Sabotage (álbum)

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Sabotage
Álbum de estúdio de Black Sabbath
Lançamento 28 de Julho de 1975
Gravação Fevereiro-Março de 1975 no Morgan Studios, Londres e Bruxelas (1974-1975)
Gênero(s) Heavy metal, rock experimental
Duração 43:42
Gravadora(s) Vertigo Reino Unido
Warner Brothers Estados Unidos
Castle
Sanctuary
Rhyno
Produção Black Sabbath
Cronologia de Black Sabbath
Último
Sabbath Bloody Sabbath
(1973)
We Sold Our Soul for Rock 'n' Roll
(1975)
Próximo
Singles de Sabotage
  1. "Am I Going Insane (Radio)"
    Lançamento: 1975
  2. "Hole in the Sky"
    Lançamento: 1975
  3. "Symptom of the Universe"
    Lançamento: 1975

Sabotage é o sexto álbum de estúdio da banda de heavy metal inglesa Black Sabbath. Foi lançado em 1975. É um álbum bem variado, misturando o som original da banda ainda mais ao rock progressivo, uma das músicas em que a influência progressiva aparece claramente é "Megalomania", o álbum também passa por alguns toques de pop rock em "Am I Going Insane (Radio)", e até mesmo cantos gregorianos, em "Supertzar". Apesar de ser variado, o álbum ainda mostra o lado pesado da banda em músicas como "Hole in the Sky" e "Symptom of the Universe".

Gravação[editar | editar código-fonte]

A banda começou a trabalha no seu sexto  álbum em fevereiro de 1975, novamente na Inglaterra, no Morgan Studios em Willesden, Londres. O título Sabotage foi escolhido pois na época a banda estava sendo processada pela sua antiga administração e os membros se sentiram como se estivessem sendo "sabotados o tempo todo e sendo socados de todos os lados", segundo Iommi.[1] Ele credita esses problemas judiciais ao som raivoso e pesado do álbum.[1] Em 2001, o baixista Geezer Butler explicou a Dan Epstein: "Na época do Sabbath Bloody Sabbath, descobrimos que estávamos sendo roubados pela nossa administração e pela nossa gravadora. Então, por muito tempo, não ficávamos no palco ou no estúdio, mas sim em escritórios de advocacia tentando cancelar todos os contratos. Estávamos literalmente no estúdio, tentando gravar, e tínhamos que assinar aqueles affidavits e tudo mais. Por isso se chama Sabotage -  porque sentíamos que todo o processo estava simplesmente sendo totalmente sabotado por todas aquelas pessoas que nos roubavam." Em sua autobiografia Eu sou Ozzy, o vocalista Ozzy Osbourne confirma que "mandados nos eram entregues na mesa de mixagem" e que o baterista Bill Ward "estava armando os telefones". No encarte do álbum Reunion, de 1998, Butler afirma que a banda sofreu por dez meses questões legais e admitiu: "a música tornou-se irrelevante para mim, compor uma canção era simplesmente um alívio."

Mais tarde, Iommi refletiu: "Poderíamos ter continuado e ir além,  obtendo mais técnicas, usando orquestras e tudo mais que não desejávamos de verdade. Olhamos para nós mesmos e queríamos fazer um álbum de rock - Sabbath Bloody Sabbath não era um verdadeiro álbum de rock."[2] Segundo o livro How Black Was Our Sabbath, "As sessões de gravação normalmente iam até até o meio da madrugada. Tony Iommi estava trabalhando muito duro nos aspectos de produção com o coprodutor Mike Butcher, e estava gastando um bom tempo trabalhando nos seus sons de guitarra. Bill, também, estava fazendo experimentos na bateria, favorecendo especialmente o efeito de 'címbalo invertido'." Osbourne, porém, estava ficando cada vez mais frustrado com o tempo que a banda gastava nas gravações, escrevendo em sua autobiografia que "Sabotage levou cerca de quatro mil anos para ser gravado."

