peças destaca-se um pedestal de mármore, com uma inscrição latina na face frontal, um relevo de um suíno sobre um pedestral na posterior, e uma coroa de louros e uma palma nas laterais.[6] A inscrição foi interpretada por José Leite de Vasconcellos como «DEO ENDOVELLICO SACRVM ^ M ^ FANNIVS AVGVRINVS MERITO ^ HVN[C] DEVM ^ SIBI PROPITIATVM» - «Consagrado ao Deus Endovélico. Marco Fânio Augurino com razão honrou este deus, que ele teve como propício».[6] Além da referência ao Endovélico, também é de destacar a presença de pontuação, com pontos triangulares a separar algumas palavras.[6]

Também foram descobertas moedas de bronze do Século IV, fragmentos de vasos de cerâmica e de vidro,[4] e vestígios osteológicos.[3] Pensa-se que grande parte das estátuas e inscrições terão sido destruídas ou mutiladas ao longo dos séculos, devido à readaptação do local ao culto cristão,[4] ou removidas para outros locais para servirem como materiais de construção, situação que se verificou com muita frequência com estruturas deste tipo.[1] Por exemplo, duas peças com epígrafes que foram retiradas das ruínas de São Miguel da Mota foram reaproveitadas nas paredes do Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova, em Terena, e outras sete foram integradas na frontaria do Mosteiro de Santo Agostinho, em Vila Viçosa.[4] A tipologia dos edifícios oferece algumas semelhanças com as estruturas presentes noutros santuários, nomeadamente os de Panóias e de Ulaca (es), na província de Ávila, em Espanha.[4]

Além das ruínas, na colina também se verifica a existência de vários edifícios modernos de tipologia rural, ligados principalmente à pastorícia.[4] No local registou-se a presença de vários taludes, mais visíveis do lado Sudeste, que poderão encerrar os vestígios de mais estruturas, talvez uma zona residencial.[4]

Os antigos santuários da Rocha da Mina e de São Miguel da Mota podem ser integrados num conjunto de monumentos situados ao longo da Ribeira de Lucefecit, que é uma das áreas em território nacional com maior número de locais sagrados, ocupados durante uma vasta sequência de períodos cronológicos, desde a época pré-romana até à Idade Média.[2] Este património inclui sepulturas medievais e várias igrejas, incluindo a da Fonte Santa, de São Miguel da Mota e da Nossa Senhora da Boa Nova, algumas delas construídas sobre antigas estruturas pagãs.[2] O Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova continua a ser alvo de peregrinações, demonstrando a continuidade da importância religiosa da região.[2] A própria denominação da Ribeira de Lucefécit tem uma forte carga simbólica, podendo ser uma alusão a Lúcifer, que estava ligado ao planeta Vénus, conhecido como a estrela da luz.[2] De acordo com José Leite de Vasconcellos, o santuário de São Miguel da Mota pode ter estado ligado a duas estruturas antigas situadas nas proximidades, o Castro de Castelo Velho, um povoado fortificado com cerca de cinco mil anos classificado como Monumento Nacional, e o Fortim romano de Castelinho.[2]

Vestígios do santuário ao Endovélico original, na Rocha da Mina, em 2016.

História[editar | editar código-fonte]

Ocupação original e cristianização[editar | editar código-fonte]

Os vestígios mais antigos de ocupação humana na colina pertencem provavelmente aos períodos do Neolítico e do Calcolítico, podendo corresponder a um pequeno povoado fortificado.[3]

Originalmente, o culto ao Endovélico fazia-se num outro santuário, conhecido modernamente como Rocha da Mina, tendo sido depois trespassado pelos romanos para um novo edifício em São Miguel da Mota,[2] construído provavelmente no Século I d.C.[1] De acordo com os vestígios encontrados no local, o antigo santuário ainda terá sido utilizado durante o periodo romano, provavelmente durante a República.[7] O novo templo foi alvo de adaptação ao culto cristão no Século V, quando foi construída uma capela,[1] reutilizando materiais da antiga estrutura pagã.[6] A capela foi dedicada a São Miguel Arcanjo, escolha de grande significado, porque este santo é considerado um padroeiro da medicina, tal como o Endovélico havia sido.[6] Assim, a colina ganhou o nome de São Miguel da Mota, combinando o nome do arcanjo ao de um local situado nas proximidades.[6]

Estátua de uma figura masculina, descoberta em São Miguel da Mota e exposta no Museu Nacional de Arqueologia.

