São Raimundo Esporte Clube (Manaus)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde janeiro de 2015). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
São Raimundo
São Raimundo Esporte Clube.png
Nome São Raimundo Esporte Clube (Manaus)
Alcunhas Tufão da Colina
Tufão
Alvi-Celeste da Colina
Torcedor/Adepto São-raimundense
Alvi-celeste (Colinense)
Bucheiro
Mascote Tufão
Fundação 18 de novembro de 1918 (97 anos)
Estádio Colina
Capacidade 11 000 pessoas
Mando de jogo em Colina
Capacidade (mando) 11 000 pessoas
Presidente Brasil Mozart Luís dos Santos
Treinador Brasil Edson Ferreira
Patrocinador Brasil TECON Construtora
Brasil Academia Hiper Sport
Brasil Jornal A Crítica/ Núcleo Craque
Brasil Rodviários
Brasil Governo do Amazonas
Brasil Academia Cheik Club
Brasil VICAL Transportes
Material esportivo Brasil Siker
Competição Amazonas Campeonato Amazonense

Brasil Campeonato Brasileiro Série D

Amazonas AM 2016
Amazonas AM 2015 5º colocado
Amazonas AM 2014 7° colocado
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
editar

O São Raimundo Esporte Clube ou apenas São Raimundo é um clube esportivo brasileiro com sede na cidade de Manaus, capital do estado do Amazonas. Foi fundado oficialmente em 18 de novembro de 1918, a partir do seu precursor Risófolis Clube Recreativo, que havia sido idealizado em 1915. Seu nome foi dado em homenagem ao bairro homônimo na capital amazonense.

Recebe a alcunha de "Tufão da Colina" que também lhe serve como mascote, as cores azul e branco são suas cores oficiais. Na sua principal modalidade, o futebol, é um dos principais clubes do Amazonas, tendo conquistado 7 Campeonatos Amazonenses e 3 Copas Norte, sendo o maior campeão desse extinto torneio regional. Em âmbito nacional, possui 1 vice-campeonato do Campeonato Brasileiro de Futebol - Série C e uma participação na extinta Copa dos Campeões. Entre outros feitos, o São Raimundo foi o único do clube amazonense a ter participado de um torneio internacional oficial, a Copa Conmebol de 1999, da qual foi semifinalista. O clube ainda participou por sete edições seguidas da Série B oito edições da Copa do Brasil

História[editar | editar código-fonte]

O São Raimundo Esporte Clube foi fundado oficialmente no dia 18 de novembro de 1918, logo após do fim do "boom" da Borracha em Manaus. O nome deve-se ao bairro onde este é sediado, que por fim deve este nome ao santo, São Raimundo Nonato, que nasceu em 1204, na Espanha. O bairro em Manaus foi, por muito tempo, latifúndio da Igreja Católica, no século XIX, até que emigrantes nordestinos começarem a se instalar no local. O bairro de São Raimundo está localizado à 200 metros do Centro histórico de Manaus, separado deste pela Ponte Fábio Lucena, que foi inaugurada em 1986.

O precursor Risófolis[editar | editar código-fonte]

Antes do São Raimundo ser oficialmente fundado, considera-se que o clube existiu de 1915 a 1918 como outro clube que pode ser considerado o próprio São Raimundo ainda em existência informal. Em 1915, época do "boom" no futebol no Amazonas, foi fundado o Risópolis Clube Recreativo por ideal de Francisco Rebelo e o Professor Assis. Mais tarde, em Maio de 1918, o Risópolis passa a se chamar Risofólis que meses depois acabou se transformando no São Raimundo, nascido para representar o bairro, como era costume no tempo.

Os Fundadores[editar | editar código-fonte]

Alguns dos fundadores do São Raimundo são: Sr. Belmiro Costa, Sr. Olímpio Carvalho, Sr. Carlos Frederico, Sr. José Quincas, Sr. Vidal, Sr. Sena e Sr. Queiróz. O presidente desse novo clube era Francisco Rebelo, idealizador do Risófolis anos antes.

A Primeira sede do São Raimundo localizava-se na mesma "rua da Ponte", a rua 5 de setembro. Antes desta data, as reuniões do clube eram em locais aleatórios.

