Sacagawea

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Sacagawea
Nascimento 1780
Montanhas Rochosas
Morte 12 de dezembro de 1812 (32 anos)
Cidadania Estados Unidos
Etnia Povos nativos dos Estados Unidostargvbavrat ar4vt4a
Cônjuge Toussaint Charbonneau
Ocupação explorador
Prêmios National Women’s Hall of Fame
Causa da morte doença

Sacagawea ou Sacajawea (c. 1786 - 20 de Dezembro de 1812) foi uma ameríndia da tribo Shoshone que serviu como guia e intérprete na expedição de Lewis e Clark (1804-1806) à costa norte-americana do Pacífico.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Não se sabe ao certo o ano de nascimento de Sacagawea, tendo sido propostas datas que se situam entre 1780 e 1790. De igual forma o seu local de nascimento é incerto, sendo frequente apontar-se uma região que corresponde ao atual condado de Lemhi no estado de Idaho, ou então a região ocidental do estado de Montana.

Sacagawea pertencia à tribo dos Shoshone, julgando-se que o seu nome original era Boinaiv. Por volta de 1800 ela foi capturada por uma facção dos índios Hidatsa, inimigos da sua tribo, e levada para as aldeias destes que se situavam perto da moderna cidade de Bismarck no Dakota do Norte. Estes índios deram-lhe o nome de Sacagawea, o que significa "mulher pássaro".

Sacagawea e outra índia Shoshone acabariam por ser vendidas como escravas ao comerciante de peles franco-canadiano Toussaint Charbonneau, que vivia entre os Hidatsas. Em 1804, Charbonneau casou-se com as duas mulheres, seguindo os costumes locais.

Expedição de Lewis e Clark[editar | editar código-fonte]

No Outono de 1804 a expedição de Meriwether Lewis e de William Clark passou próximo das aldeias dos Hidatsas onde passaram o Inverno. Os exploradores decidiram contratar Charbonneau, que sabia falar francês e a língua hidatsa, para servir de intérprete. Foi igualmente combinado que Sacagawea, que não falava inglês, mas conhecia a língua shoshone e a língua hidatsa, acompanharia o grupo para cumprir as mesmas funções que o marido.

A 11 de Fevereiro de 1805 Sacagawea deu à luz um menino, filho de Charbonneau, que recebeu o nome de Jean-Baptiste. A expedição de Lewis e Clark partiu a 7 de Abril do mesmo ano e como previamente combinado Sacagawea acompanhou o seu esposo, carregando o filho de ambos às costas. Dos trinta e três membros da expedição Sacagawea era a única mulher.

A 17 de Agosto, perto de Armsted, a expedição encontrou-se com um grupo de índios Shoshones. Por coincidência o chefe do grupo era o irmão de Sacagawea, Cameahwait. Esta era a primeira vez em cinco anos que Sacagawea revia um membro da sua família. Os Shoshones possuíam cavalos necessários à expedição e graças ao trabalho da cadeia de intérpretes (Sacagawea falava em shoshone com os membros da sua tribo, traduzia as mensagens em hidatsa ao marido, que por sua vez traduzia-as para inglês) a expedição conseguiu adquirir os animais que necessitava para continuar o seu percurso.

A presença de Sacagawea revelou-se central para apaziguar os ânimos das tribos índias do Noroeste, que a expedição viria a encontrar no percurso. A maior parte destas tribos não tinha nunca estabelecido contactos com europeus, mas a presença de uma mulher com uma criança foi vista pelos índios como uma sinal que aquele grupo de homens vinha em paz, segundo o que se pode ler nas notas de Clark.

Para além disso, Sacagawea identificou plantas e frutas que foram usadas pelos membros da expedição não só como alimento, mas também como medicamentos naturais.

Fim da expedição e morte[editar | editar código-fonte]

Em Agosto do século 19 (1806), a expedição regressou ao local onde se tinha cruzado com Sacagawea. Esta não viria a receber nenhum tipo de compensação pelo seu trabalho, apesar do seu marido ter recebido 900 dólares e um lote de terra com 320 acres.

Em 1812 Sacagawea teve uma filha, que recebeu o nome de Lisette. A 22 de dezembro do mesmo ano, em Fort Manuel, Sacagawea faleceu com uma doença grave que tinha sofrido durante toda a sua vida adulta, segundo conclusões dos investigadores. Clark acabaria por adotar os dois filhos de Sacagawea; sobre Lisette nada se sabe, mas Jean-Baptiste foi educado em Saint Louis e mais tarde enviado para a Europa com um príncipe alemão.

Durante muito tempo defendeu-se que a mulher que faleceu em Fort Manuel era a outra esposa de Charbonneau e que Sacagawea teria partido para uma reserva de índios no Wyoming, onde se teria reencontrado com a sua tribo, tendo vivido até 1884. Esta teoria foi originada em 1907 pela bibliotecária e historiadora Grace Raymond Hebard, que alegava que uma mulher de nome Sacajawea era a Sacagawea da expedição. A teoria chegou a ser oficializada pelo assessor para assuntos indígenas Charles Eastman. Contudo, tal interpretação é hoje considerada errada.

O seu nome foi dado em sua homenagem, ao Pico Sacajawea, no Oregon.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • McHENRY, Robert - Famous American Women: A Biographical Dictionary from Colonial Times to the Present. Courier Dover Publications, 1983. ISBN 0-486-24523-3