Redescoberta[editar | editar código-fonte]

Séculos XVI a XIX[editar | editar código-fonte]

A primeira recolha epigráfica sobre o Endovélico foi feita por D. Teodósio, Duque de Bragança, no estilo das investigações históricas feitas no Século XVI,[1] tendo ordenado o transporte de sete lápides para a Igreja dos Agostinhos em Vila Viçosa, às quais posteriormente se juntaram outras seis.[8] O local foi depois estudado por grandes nomes da historiografia e arqueologia nacional, como André de Resende, Frei Bernardo de Brito, e Scarlat Lambrino (ro).[1] Na obra Dicionario Geographico, publicada pelo padre Luís Cardoso no Século XVIII e citada por A. Mesquita de Figueiredo no primeiro volume do Archaeologo Português, de 1895, é descrito o sítio de São Miguel da Mota: «Desviado desta Villa huma legoa, mas ainda no seu termo, corre a serra de S. Miguel, nome que lhe deu huma ermida deste soberano Archanjo, que se vê edificada no mais alto della, cuja casa dizem foi fundada no tempo da Gentilidade... e se entende ser mais antiga, que a igreja de Nossa Senhora da Boa Nova da Villa de Terena.».[9]

Nas Memórias Paroquiais de 1758, coligidas por Pedro A. de Azevedo para o Archaeologo Português em 1896, faz-se referência à capela de São Miguel e aos achados arqueológicos na colina: «A ermida de S. Miguel fica distante huma legoa desta villa em sima de hum elevado monte. He esta ermida antiquissima, porque foy fundada por Maarbal ao Deos Copido com o titulo de Endovelico nos annos de 340 antes da vinda de Christo. Era este simulacro de prata muciço com hum coração na boca, e azas nos pes asestião, a este simulacro em apozentos que tinhão ao pé humas sacerdotizas a que chamavão Flaminas. [...] No mesmo monte onde está esta Ermida, e era aquelle templo de Copido Endovellico havião varias antas que é o mesmo que aras [sic] onde se fazião os sacraficios e nellas ao mesmo Copido sacrificauão hum cordeiro branco. [sic] Por esta causa (por ter cahido fazendo-se pedaços quando o nascimento de J. Christo) fizerão segundo simulacro ou Idollo de fino marmore, cujo templo sendo ao depoes possuido pelos Christãos na ley da Graça o purificarão e dedicarão a S. Miguel, e por occasião das obras, que para isso fizerão, meterão o Idollo por ser obra excellente dentro da parede da Igreja, onde foy achado quando se abrio huma porta que vay para a caza do Ermitão, e os rapazes o quebrarão fazendo-o em pedaços; e também acharão algumas pedras de marmore fino. [...] Estas pedras mandou o Sr. Theodozio, Duque de Bargança, levar para Villa Viçosa e por no Portico de S. Agostinho onde se podem ver.».[10] Neste relato refere-se que o santuário do Endovélico tinha sido construído pelos cartagineses, nomeadamente pelo comandante militar Maárbal, mas a teoria da fundação cartaginesa foi posteriormente desacreditada.[10] De igual forma, o Endovélico surge identificado com o deus Cupido, associação que Pedro de Azevendo classifica como «invenção dos eruditos».[10] Nas Memórias Paroquiais, a Ermida de Nossa Senhora da Assunção, posteriormente conhecida como Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova, é descrita como tendo sido «Templo do Deos Juppiter Endovelico a quem com grande culto venerava aquella cega gentilidade».[10] Porém, esta suposição foi baseada na presença de pedras com inscrições do Endovélico, que na realidade tinham sido trazidas de São Miguel da Mota.[10]

No Século XIX, a cobertura da capela ruiu durante a realização de trabalhos no seu interior.[1] Nos finais desse século, o local foi estudado por Gabriel Pereira, que fez o levantamento da sua planta,[1] e em 1890 José Leite de Vasconcellos fez trabalhos arqueológicos, durante os quais derrubou quase totalmente a Ermida de São Miguel da Mota, incluindo os alicerces, tendo restado apenas uma pequena parcela do pavimento.[3]

No topo da colina onde se situa o antigo templo foi colocado um marco geodésico.[2]

Séculos XX e XXI[editar | editar código-fonte]