O nascimento para o futebol oficial[editar | editar código-fonte]

Fundado em 1918, o São Raimundo viveu grande parte de sua existência disputando torneios não oficiais. O clube filiou-se à FADA (precursora da FAF) somente na década de 50, em 1955, só chegando à Primeira Divisão do estadual em 1956, disputando no então junto aos "grandes" de Manaus.

O promissor inicio da década de 60[editar | editar código-fonte]

Durante seus primeiros anos no estadual, o São Raimundo mostrava que vinha pra incomodar e ser uma grande pedra no sapato dos adversários. Depois dos primeiros anos, na sua sexta participação na Primeira Divisão, o clube da Colina conquistou seu primeiro campeonato Amazonense, em 1961, época em que o futebol do Amazonas ainda era amador.

Em 1964 o profissionalismo foi instalado no futebol do Amazonas, o que levou a muitos clubes a se afastarem do futebol, o São Raimundo sem grandes posses, levou o futebol em frente e permaneceu no estadual e logo mostrou força. Logo no primeiro estadual em regime profissional, o clube alviceleste surpreendeu a todos conquistando o Segundo Turno depois de quase ser eliminado no primeiro turno qualificatório. Na final enfrentou o Nacional e perdeu o campeonato nas finais disputadas em 1965.

Porem, dois anos depois veio enfim seu segundo campeonato, em 1966. Numa disputa em pontos corridos, o "Tufão" conquistou o título na última rodada após um empate no Rio-nal que era tratado como a final do Campeonato, o que evitou que um dos dois o ultrapassasse.

São Raimundo nas suas 10 primeiras edições do estadual(1956-1966):

  • Campeão em 1961
  • Vice-campeão em 1964(1º do profissionalismo)
  • Campeão em 1966

Decadência no final dos anos 60[editar | editar código-fonte]

A partir do final dos anos 60, o clube passou a apresentar campanhas modestas e não obteve mais o grande brilho que apresentou no inicio daquela década, ficando dali até 1997 sem brigar para conquistar títulos profissionais, nem mesmos os torneios incentivos organizados pela FAF entre os clubes que não disputavam o Campeonato Brasileiro.

Após o titulo estadual de 1966, o clube passou por diversas dificuldades, que rebaixaram seu poder econômico. Nos anos 80, o clube quase vendeu seu estádio e quase fecha suas portas. Nos anos 90 a fraqueza financeira afastou o clube por diversas temporadas do futebol profissional, até que Ivan Guimarães e Maneca assumiram seu departamento de futebol e o alavancam no cenário regional e nacional.

Reorganização em 1996 e Renascimento em 1997[editar | editar código-fonte]

O São Raimundo, a partir de 1996, "renasceu" para o futebol do Amazonas. Ivan Guimarães e Maneca, nacionalinos fanáticos - o primeiro, radialista e ex-setorista do Nacional, o segundo, presidente do Nacional durante 10 anos, colocaram a ideia para a presidência do São Raimundo de se criar um Departamento Autônomo dentro do clube. Orlando Saraiva (então presidente do São Raimundo) e outros diretores acataram e acreditaram na ideia. O que eles iriam perder? A partir daí o São Raimundo chamou Aderbal Lana, que tinha um histórico recente muito bom no futebol amazonense, conquistando títulos e boas campanhas a nível nacional também com o Nacional.

A primeira competição fora do estado, a Série C de 1996.

No estadual de 1996 o clube ficou em quarto lugar e como o Amazonas teria três vagas, ficaria fora da Série C. Porem, o vice-campeão daquele ano, o Cliper, não demonstrou interesse em participar do torneio Nacional e o São Raimundo acabou herdando a vaga. A Série C daquele ano iniciaria dois dias depois do termino do estadual.

O São Raimundo entrou no Grupo 1, com Rio Branco-AC, Ji-Paraná e Rio Negro, o rival amazonense acabou desistindo da competição.

Primeiros frutos, o estadual de 1997

Em 1997 tudo começou a dar certo para o São Raimundo, primeiro dois grandes oponentes Nacional e Rio Negro saíram do estadual, assim o clube se tornava o centro das atenções no futebol do estado naquele ano, principalmente pelos nomes que estavam a frente do seu departamento de futebol. Depois de um primeiro semestre inteiro sem disputas, foi o único clube amazonense interessado em disputar a Série C daquele ano, e a disputou simultaneamente com o estadual.

