Salácia

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Netuno e Salácia -Ruínas de Herculano

Salácia era uma ninfa da mitologia romana, a rainha dos oceanos, prometida em casamento a grande rei dos mares, Netuno, a personificação da água salgada do mar.[1] Antes do ato se concretizar, Salácia revoltou-se e escondeu-se no fundo do oceano.

Neptuno mandou todas as criaturas marinhas do mundo em sua busca. Foi bem sucedido um golfinho que encontrou a ninfa, entregando-a para casamento ao grande rei. Na mitologia grega, era conhecida como Anfitrite.

Salácia e a vila de Alcacer do Sal[2][editar | editar código-fonte]

Existe uma lenda que diz que no século I a.C. veio do norte de África uma expedição de bárbaros piratas atacar algumas zonas costeiras do território que é hoje Portugal; para além de roubar, matavam, incendiavam e vandalizavam.

Entraram em Setúbal pelo estuário do Rio Sado e foram até uma bela cidade que se encontrava em cima de um morro, roubaram, destruíram e puseram-se em fuga.

O povo já romanizado, revoltado e triste fez os mais diversos votos para a morte daqueles piratas. Foi invocada Salácia, rainha dos mares por meio da deposição de votos, tabelas, sacrificios... Prometeu-se a construção do templo de Salácia nessa terra caso essa população fosse ouvida. Á entrada no oceano, deu-se uma grande tempestade e os barcos piratas ficaram totalmente destruídos, não se salvando provavelmente ninguém, ficando os grandes tesouros transportados no fundo do mar. O templo terá sido erguido, absorvendo essa cidade o nome deste.[3]

Referências

  1. Mario da Gama Kury (1990). Dicionário de Mitologia Grega e Romana. [S.l.]: Zahar. p. 353. ISBN 978-85-7110-128-9 
  2. Thomaz-Caetano de Bem (1794). Memorias historicas chronologicas da sagrada religiao dos Clerigos. [S.l.]: Tipografia Régia. pp. IX 
  3. Rafael Blutea (1728). Supplemento ao vocabulario portuguez e latino que acbou de sahir a ..., Parte 2. [S.l.]: Patriarcal Editora da Música. 190 páginas