São Sebastião (Alagoas)

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São Sebastião
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de São Sebastião
Bandeira
Hino
Gentílico são-sebastiaoense
Localização
Localização de São Sebastião em Alagoas
Localização de São Sebastião em Alagoas
São Sebastião está localizado em: Brasil
São Sebastião
Localização de São Sebastião no Brasil
Mapa de São Sebastião
Coordenadas 9° 56' 02" S 36° 33' 14" O
País Brasil
Unidade federativa Alagoas
Região metropolitana
do Agreste
Municípios limítrofes Arapiraca, Feira Grande, Porto Real do Colégio, Igreja Nova, Penedo, Coruripe, Teotônio Vilela e Junqueiro.
Distância até a capital 100 km
História
Fundação 1755 (267 anos)
Administração
Prefeito(a) José Pacheco Filho (PP, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [1] 305,746 km²
População total (estimativa IBGE/2018[2]) 34 011 hab.
Densidade 111,2 hab./km²
Clima tropical quente e umido
Altitude 200 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000[3]) 0,655 médio
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 113 188,037 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 3 545,77
Sítio saosebastiao.al.gov.br (Prefeitura)

São Sebastião é um município brasileiro localizado no sul do estado de Alagoas. Limita-se ao norte com o município de Arapiraca; ao sul, com Igreja Nova; a leste, com Teotônio Vilela; a oeste, com Feira Grande; a nordeste, com Junqueiro; a sudeste, com Penedo; a sudoeste, com Porto Real do Colégio; e a sudeste, com Coruripe.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população, estimada em 2018, era de 34 011[2] habitantes e sua área é de 307 km². A cidade situa-se em uma ampla planície, ficando a 200 metros de altitude e distando 100 km de Maceió e 27 km de Arapiraca.

É o terceiro mais importante município do agreste alagoano, localizando-se geograficamente no sul do estado. A área de influência direta do município atinge uma população de cerca de 300 000 habitantes.

Administração[editar | editar código-fonte]

Seu prefeito atual é José Pacheco Filho, sendo eleito em 2016 para o seu quarto mandato, com mais de 56,31% dos votos válidos.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia no município baseia-se no cultivo de mandioca, milho, fumo, amendoim, feijão, banana e laranja. O município apresenta também fontes de renda como a pecuária e o artesanato em geral, destacando a renda de bilro.

Origem[editar | editar código-fonte]

A Origem da cidade de São Sebastião teve início com o povoamento Salomé, há mais ou menos 250 anos. "Salomé" originou-se da junção dos sons das palavras sal e mel, mercadorias transportadas pelos tropeiros que circulavam muito pela região. Por ser localizada em entroncamento bastante movimentado, próximo da divisa entre Alagoas/Sergipe e cidades prósperas como Penedo e Palmeira dos Índios. Tendo o tropeiro José Luiz fixado residência, constituído família e instalado no local uma hospedaria, sendo por muitos anos o único morador da região. A fertilidade das terras chamou a atenção de criadores e agricultores de outras regiões, descobrindo-se sua vocação para a agricultura. Desenvolveram-se as lavouras de algodão, fumo, amendoim (exportado em grande quantidade para Aracaju) e toda uma lavoura de subsistência. O povoado se desenvolveu; os proprietários de terra asseguravam o desenvolvimento do comércio; e os escravos nas festas difundiam viola e o berimbau. As mulheres distraiam-se jogando bilros e de suas mãos habilidosas surgiram belíssimas rendas, o que até hoje caracteriza o município como "terra das rendas de bilro". Em 1890, foi construída a igreja de Nossa Senhora da Penha, padroeira da Cidade que se comemora em 8 de setembro. O progresso foi chegando de forma célebre, moradores ilustres como Manoel Dionísio, Belo, Manoel Jandaia, Padre Caetano, Manoel Correia, Antônio Abílio e outros se uniram para articular o desmembramento do povoado do município de Igreja Nova. Em 31 de maio de 1960 ocorreu a emancipação política, através da lei 2.229 e, em homenagem ao santo e ao governador da época Sebastião Muniz Falcão, foi dado ao povoado de Salomé o nome de São Sebastião.

Povoamento[editar | editar código-fonte]

O início do povoado conhecido como Salomé (junto de sal e mel, produtos comercializados pelos viajantes) data de aproximadamente 250 anos, quando José Luiz, um tropeiro que viajava de Palmeira dos Índios a Penedo, resolveu morar no local. Abriu uma pequena casa de comércio, na qual hospedava pessoas que passavam por lá. Por muito tempo, José Luiz foi o único morador do local. Com o passar do tempo, outras pessoas acabaram fixando-se na região, passando a ser o tronco das famílias que formaram o povoado.

A fertilidade das terras chamou a atenção de criadores e agricultores de outras regiões; e em pouco tempo o povoado era um dos mais desenvolvidos, graças as muitas fazendas com dezenas de escravos que asseguravam o movimento do comércio. O desenvolvimento fez com que um grupo de moradores iniciasse a luta pela emancipação política, fato que seria concretizado no dia 31 de maio de 1960, através da Lei 2.229.

Patrimônio natural[editar | editar código-fonte]

Serra das Porteiras, Grota da Gia, Morro da Gia, Vale da Perucaba, Serra da Marába, Reserva de mata atlântica, Bolívar do Valle Ferro, Aldeia Karapotó e Terra Nova.

Espaços culturais[editar | editar código-fonte]

O Clube Municipal, onde acontecem suas atividades culturais, educativas e festivas.

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. a b «Estimativa populacional 2018 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de agosto de 2018. Consultado em 29 de agosto de 2018 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
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