No estadual, sem Nacional e Rio Negro, encontrou forte rival no Princesa, com quem disputou ponto a ponto o título daquele ano, enfrentando-o na final e levando a melhor por ter a melhor campanha na primeira fase após vitória de 1x0 e derrota por 2x1.

A partir de 1998, as glórias![editar | editar código-fonte]

1998

Em 1998 o clube conquistou seu bicampeonato estadual, esse sem questionamentos pois Nacional e Rio Negro estavam em campo, decidindo com o último a taça e vencendo por 2x1. Foi finalista da Copa Norte, perdendo o título nos pênaltis pra o clube maranhense Sampaio Corrêa. Na Série C chegou até à quarta fase, uma antes do tradicional quadrangular da Série C, sendo eliminado nos pênaltis pelo Itabaiana-SE.

1999 o grande ano.

Em 1999, iniciou a temporada vencendo com louvor sua primeira Copa Norte, desforrando também nos pênaltis a derrota imposta pelo Sampaio Corrêa no ano anterior. Levou seu tricampeonato estadual vencendo os dois turnos, num jogo de título épico contra o Rio Negro. Na Série C conseguiu o acesso à Série B sendo o vice-campeão, ficando atrás apenas do Fluminense-RJ.

Naquele ano, foi indicado para a disputa da Copa Conmebol por ter sido campeão da Copa Norte, e foi semifinalista do torneio continental sendo eliminado pelo CSA-AL.

Consolidação e nova decadência[editar | editar código-fonte]

Nos anos 2000 o São Raimundo se consolidou como uma grande força no futebol do Amazonas e da região Norte. Foi finalista da Copa Norte em 2000, 2001 e 2002, últimas edições do torneio, vencendo em 2000 e 2001 contra Maranhão e Paysandu respectivamente, perdendo em 2002 para este último. Na Série B de 2000 terminou a fase regular em 2º lugar do seu grupo(a Série B era dividida em dois grupos regionalizados como hoje é a Série C), sendo eliminado de forma surpresa nas oitavas de final pelo Bangu, como castigo pela eliminação, o clube que estava entre os quatro melhores da primeira fase terminou em 11º lugar. Nos anos seguintes o clube esteve na metade de baixo da tabela, caindo em 2006 depois de sete temporadas no 2º nível mais importante da pirâmide do futebol brasileiro.

No estadual, em 2000 o clube teve sua sequência de estaduais interrompida pelo Nacional, voltando a vencer apenas em 2004, conquistando seu último em 2006. A partir de sua queda à Série C em 2006, o clube apresentou resultados inexpressivos e voltou a frequentar posições baixas no campeonato amazonense, flertando com o rebaixamento em algumas temporadas.

Desde 2007, quando foi eliminado entre os piores da Série C, o São Raimundo não disputa qualquer torneio fora do estado do Amazonas.

Rebaixamento à Série C[editar | editar código-fonte]

Ao longo dos sete anos na 2ª divisão do futebol brasileiro, com exceção das duas primeiras participações, o clube apenas brigou contra o rebaixamento, sempre escapando nas últimas rodadas. Em 2006, após seis anos na Série B, foi rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro, ao ficar na 19º posição, melhor apenas do que o lanterna Vila Nova-GO.

Em 2005, o clube escapou do rebaixamento ainda na penúltima rodada, se mantendo na Série B com um 14º lugar, perdendo posições na última rodada com derrota para o Ituano[1] . Porem, na primeira edição da Série B com apenas 20 clubes, em 2006, o clube sofreu o rebaixamento. Na última rodada, entrava como lanterna da competição e dependia não só da vitória contra o Gama em Manaus como também de uma complexa combinação de resultados. A vitória em Manaus veio, porém, com exceção ao Vila Nova, todos os adversários que poderia ultrapassar venceram. O clube foi rebaixado em penúltimo lugar[2] .

Aquele ano foi o último em que o Amazonas teve um representante na Segunda Divisão Nacional, e também o último em que a região norte teve dois representantes na referida divisão.

2007, o divisor de águas[editar | editar código-fonte]

Muito se esperava do São Raimundo em 2007, rebaixado depois de sete anos seguidos na Série B, o clube era apontado como um dos favoritos a brigar por uma das vagas que poderiam marcar seu retorno à Série B. Mesmo com um nome fortalecido por conquistas que estavam menos de 10 anos atrás, por ser um expoente de uma grande capital do país, o São Raimundo se viu quebrado e sem um trabalho que visasse o manter forte.

