Série 2620 da CP

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Locomotiva n.º 2629, na Estação de Alcácer do Sal, em 2009.
Disambig grey.svg Nota: Para outra série muito semelhante, veja Série 2600 da CP.

A Série 2620 (9 0 94 0 392621-7 a 9 0 94 0 392629-0) é um tipo de locomotiva de bitola ibérica, a tração elétrica, que foi introduzida pelos Caminhos de Ferro Portugueses, e que continuou ao serviço da sua sucessora, a operadora Comboios de Portugal.

História[editar | editar código-fonte]

Comboio de inspecção de catenária em Campolide, composto pelas locomotivas 2624 e 2625, e um furgão.

Em 1974, entraram na frota da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses as locomotivas da Série 2600[1] ,[2] que, após a resolução de alguns problemas iniciais, revelaram um excelente comportamento de serviço.[3] Assim, para reforçar o seu parque de material motor, foram encomendadas 9 unidades semelhantes,[4] sendo a principal modificação o aumento da potência disponível para 600 kVA, através do enrolamento do transformador principal.[3] Desta forma, podiam alimentar os sistemas de ar condicionado de até 15 carruagens, nos comboios de passageiros.[3]

Estas locomotivas foram fabricadas em 1987, nas instalações das Sociedades Reunidas de Fabricações Metálicas, sob licença da Alsthom.[5] Uma vez que constituíam uma extensão da Série 2600, as locomotivas receberam a numeração de 2621 a 2629.[3]

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Esta série consistia de nove locomotivas (duas das quais abatidas ao serviço entre 2007 e 2011[6][7]), do “tipo CP 6”, a tração elétrica, de Bitola ibérica.[7]

Cada unidade tem dois motores do tipo TAB 660 A1, fabricados pela Alsthom, podendo atingir uma velocidade máxima de 160 km/h, no regime de “Grande Velocidade”.[7] A potência nominal por locomotiva é de 2870 kW, e o peso em ordem de marcha é de 78 toneladas.[7] No arranque, o esforço de tração exercido é de 205 kN, em “Grande Velocidade”, ou de 245 kN, em “Pequena Velocidade”.[7]

A configuração dos rodados é de B'B', ou seja, dois bogies, cada um com dois rodados motores; cada bogie conta só com um motor de tração, pelo que os rodados estão mecanicamente acoplados entre si.[3]

As rodas possuem 1140 mm de diâmetro de origem.[7] A tensão de catenária utilizada é de 25 kV a 50 Hz, em corrente alternada.[7] A relação de transmissão é de 1,88, no regime de “Grande Velocidade”, e de 2,87, em “Pequena Velocidade”.[7]

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

Locomotiva n.º 2628, a rebocar uma composição Intercidades junto a Alcácer do Sal.
  • Dados de exploração
    • Ano de entrada ao serviço: 1987[5]
    • Unidades fabricadas: 9 (2621-2629)[5]
    • Unidades ao serviço: 7[7]
    • Bitola de via: 1668 mm[7]
  • Características gerais
    • Tipo de locomotiva (fabricante): CP 6[7]
    • Potência nominal (rodas): 2870 kW[7]
    • Potência disponível: 600 kVA[3]
    • Disposição dos rodados: B'B'[7]
    • Fabricante: Alsthom[7]
    • Tensão de catenária: 25 kV / 50 Hz[7]
    • Diâmetro das rodas (novas): 1140 mm[7]
  • Características de funcionamento
    • Velocidade máxima: 160 km/h (em regime de Grande Velocidade)[7][3]
    • Esforço de tração:
      • No arranque: 205 kN (G.V.) ou 245 kN (P.V.)[7]
  • Pesos
    • Peso em ordem de marcha: 78 t[7]
  • Equipamento elétrico de tração
    • Motores de tração:
    • Transmissão:
      • Relação de transmissão: 1,88 (em Grande Velocidade) ou 2,87 (em Pequena Velocidade)[7]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Série: 2600 (2601-2612)». Comboios de Portugal. Consultado em 28 de Novembro de 2011. Arquivado do original em 25 de janeiro de 2012  |urlmorta= e |datali= redundantes (ajuda)
  2. «CP withdrawn locomotives» (em inglês). Railfaneurope. 1 de Abril de 2013. Consultado em 28 de Novembro de 2011 
  3. a b c d e f g VICENTE, Carlos Alberto Hormigo (Abril–Junho de 1990). «A CP e o novo material circulante». Associação para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário. FER XXI (4): 7-15 
  4. MARTINS et al, p. 94
  5. a b c REIS et al, p. 178
  6. O sítio oficial da CP indicava nove em 2007.06.20 e apenas sete em 2011.
  7. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x «Série: 2620 (2621-2629)». Comboios de Portugal. Consultado em 26 de Dezembro de 2011. Arquivado do original em 29 de janeiro de 2012  |urlmorta= e |datali= redundantes (ajuda)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MARTINS, João Paulo, BRION, Madalena, SOUSA, Miguel de, LEVY, Maurício, AMORIM, Óscar (1996). O Caminho de Ferro Revisitado. O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. [S.l.]: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • REIS, Francisco Cardoso dos; GOMES, Rosa Maria; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. [S.l.]: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre as locomotivas das Séries 2600 e 2620