Síndrome respiratória aguda grave

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Síndrome respiratória aguda grave
Coronavirus da pneumonia atípica.
Classificação e recursos externos
CID-10 U04
CID-9 079.82
DiseasesDB 32835
MedlinePlus 007192
eMedicine med/3662
MeSH D045169

Síndrome respiratória aguda grave, síndrome respiratória aguda severa ou pneumonia atípica (geralmente abreviada SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome) , é uma doença respiratória grave que afligiu o mundo no ano de 2003, cuja causa não foi ainda determinada (provavelmente causada por um coronavírus) mas se trata de uma grave pneumonia atípica.[1]

Causa[editar | editar código-fonte]

Vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave, SARS, aumentado em microscópio eletrônico

A síndrome respiratória aguda grave é uma doença viral causada pelo coronavírus Sars-CoV. Acredita-se que um novo vírus da família dos paramixovírus ou um metapneumovírus possa também estar relacionado a ela.

É menos transmissível que a gripe comum, a contaminação se dá por meio da ingestão ou aspiração de gotículas de saliva ou secreção nasal direta ou indiretamente de uma pessoa contaminada. Entre dois e dez dias, surge a manifestação dos sintomas. Eles são semelhantes aos de uma gripe comum, como dor no corpo, juntas, cabeça e garganta, e que podem ou não estar associados à diarreia, perda do apetite, mal-estar e confusão mental. Entretanto, é manifestada febre acima de 38°C e o quadro pode evoluir para tosse seca, falta de ar e, em casos mais graves, insuficiência respiratória. Em mais de 80% dos casos, após uma semana, os sintomas começam a regredir.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Os principais sintomas apresentados são:

  • Febre Alta;
  • Tosse;
  • Dispnéia (dificuldade na respiração);
  • Radiografias de tórax compatíveis com pneumonia viral;

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

O diagnóstico é clínico e inclui a análise dos sintomas e exclusão de outras doenças. Em virtude da sua incidência restrita, é importante dizer ao médico – ou que ele pergunte – se você foi a algum país da Ásia, recentemente, ou se entrou em contato com pessoas de lá. Radiografia dos pulmões e tomografia computadorizada do tórax podem ser solicitadas. Entretanto, não há, até o presente momento, exames laboratoriais que confirmem a presença do vírus.

Muitas vezes confundida com a gripe aviária, embora não seja a mesma doença, é causada pelo coronavírus (CoV SARS) tendo diagnóstico a partir de sorologia e PCR.

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Países com casos de SARS em 2003. Em negro os países com casos de morte confirmada e em vermelho os com casos sem morte. No Brasil houve apenas dois casos sem morte.

Foi registrada primeiramente na província de Guangdong na República Popular da China em novembro de 2002, se espalhou sobretudo para partes do leste e sudeste da Ásia, bem como para Toronto no Canadá. A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu somente em 2003 um alerta global em relação a Síndrome Respiratória Aguda Grave.

Em 2002 e 2003 houve uma epidemia com 8422 casos e 916 mortes por SARS, a maioria em China, Sudeste asiático e Canadá. [2] Devido à sua rápida disseminação, fronteiras de todo o mundo passaram a exibir avisos sobre a doença, mobilizando seus órgãos de saúde para combatê-la pro-ativamente.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O tratamento é focado no controle dos sintomas e recuperação da imunidade, evitando a manifestação de novas infecções e dando condições para que o organismo da pessoa combata o vírus. Em algumas situações, pode ser recomendado o uso de próteses respiratórias.

Prevenção[editar | editar código-fonte]

A prevenção inclui a detecção precoce e tratamento dos indivíduos doentes, evitando o contato com outras pessoas; e uso de EPIs, como luvas e máscaras, pelos profissionais de saúde que tenham contato próximo com pessoas acometidas.

Cultura[editar | editar código-fonte]

A doença teve repercussão internacional pois foi tema de um programa da BBC inglesa. A doença também foi tema do filme Plague City (2005), de David Wu. Com Karl Matchett e Ron White.

Referências

  1. Infopédia. «Pneumonia atípica». Consultado em 23 de maio de 2014. 
  2. Chan-Yeung M1, Xu RH. SARS: epidemiology. Respirology. 2003 Nov;8 Suppl:S9-14. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15018127
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