O clube não teve como manter boa parte do elenco que disputou ponto a ponto com tradicionais clubes do cenário nacional a permanência na segunda divisão mais importante do país em 2006. O clube então resolveu investir em jogadores oriundos do futebol amador de Manaus mesclados a profissionais de relativo sucesso no futebol do estado.

No estadual, o clube esteve sempre na parte de cima, mas não teve eficiência em buscar o título estadual. Na Série C o clube mostrou que a falta de planejamento não gera bons frutos e teve uma péssima campanha, terminando em último lugar no grupo e entre os piores da competição.

Renovação

Em novembro de 2007, ocorreu um fato histórico no São Raimundo: as eleições no clube significaram a quebra de um laço de 12 anos com Ivan Guimarães, que participou e foi um dos principais nomes do grupo responsável pela arrancada que o clube teve no fim dos anos 90 e início dos anos 2000. Após campanha péssima na Série C, a pressão dos torcedores e da nova diretoria forçaram uma separação com o clube, que posteriormente resultou no acerto do ex-dirigente com o Nacional. A chapa vencedora foi eleita mediante aclamação, tendo em vista que as duas forças que atuavam nos bastidores dessa eleição decidiram unir-se em prol de um chapa única e uma eleição sem mais desgastes. De um lado o vereador Jairo Dias, filho do ex-presidente João Dias, e do outro o promotor de justiça David Jerônimo, que conduziu por 3 anos a reformulação do Estatuto do Clube e abriu as portas para novos associados.


Campanhas Pós-Rebaixamento[editar | editar código-fonte]

2008

Mesmo assumindo o clube há 20 dias do início do campeonato Amazonense, a nova presidência com a ajuda do Conselho Deliberativo iniciou a reconstrução de todo o plantel. Foram contratados todos os 30 jogadores, tendo em vista que a administração passada não deixou vínculos com nenhum atleta. A maioria era dos estados de Minas Gerais, Mato Grosso e São Paulo. Os principais nomes daquele elenco eram os atacantes Branco e Marinho, o goleiro Leandro Silveira e os volantes Catatau e Paulinho.

Apesar de não conseguir classificação para a Série C, o clube manteve a competitividade no âmbito estadual, terminando a competição em 4º lugar no geral, e com o atacante Marinho na vice-artilharia com 10 gols. A torcida elogiou a postura guerreira do time e apoiou a diretoria na continuação do trabalho.

2009

Em 2009, o clube anunciou um projeto ambicioso, que visava colocar o clube na Série A do Campeonato Brasileiro no ano de 2014, ano da Copa do Mundo de Futebol no Brasil e que Manaus foi uma das sedes. Mas, como o clube não conseguiu acesso a Série D de 2010, por ter ficado no 4º lugar geral no Campeonato Amazonense de 2009, o clube se viu obrigado em passar por todas as divisões do futebol brasileiro sem poder ficar mais de um ano numa mesma divisão.

2010

Em 2010, com um início de temporada conturbado, o clube se vê sem opções para técnico e o ex-zagueiro Donizete assume o comando do clube. Sem maiores experiências, o "técnico" não conseguiu um bom resultado e nem o controle do time, que em ação de retaliação deixou-se vencer dois jogos seguidos por 4x0 contra Princesa do Solimões e América. Com a pressão de suas torcidas organizadas, os dirigentes se viram obrigados a tomarem medidas drásticas para melhorar o desempenho do time, assim escapando de um possível rebaixamento no campeonato amazonense. Então, no segundo turno, trouxeram de volta o ex-jogador e ex-técnico do clube em 2009, Luís Carlos Winck que mesmo com o mesmo elenco, conseguiu estruturar o time e com a contratação de alguns reforços não só livrou o time do rebaixamento, mas chegou a final do segundo turno e num jogo emocionante em Itacoatiara perdeu nos pênaltis. Diante de um estádio lotado de moradores do município torcendo contra, mas impulsionado pela sua fiel torcida que mesmo longe se mobilizou para acompanhar o time do coração, enquanto o time se lamentava sua torcida alviceleste de pé os aplaudiam, pois reconheceram o quanto o time havia sido guerreiro. Em 2010, novas eleições aconteceram, dos tempos áureos, Orlando Saraiva foi aclamado presidente, tendo Mozart Luís dos Santos como vice. No início de 2011, devido problemas pessoais, Mozart o substituiu até o fim do mandato. No fim do mesmo ano foi aclamado presidente, cargo que exerce até os dias atuais.