Composição[editar | editar código-fonte]

Sabotage contém um misto de canções pesadas e faixas experimentais mais leves, como "Supertzar" e "Am I Going Insane (Radio)". Em 2013, a revista Mojo observou: "A faixa de abertura 'Hole in the Sky' e a triturante 'Symptom of the Universe' ilustram que, apesar de todos seus problemas, o poder da banda se manteve inalterado naquilo que muitos consideravam seus maiores talentos." No artigo "Thrash Metal - An Introduction" da University Times Magazine, Vladimir Rakhmanin cita "Symptom of the Universe" como um dos primeiros exemplos de thrash metal, um subgênero do heavy metal que surgiu no início dos anos 1980. Tony Iommi descreve a dinâmica da faixa na sua autobiografia Iron Man: "A música começa com uma parte acústica. Então sobe ao ritmo mais acelerado para dar aquele dinamismo, e há várias fases na canção, incluindo a jam no fim." A parte final de "Symptom of the Universe" veio de uma improvisação no estúdio, criada muito espontaneamente num só dia, e a decisão foi que seria usada na faixa.[1] O Coro Filarmônico de Londres foi trazido para atuar na faixa "Supertzar". Quando o vocalista Ozzy Osbourne chegou no estúdio e o viu, ele pensou estar no local errado e saiu.[1] O título da canção "Am I Going Insane (Radio)", com inclinações ao pop, causou um pouco de confusão devido à expressão "Radio", que levou as pessoas a pensarem que a canção era uma versão para o rádio. Porém essa é a única versão da música: o termo "radio-rental" é uma gíria rimada para "mental", ou seja, "louco".[3]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
allmusic 4.5 de 5 estrelas. [4]
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Faixas[editar | editar código-fonte]

Todas as canções creditadas a Iommi/Osbourne/Butler/Ward.

N.º Título Duração
1. "Hole in the Sky"   4:00
2. "Don't Start (Too Late)"   0:49
3. "Symptom of the Universe"   6:29
4. "Megalomania"   9:43
5. "The Thrill of it All"   5:55
6. "Supertzar"   3:44
7. "Am I Going Insane (Radio)"   4:16
8. "The Writ"   8:43

As músicas "Hole in the Sky" e "Symptom of the Universe" são ligadas pela instrumental "Don't Start (Too Late)", gravada em um volume baixo.

Créditos[editar | editar código-fonte]

Black Sabbath
Produção
  • Produtor Técnico Mike Butcher, Robin Black
  • Operador de Fita David Harris
  • Gravado no Morgan Estúdios, Londres e Bruxelas
  • Masterizado no Sterling Sound, Nova York
  • Capa do álbum por Will Malone
  • Diretor de Arte Cream
  • Coordenação Mark Forster
  • Remasterizado por Ray Staff no Whitfield Street Studios
  • Fotografia adicional por Ross Halfin e Chris Walter

Catálogos[editar | editar código-fonte]

  • LP Vertigo 9119 001 (UK Jul 1975)
  • LP Vertigo 6366 115 (Brazil 1975)
  • LP Warner Bros BS 2822 (US)
  • LP WWA WWA 6366 (1975)
  • LP NEMS NEL 6018 (UK, Holland Jun 1980)
  • LP Ariston ARM42010 (Italy)
  • LP Vertigo 832706-1
  • LP NEMS SP18-50150 (Japan)
  • MC RCA MC F7422 (1980)
  • MC Vertigo 832706-4
  • CD Vertigo 832706-2
  • CD Castle NELCD 6018 (1986)
  • CD Essential/Castle ESMCD306 (UK - Mar 1996) - Remastered
  • CD Sanctuary SMRCD036 (UK 2004)
  • CD Warner/Rhino R2 72923-F (US 2004) - Black Box

Desempenho nas paradas[editar | editar código-fonte]

Ano Posições Certificações
[5][6][7]
UK
[8]
AUT
[9]
NOR
[10]
US
[11]
1975 7 9 6 28 Prata (UK)
Ouro (US)

Referências

  1. a b c d Iommi, Tony (2011). Iron Man: My Journey Through Heaven and Hell with Black Sabbath. Da Capo Press.ISBN 978-0-30681-9551.
  2. Rosen, 1996, p. 80
  3. «Sabotage – Black Sabbath Online». www.black-sabbath.com. Consultado em 2016-07-28. 
  4. Avaliação no allmusic
  5. «BPI Searchable database – Gold and Platinum». British Phonographic Industry. Consultado em 2008-01-03. 
  6. RIAA Gold and Platinum Search for albums by Black Sabbath
  7. «CRIA». Canadian Recording Industry Association. Consultado em 2008-01-03. 
  8. «UK Music charts». EveryHit.com. Consultado em 2008-02-14. 
  9. «Discographie Black Sabbath» (em German). Ö3 Austria Top 40. Consultado em 2008-02-14. 
  10. «Discography Black Sabbath» (em Norwegian). VG-lista. Consultado em 2008-02-14. 
  11. «Billboard charts». Billboard. Consultado em 2008-02-14.