Síndrome do pequeno poder

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

A Síndrome do pequeno poder, ou "Síndrome de porteiro" segundo a psicologia, é uma atitude de autoritarismo por parte de um indivíduo que, ao receber um poder, usa de forma absoluta e imperativa sem se preocupar com os problemas periféricos que possa vir a ocasionar.

Segundo Saffioti, é um problema social e não individual, característica da nossa sociedade. Ela surge quando aquelas pessoas que não se contentam com sua pequena parcela de poder exorbitam sua autoridade.[1]

Existe um provérbio iugoslavo[2] que diz "se quiser saber como uma pessoa é, coloque-a numa posição de poder".

Problemas sociais[editar | editar código-fonte]

Atualmente, muitos problemas sociais são atribuídos à Síndrome do Pequeno Poder advinda de tradições e costumes sociais, como por exemplo:

Violência contra criança pode ser gerado pela Síndrome do pequeno poder
  • Relações familiares e de relacionamento entre casais emocionalmente desequilibradas.
  • Relações familiares emocionalmnte desequilibradas entre pais e filhos (adultocentrismo)
  • Dissonância emocional que leva à busca por relações onde um dos cônjuges exerce um domínio agressivo ou abuso emocional como ingrediente factual dessas relações.

Outros conflitos são gerados pela síndrome através de ações pequenas mas que atrapalham o bem estar das pessoas, o que pode inclusive gerar processos judiciais:

  • Excesso de burocracia para atendimentos diversos (médico, cartório, justiça)
  • Autoritarismo de porteiros para entrada e saída de pessoas.
  • Corporativismo para atendimento no serviço público.
  • Excesso de orgulho por parte de chefes, gerentes e supervisores em relações de trabalho, notadamente nos ambientes industrial e/ou corporativo.

Soluções sociais[editar | editar código-fonte]

Maria da Penha, um símbolo pela defesa dos direitos da mulher

A Síndrome do pequeno poder faz com que as pessoas venham a imaginar que detêm um poder maior do que as outras. Muitas vezes este poder imaginário é proveniente de tradições de fundo ideológico-religiosas, pela força bruta e/ou abuso de pessoas fisicamente e/ou psicologicamente mais vulneráveis ou por deficiências de relacionamento interpessoal, notadamente por parte do agente. O problema é quando ele é usado confrontando a legislação atual seja no caso de um espancamento de um filho, cônjuge ou idoso, na perturbação do sossego ou no assédio moral em ambientes de trabalho.

No caso da violência contra as mulheres, foi criada no Brasil a lei Maria da Penha, a qual ajuda vítimas, mulheres, que sofreram com abuso em casa. No caso da violência contra crianças e adolescentes, foi criado o estatuto da criança e do adolescente. É válido notar que mesmo antes da existência da lei Maria da Penha, o Artigo 129 do Código Penal Brasileiro já versava em seus parágrafos 9, 10 e 11 sobre o aspecto agravante da pena em caso de agressão contra familiares, fossem eles ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade.

No caso da violência contra os homens, coações judiciais são comuns, como a denunciação caluniosa, e o uso inadequado da lei Maria da Penha. Nesses casos, o mais comum é a ocorrência de mulheres se apresentarem como falsas vítimas, usurpando a justiça para obter privilégios, manter companheiros sob controle, e até presos, por meio de alienação parental e outros crimes, quando são acusados falsamente de agressão e falsa notícia crime.[3]

Referências

Ícone de esboço Este artigo sobre psicologia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.