Atualmente[editar | editar código-fonte]

O São Raimundo encontra-se atualmente desde 2007 sem disputar competições em nível nacional. Sua última taça no futebol foi o estadual de 2006, época em que ainda disputava a Série B do Campeonato Brasileiro, desde então o clube não brigou pelo título.

Desde seu rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o clube enfrentou dificuldades em montar times competitivos que o levasse ao titulo estadual e consequentemente ao cenário nacional novamente. O clube alternou temporadas regulares com quase rebaixamentos.

2011 – 2015

Em 2011 o clube teve um temporada regular, chegando à semifinal da Taça Cidade de Manaus (2º turno), sendo eliminado pelo Nacional com derrota por 3x2. O clube ficou em 4º lugar no geral e com a melhor defesa da competição.

Em 2012 mais um ano regular, novamente depois de uma Taça Estado do Amazonas ruim, chegou às semifinais da Taça Cidade de Manaus como 1º colocado da primeira fase, foi porém eliminado pelo Iranduba com um empate em 0x0 e uma derrota por 3x1.

Em 2013 as coisas pareciam tomar outro rumo, o São Raimundo chegou às semifinais da Taça Amazonas invicto e eliminando o Nacional das finais, porem, foi eliminado pelo Fast Clube com um empate em 1x1 e derrota por 2x1. No segundo turno, decepcionando todas as expectativas da sua torcida, foi eliminado em último lugar de seu grupo e da tabela geral da Taça Cidade de Manaus. Na classificação geral, ficou em sexto lugar.

Quase rebaixamento em 2014

Em 2014 o clube vinha mais uma vez “na sorte” montando um time barato. Os resultados foram péssimos e o clube brigou ponto a ponto pela escapatória do rebaixamento. A salvação veio apenas na última rodada, onde num confronto direto, venceu seu tradicional rival Sul América por 1x0, rebaixando o mesmo. Até aquele momento o clube da Colina possuía 4 pontos e com um empate seria rebaixado pois o Holanda venceu seu confronto também direto contra o Iranduba e chegou a 6 pontos.

Notáveis[editar | editar código-fonte]

Jogadores[editar | editar código-fonte]

  • Brasil Delmo
  • Brasil Marcelo Araxa
  • Brasil Santarém
  • Brasil Bolo
  • Brasil Marco
  • Brasil Careca
  • Brasil Caroço
  • Brasil Waldir

Dirigentes[editar | editar código-fonte]

  • Brasil Ivan Guimarães
  • Brasil Manoel do Carmos Chaves “Maneca”
  • Brasil David Jerônimo
  • Brasil João Dias Neto
  • Brasil Orlando Saraiva

Treinadores[editar | editar código-fonte]

  • Brasil Aderbal Lana
  • Brasil Renato Donizeti
  • Brasil Édson Tavares
  • Brasil Carlos Prata
  • Brasil Luís Carlos Winck

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

O cargo de maior rivalidade do São Raimundo pode ser dividido em quatro períodos, antes do seu momento áureo e historicamente contra o Sul América(1955-1996), na primeira parte do seu momento áureo contra o Rio Negro(1998-2003), na segunda parte do seu momento áureo contra o Nacional(2000-2006) e depois do fim desse momento, contra o Fast Clube(2006-hoje)

O São Raimundo também tem rivalidade com o nacional AM.

O Clássico Galo Preto[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Clássico Galo Preto

O mais ferrenho rival histórico do São Raimundo é o Sul América do bairro vizinho do Glória, que desde 1932 (ano em que foi fundado) acirra as disputas com o time "colinense". A partir de 1956 com o ingresso do São Raimundo no futebol profissional, o jornalista Irisaldo Godô cria os apelidos de “tufão” para o São Raimundo e “trem” para o Sul América.

Por serem clubes de bairros vizinhos e terem suas torcidas baseadas neles, faziam a época um clássico de cunho bairrista, a rivalidade era tão grande que as “velhas macumbeiras” e outros envolvidos com magia negra nos bairros faziam uma guerra de magia negra, sempre envolvendo galos que eram deixados em frente à sede do clube adversário.