Em 17 de Abril de 1906, o Arqueólogo Português noticiou que D. Carlos tinha oferecido ao Museu Etnográfico Português cinco lápides com inscrições dedicadas ao Endovélico, que tinham estado na Igreja dos Agostinhos, em Vila Viçosa.[8] Estas cinco lápides foram as únicas sobreviventes dos treze exemplares de São Miguel da Mota que foram preservadas na igreja.[8]

Em 1992 foram feitos trabalhos arqueológicos no cerro de São Miguel da Mota, no âmbito da Carta Arqueológica do Alandroal, de forma a verificar em que condições é que se encontravam os vestígios existentes, e avaliar o possível impacto de uma plantação de eucaliptos situada a Norte.[3] Em 2002 iniciou-se uma nova campanha arqueológica no local, que tinha como finalidade interpretar as pesquisas feitas por José Leite de Vasconcellos nos finais do Século XIX, e identificar as potencialidades do sítio, no sentido de iniciar um programa de investigação prolongado.[3] Foram confirmadas as conclusões já apresentadas por Manuel Calado, de que os vestígios de estruturas estavam concentrados na vertente Este, devido à presença de descontinuidades topográficas que poderiam indicar a existência de ruínas de edifícios.[3] Este local já tinha sido estudado por Leite de Vasconcellos, que o originalmente interpretou como um castrejo com muralhas.[3] Também em 2002 foi investigada uma pequena área do pavimento da antiga capela de São Miguel da Mota, não se tendo encontrado quaisquer provas de que o antigo templo romano estaria debaixo dos alicerces, embora tenham sido descobertas várias esculturas.[3] Durante as escavações foram recolhidas mais três peças com epígrafes consagradas ao Endovélico.[3] No ano seguinte prosseguiram as pesquisas no topo da colina, especialmente na área da antiga capela, tendo-se constatado que as ruínas correspondentes às descontinuidades topográficas não estavam ligadas ao antigo templo, mas que provavelmente seriam de período mais recente.[3] Porém, foram encontrados alguns silhares em granito, que revelaram a existência de imponentes edifícios no local, e vários fragmentos de peças em cerâmica, principalmente ânforas, pertencentes ao alto período imperial romano, e moedas mais tardias, do Século VI.[3] Em 2004 voltou-se a estudar o local da ermida, no sentido de descobrir o seu histórico de ocupação, tendo sido levantada a planta integral do edifício, e confirmada a inexistência de estruturas que correspondessem ao período romano por debaixo dos seus alicerces.[3] Em 2006, os trabalhos concentraram-se no topo da colina e na sua vertente Este, tendo sido descobertas provas da existência de edifícios relativamente monumentais, e na zona mais elevada foram encontrados muitos vestígios do período romanos.[3] Durante as investigações deste ano também é de destacar a descoberta de importantes materiais correspondentes ao período pré-romano, provavelmente do Neolítico final e do Calcolítico inicial.[3] Em 2007 continuaram as escavações, tendo sido encontrados mais materiais do Neolítico e do Calcolítico, que poderiam ser parte das estruturas defensivas de uma povoação pré-histórica.[3] Entretanto, em 1997 o monumento de São Miguel da Mota foi classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 67,de 31 de Dezembro, com a denominação de Povoado fortificado e Santuário de Endovélico.[11]

Em 2010, a Câmara Municipal do Alandroal lançou a iniciativa Por Terras do Endovélico, que procurava divulgar e aproveitar para fins turísticos o antigo culto pré-romano, que incluiu a organização de eventos desportivos e culturais, como filmes, concertos de música celta, mostras gastronómicas, palestras, e visitas pedonais à Rocha da Mina e a São Miguel da Mota.[12] No âmbito deste programa, também foi preparada uma exposição conjunta do espólio recolhido em São Miguel da Mota, em colaboração com o Museu Nacional de Arqueologia.[12] Em Maio de 2021, a autarquia estava a planear a instalação de um museu em Terena, como parte de um programa de recuperação e valorização do património daquela vila.[13] Este espaço museológico iria servir como pólo de divulgação da riqueza cultural e histórica do concelho, com destaque para o cerro de São Miguel da Mota, como antigo centro de culto ao Endovélico.[13]

Estatueta de javali recolhida em São Miguel da Mota, que poderia representar um animal oferecido ou sacrificado ao Endovélico.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Leitura recomendada[editar | editar código-fonte]

