SS Great Britain

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SS Great Britain
Bristol MMB 43 SS Great Britain.jpg
Carreira  Reino Unido
Operador Great Western Steamship
Company
Fabricante William Patterson Shipbuilders
Homônimo Grã-Bretanha
Batimento de quilha julho de 1839
Lançamento 19 de julho de 1843
Viagem inaugural 26 de julho de 1845
Descomissionamento fevereiro de 1886
Porto de registo Bristol, Inglaterra
Estado Navio museu
Características gerais
Tipo de navio Transatlântico
Deslocamento 3.674 t
Maquinário 2 motores a vapor de ação
direta de 2 cilindros
Comprimento 98 m
Boca 15,39 m
Calado 4,9 m
Propulsão 5 mastros (1845–1853)
3 mastros (1853–1886)
1 hélice
Velocidade 11 nós (20 km/h)
Tripulação 130
Passageiros 360 (1845–1851)
730 (1851–1886)
Carga 1.200 t

O SS Great Britain foi o primeiro navio transatlântico a ter um casco e uma hélice propulsora de ferro e, quando foi lançado em 1843, era o maior navio da época. Foi originalmente projetado para carregar 120 passageiros de 1ª classe (26 dos quais em cabines separadas), 132 passageiros de segunda classe e 120 oficiais da tripulação, mas quando um convés extra foi construído sua capacidade aumentou para 730 passageiros. Em 26 de Julho de 1845, o navio fez sua viagem inaugural para Nova Iorque, uma jornada completada em 14 dias.[1] Atualmente é uma atração no museu do porto de Bristol.

História[editar | editar código-fonte]

O SS Great Britain foi projetado por Isambard Kingdom Brunel, Thomas Guppy, Christopher Claxton e William Patterson para a Great Western Steamship Company e construído num dique seco especialmente adaptado em Bristol.

Botadura do Great Britain em Bristol. Quadro de Joseph Walter.

O lançamento ocorreu em 19 de Julho de 1843. As condições do tempo eram favoráveis mas jornais registraram que após um início maçante, o tempo melhorou com apenas algumas chuvas intermitentes. A atmosfera no dia pode ser melhor definida pela reportagem do dia seguinte no The Bristol Mirror: "Largas multidões começaram a chegar cedo no dia incluindo muitas pessoas que viajaram a Bristol para ver o espetáculo. O caminho havia sido limpo e Temple Street decorada com bandeiras, flores e faixas. Meninos da City School e meninas da Red Maids foram enfileirados numa elegante formação por todo o comprimento do Exchange. A rota era uma massa de cores e todos estavam nas ruas como em um feriado. A atmosfera de alegria até permitiu que os problemas da dissensão política em Londres fossem esquecidos".

O Great Britain encalhado na baía de Dundrum (1846).

Em Novembro de 1846, com apenas poucos anos após ter sido lançado, o navio encalhou nas areias da baía de Dundrum, no condado de Down na Irlanda e havia sérias dúvidas se seria possível desencalhá-lo. O próprio Brunel aconselhou que se havia um engenheiro naval que pudesse fazê-lo este seria Andrew Swan de Brisbane. Bremner foi contratado e o Great Britain foi desencalhado em Agosto de 1847. Entretanto, o custo de salvar o navio levou à falência a Great Western Steamship Company, e o SS Great Britain foi vendido e transformado em um barco de emigração.

O Great Britain passou então a fazer a maioria de suas viagens entre o Reino Unido e a Austrália. Em 1852, fez sua primeira viagem a Melbourne, Australia, levando 630 emigrantes. O interesse pela embarcação foi tão grande na cidade que aproximadamente 4 000 pessoas pagaram um shilling para vê-lo.

Entre 1855 e 1858, também foi usado para transporte de tropas, durante a Guerra da Criméia e a Revolta dos sipais e em 1882, foi transformado num veleiro, para transporte de carvão mas, depois de um incêndio a bordo em 1886, foi seriamente danificado. Foi então vendido para a Falkland Islands Company, permanecendo nas Ilhas Malvinas como navio cisterna para armazenamento de carvão até a década de 1930, quando foi sucateado e abandonado. No seu papel como reservatório de carvão, foi utilizado para reabastecer a marinha do Atlântico Sul que derrotou a frota do Almirante Graf Maximilian von Spee, durante a Primeira Guerra Mundial na Batalha das Ilhas Malvinas. Na Segunda Guerra Mundial, parte do seu aço foi utilizado para reparar o HMS Exeter, um dos navios da Marinha Real Britânica que foi seriamente danificado na Batalha do Rio da Prata.

Restauração[editar | editar código-fonte]

O Great Britain em restauração (Julho de 1978).

Em abril de 1970, a embarcação foi "reflutuada" numa embarcação especial, a Mulus 3, e levada de volta a Bristol pelo rebocador Varius II, para ser conservado como um navio museu. O SS Great Britain retornou então ao seu local de nascimento, o dique seco do estaleiro da Great Western, que foi desativado devido a uma bomba durante a Segunda Guerra e classificado como um Listed building.[2] A operação de salvamento só foi possível graças a diversas doações, incluindo uma de Sir Jack Hayward, e outra de Sir Paul Getty. A intenção original era de restaurar a embarcação conforme o estado original de 1843 entretanto, a filosofia do projeto foi alterada recentemente e a conservação de todo o material pre-1970 se tornou o objetivo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. «Brunel's SS Great Britain». Consultado em 20 de agosto de 2006 
  2. «Great Western Dry Dock». Images of England. Consultado em 20 de agosto de 2006 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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