Foram ferrenhos rivais até o grande crescimento do São Raimundo no final dos anos 90. Uma prova da grande rivalidade é que antes do momento áureo do São Raimundo a partir de 1997, o Sul América tinha vantagem de três vitórias nos confrontos gerais (20 vitórias do São Raimundo, 15 empates e 23 vitórias do Sul América).

Estatísticas
Número de jogos 89
Vitórias do São Raimundo 41
Vitórias do Sul América 27
Empates 21
Número de gols 236
Gols feitos pelo São Raimundo 136
Gols feitos pelo Sul América 100
  • Contam apenas os dados do Campeonato Amazonense, não tendo dados completos de demais torneios e jogos amistosos.

Clássico da Luta[editar | editar código-fonte]

Nos anos de seu fortalecimento, o São Raimundo encontrou no tradicional Rio Negro um primeiro grande rival. Com o clube alvinegro realizou os embates mais disputados no estado no final dos anos 90 e com ele decidiu os estaduais de 98 e 99, e também na Série C em 1999.

As partidas disputadíssimas renderam ao confronto a alcunha de “Clássico da Luta”. Ali o São Raimundo se inseria entre os grandes do futebol do estado.

Estatísticas
Número de jogos 106
Vitórias do São Raimundo 33
Vitórias do Rio Negro 47
Empates 26
Número de gols 290
Gols feitos pelo São Raimundo 128
Gols feitos pelo Rio Negro 162

Clássico Azul ou São-Nal[editar | editar código-fonte]

Com a ascensão do São Raimundo, era obvio que em algum momento uma grande rivalidade com o Nacional afloraria. Outrora o segundo clube de muitos nacionalinos, o São Raimundo passou a ser um grande rival para este a partir da final do estadual de 2000, única disputada entre os dois na história e vencida pelo Nacional,

A partir de então o confronto passou a ser chamado de Clássico Azul ou São-Nal, isso se deve ao fato dos dois clubes utilizarem a mesma cor em seus uniformes, embora em tonalidades diferentes.

Estatísticas
Número de jogos 126
Vitórias do São Raimundo 21
Vitórias do Nacional 72
Empates 33
Número de gols 355
Gols feitos pelo São Raimundo 124
Gols feitos pelo Nacional 231

São Raimundo x Fast Clube[editar | editar código-fonte]

Quando o São Raimundo chegou aos seus anos áureos, o Fast Clube atravessava uma grave crise financeira. Isso mudou em 2006, quando o Fast estava em Itacoatiara e com a estrutura oferecida pelo município, se fortaleceu. Naquele ano, o clube tricolor foi o único que ofereceu resistência ao previsível titulo bucheiro e contra este disputou a taça.

Com a volta do Fast à Manaus a rivalidade se acirrou mais por fatores extracampo, pois torcidas organizadas dos dois clubes estão inseridas em movimentos opostos de torcidas organizadas trazidos de outros centros, que são característicos por promover a violência envolvendo o futebol.

Estatísticas
Número de jogos 105
Vitórias do São Raimundo 32
Vitórias do Fast Clube 43
Empates 30
Número de gols 273
Gols feitos pelo São Raimundo 131
Gols feitos pelo Fast Clube 142

Patrimônio[editar | editar código-fonte]

Atualmente o clube tem como patrimônio seu estádio (que está em estado de comodato com o governo do estado) e sua sede social.

Estádio[editar | editar código-fonte]

O São Raimundo ganhou seu próprio estádio ainda no amadorismo, quando seu campo no alto de uma colina no bairro do São Raimundo começou a ser murado e a ganhar pequenas arquibancadas. Ali iniciava-se a construção do Estádio Ismael Benigno por ideia do benfeitor que deu seu nome anos depois ao estádio.

O estádio original foi completamente demolido para dar lugar a uma estrutura mais moderna que atenderia as exigências para que Manaus recebesse partidas da Copa do Mundo de 2014.

No seu formato antigo, chegava a comportar de maneira não oficial até 25 mil pessoas, a estrutura atual, seguindo as exigências da CBF receberia até 10 mil pessoas. O estádio encontra-se em comodato de 20 anos com o governo do estado.

