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Serviço de Atendimento Móvel de Urgência

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de SAMU)
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
(SAMU192)
Símbolo do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Brasil.
Base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Cuité, em 2016.
Fundação27 de abril de 2004 (21 anos)
PropósitoPrestar socorro às pessoas em situações de agravos urgentes
OrçamentoOrçamento Tripartite
50% Governo Federal
25% Governo Estadual
25% Governo Municipal
FiliaçãoSecretaria de Atenção Especializada à Saúde - (SAES/MS)
SecretárioAdriano Massuda (2023-atualidade)
FundadoresHumberto Costa (na condição de Ministro da saúde do Brasil)
Luiz Inácio Lula da Silva (na condição de Presidente do Brasil)
Área de influênciaMunicípios Brasileiros
 Nota: Se procura o serviço francês e seus similares, veja Serviço de Atendimento Médico de Urgência.
Ambulância do SAMU

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU ou SAMU 192)[1] é um serviço brasileiro de atendimento médico pré-hospitalar, acionado em casos de emergência.[1] Foi idealizado na França, em 1986, como Service d'aide médicale urgente — que faz uso da mesma sigla "SAMU".

Atendimento de campanha
Helicóptero Airbus H125 do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina usado em conjunto com os serviços do SAMU.
As motolâncias são usadas para atendimento pré-hospitalar móvel

História

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Duas das primeiras unidades de SAMU surgiram nas cidades de São Paulo e Porto Alegre, em 1992 e 1995, respectivamente.[2][3]

Os serviços de atendimento pré-hospitalar móvel, denominados Serviços de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), e acionados por telefonia de discagem rápida (número 192), conhecidos como SAMU 192, foram normatizados no Brasil a partir de 2004 pelo decreto presidencial do governo Lula, nº 5.055, de 27 de abril de 2004.[4] Caracterizam-se por prestar socorro às pessoas em situações de agravos urgentes, nas cenas em que esses agravos ocorrem, garantindo atendimento precoce, adequado ao ambiente pré-hospitalar e ao acesso ao Sistema de Saúde.[5]

Após o atendimento do paciente, também será definido o destino do paciente, podendo ser uma unidade de pronto atendimento (UPA) ou um hospital terciário. Assim, o serviço de atendimento móvel foi criado para organizar os diferentes níveis de situações de saúde, encaminhando os quadros de menor complexidade, em fase diagnóstica ou em situação de estabilização clínica para UPAs, e os quadros de maior complexidade, que necessitam de especialidades (politraumatizados, infartos, trauma de crânios, acidentes vasculares encefálicos, abdome agudo), para hospitais.[carece de fontes?]

Com a modificação do perfil epidemiológico da morbimortalidade devido ao crescimento das causas externas, esses atendimentos ganham maior relevância, causando forte impacto ao setor saúde.[6]

O Serviço

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Unidade de socorro aquático do SAMU na cidade de Salvador

Em 2003, o Governo Federal cria o Plano Nacional de Atenção às Urgências, iniciando um projeto tripartite (Governo Federal, Estadual e Municipal) com custeio financeiro no Sistema de Urgência e Emergência. A portaria nº 1 864/GM, de 29 de setembro de 2003, tenta dimensionar o número de viaturas e equipes, relacionado a população da cidade.[carece de fontes?]

Em 2005, o SAMU-192 funcionava em 784 municípios brasileiros de 25 Estados, com 101 centrais de regulação, atuando com equipes especializadas, em sintonia com centrais de controle de leitos nos hospitais. Seu atendimento pode ser do tipo primário, quando oriundo do cidadão, ou do tipo secundário, também conhecido como remoção, quando a solicitação parte do serviço de saúde onde o paciente já tenha recebido os primeiros cuidados para estabilização do quadro de urgência ou emergência, mas necessite ser conduzido a outro serviço de maior complexidade para a continuidade do tratamento.[7]

Nesse serviço, é recomendado que se utilizem os dados de urgência e emergência na elaboração de uma base descritiva que possibilite a caracterização dos serviços de saúde e dos perfis epidemiológicos. Entretanto, isso é dificultado devido à inexistência de um instrumento oficial de armazenamento das informações das ocorrências atendidas.[6]

Após o levantamento de dados, foi constatado que as solicitações de atendimento pelo SAMU ocorreram, em sua maioria, devido a agravos clínicos. Essa característica foi identificada em cidades brasileiras como: Campinas (65%) e Ribeirão Preto (54,9%) em São Paulo, Olinda em Pernambuco (57%) , e Porto Alegre, Rio Grande do Sul, com 64,8% do total de atendimentos. Os dados têm sintonia com os indicadores de morbidade e mortalidade e fatores de risco nacionais, que evidenciam que os agravos clínicos são os mais prevalentes e responsáveis por altos índices de doença e morte.[8]

As ligações são atendidas por telefonistas que anotam dados do local da demanda, emergência médica ou acidente. Toda ligação é gravada. O caso então é passado ao médico que faz a regulação médica e este presta orientações relativas aos primeiros socorros e decide o tipo de ambulância a ser enviada (USA, USB ou VT).

Nas cidades brasileiras onde o serviço é disponibilizado, o telefone para solicitá-lo é o 192 (ligação gratuita). As ambulâncias do SAMU são divididas em viaturas:[1]

  • USA – Unidades de Suporte Avançado (UTIs móveis), usadas em casos mais graves;
  • USB – Unidades de Suporte Básico;
  • VT – Veículos de Transporte, são usadas em casos mais simples;
  • VIR/VIM- Veículo de Intervenção Rápida (em alguns lugares, Veículo de Intervenção Médica), são viaturas 4x4 (geramente pickups ou SUV's) compostas por equipe médica e material para suporte avançado de vida, mais ágeis e com capacidade de acessar locais de difícil trânsito, onde a ambulância normal poderia demorar a chegar;
  • Motolância: Veículos de intervenção rápida. Usada para fazer um pré-atendimento;
  • Ambulancha: Unidade de Socorro Aquático;
  • Helicóptero: Unidade de Socorro Aéreo.

Quando se deve contatar o SAMU

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Referências

  1. a b c «PORTARIA Nº 356, DE 8 DE ABRIL DE 2013». Ministério da Saúde. Consultado em 19 de março de 2024 
  2. «Samu comemora 25 anos em São Paulo e recebe homenagem». Portal da Câmara Municipal de São Paulo. 29 de novembro de 2017. Consultado em 14 de novembro de 2025 
  3. «Samu Porto Alegre completa 25 anos como primeiro do Brasil | Prefeitura de Porto Alegre». prefeitura.poa.br. Consultado em 14 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 10 de outubro de 2022 
  4. DECRETO Nº 5.055, DE 27 DE ABRIL DE 2004. (Institui o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU, em Municípios e regiões do território nacional, e dá outras providências.). Palácio do Planalto. Acesso em 19 de outubro de 2015.
  5. [http:www.scielo.br/pdf/icse/v12n26/a16 - Educação em serviço para profissionais de saúde do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU): relato da experiência de Porto Alegre-RS]
  6. a b - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU): análise da demanda e sua distribuição espacial em uma cidade do Nordeste brasileiro
  7. [http://www.scielo.br/pdf/rbepid/v11n4/01.pdf - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU): análise da demanda e sua distribuição espacial em uma cidade do Nordeste brasileiro]
  8. - Agravos clínicos atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Porto Alegre - RS

Ligações externas

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  • Tese FOA. Visitado em 4 de dezembro de 2018.
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