  • AMARAL, João (2013). CUPETO, Carlos Alberto Cupeto, ed. Alandroal: Viver - Uma história que nunca acaba (PDF) 1.ª ed. Alandroal: Câmara Municipal do Alandroal. 150 páginas. ISBN 978-989-98585-0-3 
  • MOREIRA, Isabel Alves Moreira (2013). Memórias paroquiais da Vila do Alandroal e o seu termo (1758). Lisboa e Alandroal: Colibri e Câmara Municipal do Alandroal. 104 páginas. ISBN 978-989-689-330-9 
  • Divindades Pagãs no Alandroal: Actas / do X Congresso Anual de Paganismo. Col: Cadernos temáticos de paganismo. Volume 1. [S.l.]: PFI - Associação Cultural Pagã. 2007. 39 páginas. ISBN 978-989-95451-1-3 

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m MARTINS, A. «Povoado fortificado e Santuário de Endovélico». Património Cultural. Direcção-Geral do Património Cultural. Consultado em 1 de Junho de 2021 
  2. a b c d e f g h i «A Ribeira de Lucefécit é um Vale Sagrado». SAPO Viagens. Consultado em 6 de Junho de 2021 
  3. a b c d e f g h i j k l m n o p q r «Santuário de Endovélico / São Miguel da Mota». Portal do Arqueólogo. Direcção-Geral do Património Cultural. Consultado em 8 de Junho de 2021 
  4. a b c d e f g h i AMENDOEIRA, Paula (1998). «Santuário de Endovélico». Sistema de Informação para o Património Arquitectónico. Direcção-Geral do Património Cultural. Consultado em 1 de Junho de 2021 
  5. a b c d e f g DIAS, Maria Manuela Alves; COELHO, Luís (995-1997). «Endovélico: caracterização social da romanidade dos cultuantes e do seu santuário (São Miguel da Mota, Terena, Alandroal)» (PDF). O Arqueólogo Português. 4.ª Série (Volume 13-15). Lisboa: Museu Nacional de Arqueologia. p. 233-265. Consultado em 6 de Junho de 2021 – via Direcção-Geral do Património Cultural 
  6. a b c d e f VASCONCELLOS, José Leite de (1895). «Monumento do deus Endovellico» (PDF). O Archaeologo Português. 1.ª Série (Volume I). Lisboa: Museu Ethnografico Português. p. 43-46. Consultado em 6 de Junho de 2021 – via Direcção-Geral do Património Cultural 
  7. «Rocha da Mina». Portal do Arqueólogo. Direcção-Geral do Património Cultural. Consultado em 11 de Junho de 2021 
  8. a b c VASCONCELLOS, José Leite de (1906). «Cinco lapides do deus Endovellico: dadiva de Sua Magestade El-Rei ao Museu Ethnológico Português» (PDF). O Archaeologo Português. 1.ª Série (Volume XI). Lisboa: Museu Ethnografico Português. p. 1-2. Consultado em 6 de Junho de 2021 – via Direcção-Geral do Património Cultural 
  9. FIGUEIREDO, A. Mesquita de (1895). «Informações archeologicas colhidas no «Diccionario Geographico» de Cardoso» (PDF). O Archaeologo Português. 1.ª Série (Volume I). Lisboa: Museu Ethnografico Português. p. 153-154. Consultado em 6 de Junho de 2021 – via Direcção-Geral do Património Cultural 
  10. a b c d e AZEVEDO, Pedro A. de (1895). «Extractos archeológicos das Memórias Parochiais de 1758: 7. Alandroal (Alemtejo)» (PDF). O Archaeologo Português. 1.ª Série (Volume II). Lisboa: Museu Ethnografico Português. p. 136-141. Consultado em 6 de Junho de 2021 – via Direcção-Geral do Património Cultural 
  11. PORTUGAL. Decreto n.º 67/97, de 31 de Dezembro. Ministério da Cultura. Publicado no Diário da República n,º 301, Série I-B, de 31 de Dezembro de 1997.
  12. a b ZACARIAS, Maria Antónia (11 de Junho de 2010). «Alandroal quer recuperar o culto endovélico». Público. Consultado em 8 de Junho de 2021 
  13. a b «Alandroal: Arquiteto Aires Mateus está a desenvolver Plano de Intervenção de Terena». Rádio Campanário. 21 de Maio de 2021. Consultado em 8 de Junho de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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