Sede[editar | editar código-fonte]

A sede social e oficial do clube se localiza na Rua 5 de Setembro, a "Rua da ponte", no bairro São Raimundo, em Manaus. Trata-se de uma sede administrativa, com algumas funções de lazer em espaço fechado.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Hino do Clube[editar | editar código-fonte]

O hino do São Raimundo é de autoria de Francisco da Silva e foi composto em 1997, ano em que o clube estava se reestruturando para o futebol.

Escudo[editar | editar código-fonte]

A versão que é oficialmente divulgada é que o escudo do São Raimundo é inspirado diretamente em um dos mais tradicionais e antigos clubes do Rio de Janeiro, o São Cristovão, fundado em 1898. A diferença é que o escudo do São Cristovão é alvinegro e para o São Raimundo, onde se encontra a cor preta foi modificado para a cor azul. Do circulo na parte superior, foram removidos o remo e a ancora que representam os esportes náuticos do clube carioca, e inserida uma forma geométrica que parece ser uma bola.

Apesar de sempre ter sido historicamente um clube "pequeno" no Rio de Janeiro, o São Cristovão sempre foi um clube importante e tradicional, mais ainda na época em que o São Raimundo foi fundado, quando disputava sempre a primeira divisão do Campeonato Carioca de Futebol e possuía um time bastante competitivo.

Acima do escudo do clube foi por muito tempo utilizadas de maneira oficial estrelas que simbolizavam importantes conquistas recentes do clube, como as três vermelhas que simbolizavam o tri do norte e mais três amarelas representando estaduais.

Uniforme[editar | editar código-fonte]

Históricamente, o primeiro uniforme oficial do São Raimundo é caracterizado por camisa branca com listras azuis, combinada com shorts e meias azuis. O clube recentemente fugiu de um padrão e passou a utilizar uniformes com características e combinações diversas.

Por alguns anos utilizou conjunto todo azul, com finas listras brancas na camisa. A partir dos anos 90, além de sua histórica camisa listrada, o clube usou "primeiras camisas" alternativas em alguns anos. Por volta do ano 2000, em que vestia a marca Penalty, o clube entrou em alguns jogos como mandante usando uma combinação completamente branca, com detalhes azuis nas laterais do abdome. A Wilson, que também forneceu ao clube, utilizou uma combinação branca, com ombros azuis no ano de 2005, em 2006 a empresa utilizou novamente os calções azuis.

Mascote[editar | editar código-fonte]

O mascote do São Raimundo é o "Tufão", o que surgiu como uma alcunha, adotada no hino e que acabou virando mascote do clube. A exemplo do Fast Clube, o São Raimundo não tinha devidamente um mascote, então sua torcida adotou por um grande período o personagem de desenhos animados Taz-Mania como representação de seu mascote.

O Taz-Mania é um diabo-da-tasmânia, animal que habita somente a ilha australiana da Tasmânia. Por isso, o Diabo-da-tasmânia chegou a ser cogitado como mascote do clube, porém não se confirmou. O que motivou o apreço da torcida pelo mascote foi pelo fato deste surgir em forma de redemoinho, como prova de sua ira, nos desenhos animados, a torcida associou isso ao tufão.

O mascote oficial do clube (tufão) não tem uma personificação oficial, sendo que atualmente encontra-se utilizado apenas na alcunha do clube. O mascote do clube, se assemelha ao “Furacão” do tradicional clube brasileiro Atlético-PR.

O Hino[editar | editar código-fonte]

O hino do São Raimundo é de autoria de Francisco da Silva e foi composto em 1997.

Alcunhas[editar | editar código-fonte]

Ao clube foram dadas muitas alcunhas ao longo da história, com sentidos diferentes. Apelidos como ‘’’Tufão da Colina’’’ e ‘’’Alviceleste’’’ foram dados por sua torcida, outros foram dados em sentido pejorativo pelos rivais e adotados por seus torcedores, como o apelido ‘’’Bucheiros’’’ onde os rivais tentavam menosprezar o clube através de sua modesta capacidade financeira.

Torcida[editar | editar código-fonte]

Durante muitos anos, o "Tufão" foi o dono da quarta maior torcida do estado, atrás de Nacional, Rio Negro e Fast Clube, que formavam aquele que outrora era o Trio de Ferro do futebol amazonense. No passado, o São Raimundo era um time de bairro, denominação que praticamente sumiu no Brasil, mas ainda é presente em países como a Argentina e Uruguai. Por ser um clube muito ligado ao bairro que representava, sua torcida era muito forte no local, tratado com muito carinho pelos bairristas e fazendo surgir rivalidade com torcedores do clube do bairro vizinho, o Sul América.

Com a sua definitiva volta ao futebol em 1997, reorganizado e reestruturado, com o grande sucesso que obteve nos 10 anos seguintes, o clube fez com sua torcida crescesse bastante, transcendendo as barreiras do bairro do São Raimundo, fazendo-se popular em toda a Manaus, tornou-se quase uma seleção do Amazonas, sendo apoiado inclusive por torcedores de outros clubes do estado.

A partir de sua fase áurea, conquistou grande número de adeptos, chegando a ocupar o posto de segunda maior do estado, tomando o posto que historicamente pertenceu ao Rio Negro.

O São Raimundo é representado nos estádios pelas seguintes torcidas organizadas:

  • Torcida Organizada Furacão Azul (ativa)
  • Torcida Uniformizada Força Azul (ativa)
  • Barra Brava Bucheiros da Colina (ativa)
  • Movimento Organizado Inferno Azul (ativa)
  • Tufão Chopp (Inativa)
  • Tufão Metal (Inativa)
  • Torcida Tufão Gol (inativa)
  • Torcida Tufão Celeste (inativa)
  • Torcida Independente (inativa)
  • Torcida Organizada da Compensa (inativa)
  • Torcida Unificada Toca Independente (inativa)
  • Torcida Toca do Tufão (inativa)
  • Torcida Organizada Praiana (inativa)
  • Torcida Organizada Velha Guarda (inativa)
  • Torcida Organizada Tufão Net (inativa)
  • Torcida Organizada Comando Azul (inativa)

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Internacionais[editar | editar código-fonte]

Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Conmebol
Ano 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999
Pos.


Nacionais[editar | editar código-fonte]

Brasil Campeonato Brasileiro - Série B
Ano 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979
Pos. - - - - - - - - -
Ano 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989
Pos. - - - - - - - - - -
Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999
Pos. - - - - - - - - - -
Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Pos. 11º 11º 19° 19° 16° 14° 19° - - -
Ano 2010
Pos. -


Brasil Campeonato Brasileiro - Série C
Ano 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989
Pos. - - - - - - - - -
Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999
Pos. - - - - - - 47º 19°
Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Pos. - - - - - - - 50º - -
Ano 2010
Pos. -


Brasil Copa do Brasil
Ano 1989
Pos. -
Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999
Pos. - - - - - - - - 31º 55º
Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Pos. 17º 17º 47º 45º - 34º - 40º - -
Ano 2010
Pos. -


Estadual[editar | editar código-fonte]

Amazonas Campeonato Amazonense*
Ano 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972
Pos.
Ano 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982
Pos. - -
Ano 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992
Pos.
Ano 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002
Pos. - - -
Ano 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012
Pos.
Ano 2013 2014
Pos.


*Por falta de registros, só foram computados os anos de profissionalismo

Títulos[editar | editar código-fonte]

Nacionais
Competição Títulos Temporadas
TrofeuCopaDosCampeoesCBF.svg Torneio Seletivo à Copa dos Campeões 1 2001
Regionais
Competição Títulos Temporadas
Trophy(transp).png Copa Norte 3 1999, 2000 e 2001
Estaduais
Competição Títulos Temporadas
Amazonas Campeonato Amazonense 7 1961, 1966, 1997, 1998, 1999, 2004 e 2006
Amazonas Torneio Início 4 1956, 1963, 1998 e 2005
Amazonas Taça Cidade de Manaus 1 2006
Amazonas Taça Estado do Amazonas 1 2006

Campanhas notórias[editar | editar código-fonte]

(1999)
(1999)
(1998 e 2002)
(1964 e 2000)

Rankings[editar | editar código-fonte]

Ranking da CBF[editar | editar código-fonte]

  • Posição: --
  • Pontuação: 198 pontos
  • Região Norte:
  • Estadual:

Ranking criado pela Confederação Brasileira de Futebol que pontua todos os times do Brasil.

Outros Rankings[editar | editar código-fonte]

Clubes brasileiros no Ranking da Conmebol

  • Posição: 29º
  • Pontuação: 6 pontos

Ranking Placar

  • Posição: 73º
  • Pontuação: 13 pontos

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]